Cinema por quem entende mais de mesa de bar

Review: Jessica Jones s01e10 – “1,000 Cuts”

Review Jessica Jones 1000 cuts

Mais um episódio que eleva a qualidade da temporada, mas ainda não consegue decolar para superar Demolidor. Claro que comparações são injustas, pois se tratam de obras bem distintas que se passam num mesmo universo/ambiente, só que é difícil não se incomodar com certas decisões do roteiro que nos fazem sentir como se os heróis fossem verdadeiros tapados incapazes de prender um vilão amordaçado.

Assim como acontece em diversas histórias em quadrinhos em que o vilão consegue aproveitar as ocasiões mais improváveis para conseguir fugir. Não importa como. Quanto mais impossível, mais certo é que ele conseguirá dar o seu jeito. Esse tipo de acontecimento pode funcionar nas HQ’s mais clássicas, mas para os telespectadores/leitores de hoje em dia chega a ser meio ofensivo…

- Advertisement -

Mesmo com esses defeitos, “1000 Cuts” se garante ao colocar Kilgrave frente a frente com Jeri Hogarth e sua ex-esposa. O inimigo possui controle sob as duas mulheres e aproveita para destilar todo o seu ódio e ironia para cima de Wendy, que fala que gostaria de cortar 1000 vezes a sua ex-esposa apenas para fazê-la pagar por todos os problemas que viveram no passado e vivem agora com o divórcio. A crueldade de Kilgrave é sem limites e ele realmente usa seus poderes para permitir que Wendy tente matar Jeri.

O episódio anterior foi importante não apenas por revelar que os pais de Kilgrave estão vivos, mas também pelo aprofundamento na mente do vilão e seus motivos. Toda aquela sensação de que ele poderia ser uma vítima das circunstâncias cai por terra ao descobrirmos que ele sempre representou uma ameaça para a sua família. Depois da morte da mãe no encerramento arrepiante de “Sin Bin”, Kilgrave concentra a sua ira em tentar encontrar o pai para garantir sua “vingança” completa.

A subtrama do policial Simpson fica cada vez  mais interessante. Depois das drogas que o tiraram da cama rapidamente, acompanhamos o seu surto psicótico resultando na morte de um coadjuvante que não servia para absolutamente porra nenhuma a não ser encher o saco. Mesmo assim foi um dos momentos mais “WTF” da série.

Como já observado no review anterior, as roupas de Malcolm estão cada vez mais diferentes daquele tom escuro e depressivo do começo da temporada. O personagem praticamente renasceu na série e se transformou num homem que luta para fazer o que acredita ser o certo. Talvez seja um dos melhores coadjuvantes da série.

Agora entramos na reta final e salve-se quem puder!