Review: Scream Queens s01e02 - "Hell Week" | Cinema de Buteco
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Review: Scream Queens s01e02 – “Hell Week”

Scream-Queens-2 Review: Scream Queens s01e02 - "Hell Week"

O que mais vem me chamando a atenção na série Scream Queens é o roteiro afiado e recheado de referências à cultura pop. No primeiro episódio há uma heresia cinéfila (um determinado personagem afirma que Michael Bay é o melhor diretor da história. Oi?) para reforçar a mentalidade bizarra dos estudantes que vivem nessa universidade. E isso sem deixar de lembrar a metralhadora de ofensas que é a personagem de Emma Roberts.

Após três mortes violentas no episódio piloto, “Hell Week” tinha uma grande obrigação de segurar a onda. E agora me lembro do que a série Scream, baseada em Pânico, de Wes Craven, me fez sentir. Foram dois episódios iniciais de pagar uma rodada de tequila para o bar inteiro, mas depois foi ladeira abaixo desafiando a minha inteligência e paciência. Imagino que Ryan Murphy não seja um criador capaz de arruinar um material tão interessante assim, mas ficarei atento para não me frustrar demais.

Scream Queens ganhou mais humor com a adição da hilária segurança Denise (Niecy Nash), contratada para garantir que nenhuma outra morte aconteça nas redondezas – e claro que fracassa miseravelmente. A atriz faz caras e bocas exageradas, mas é uma autêntica suburbana daquelas que nos matam de rir quando começam a reclamar da vida.

Outra personagem que cresce bastante é a reitora Munsch (Jamie Lee Curtis), que discretamente demonstra ser uma ninfomaníaca com um probleminha com bebidas. Curtis, para quem não sabe, é considerada a verdadeira rainha do grito. A atriz foi a protagonista de Halloween – A Noite do Terror, de John Carpenter, verdadeiro clássico do gênero e que ganhou diversas continuações e reboots ao longo dos anos.

E a falta de noção de Chanel permanece em alta. Desta vez, ela aprova a entrada de um gay como candidato da sua irmandade apenas para garantir que isso chegue até a mídia e ela fique conhecida como a primeira líder de fraternidade a aceitar um gay. A falta de escrúpulos da personagem é apaixonante, confesso. Imaginem uma versão feminina adolescente e desprovida da inteligência de Francis Underwood, de House of Cards, e terão uma ideia de como a loira pensa.

O final do episódio entrega parcialmente os responsáveis pelas mortes, ou seja, a partir do próximo texto, teremos spoilers abertos para todos os leitores. Cuidado!

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.