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Review: Scream s01e02 – “Hello Emma”

Scream s01e02 Hello Emma

Aprecio bastante a ironia do roteiro ao dizer “não se pode transformar um slasher em uma série”. Demorou muito para isso finalmente acontecer. Até zumbis e vampiros foram agraciados com séries antes de alguém ter coragem de permitir uma série como Scream existir.

O clima de suspense continua em alta no segundo episódio e ficando cada vez mais acentuado com as ameaças contra Emma (Willa Fitzgerald). A sequência final, especialmente, merece destaque por causa do diálogo inspirado: “você deveria começar a se perguntar se me trancou do lado de fora ou de dentro”. Impossível não se lembrar do roteiro de Kevin Williamson no longa-metragem de 1996.

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É bem interessante ver como os produtores da série estão conduzindo o material sem apelar para o caminho mais fácil. No episódio inteiro tivemos apenas uma morte, que por sinal foi bem orquestrada para parecer suicídio e dar um peso ainda maior para a questão do bullying que já havia sido apresentada para o telespectador no episódio anterior. Uma das personagens é filmada beijando outra garota e vai parar no Youtube. Ela acaba passando momentos ruins com a exposição, mas consegue ser forte o suficiente para não se abalar. Mas com a morte de sua ficante, os personagens irão imediatamente assimilar com o cyberbullying sofrido.

Em outra sequência inspirada (e que evoca ao filme de Wes Craven sem ser uma falsa pista muito bem inserida, como a sequência da garagem no episódio anterior), um dos personagens mais interessantes da série, Noah Foster (John Carna) discorre sobre o comportamento da chamada geração Y. Vivemos numa época em que hedonismo é tudo. Precisamos nos mostrar o tempo inteiro para que as pessoas saibam que somos felizes ou que temos acesso a fazer determinadas coisas. Esse fetiche narcisista é utilizado pelo psicopata da série ao fazer uma selfie ao lado do corpo de uma de suas vítimas. Aliás, já vou dizendo que Noah é o meu principal suspeito para ser o cara responsável pelos crimes. Mesmo que seja óbvio, dado o fascínio do personagem por assassinos.

Por último, por ser um produto da MTV, a música é um elemento muito importante na obra. Fiquei particularmente feliz ao ouvir “Shark”, do Oh Wonder, em uma das cenas.

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