Review: Demolidor s02e02 – “Dogs to a Gunfight”

Demolidor Dogs to a Gunfight

Parece que a Netflix está disposta a manter o público grudado na frente dos monitores de computador ou das televisões durante o final de semana inteiro numa verdadeira maratona de episódios da segunda temporada de Demolidor.

Como se não bastasse a qualidade da estreia em “Bang” (fãs de Anitta curtiram isso), “Dogs to a Gunfight” repete a estratégia de terminar em um daqueles momentos em que estamos todos apreensivos e desesperados pra saber o que irá acontecer. A resposta é bem simples: continue assistindo. Sem parar. Esqueça de escovar os dentes. De almoçar e jantar. De fazer sexo. De tomar banho. Esqueça que é aniversário do seu amigo. Esqueça tudo para continuar mergulhado em Demolidor.

Nesse episódio, Matthew está se recuperando do confronto com o Justiceiro e tenta investigar por conta própria o seu rival. Paralelamente, Foggy e Karen participam de uma ação da promotoria para garantir que a sua testemunha seja protegida e ajude a prender outros mafiosos.

Os minutos iniciais de “Dogs to a Gunfight” escancaram o amor de Foggy por Matthew. Além de toda a preocupação e medo de encontrar o amigo morto em algum telhado, Foggy dá uma lição de moral em Matthew e presenteia o público com esse amor paternal entre os dois. Ao mesmo tempo em que Karen desconfia que o comportamento de Matthew tem relação com consumo de bebidas ou drogas. Tadinha.

O Justiceiro finalmente é nomeado e assistimos a mais algumas cenas com o personagem, que ainda se mantém quase que em silêncio completo. Chama a atenção seu comportamento numa loja de usados, quando o vendedor comete o erro de dizer que consegue arrumar uma garota de 12 anos para Castle. Sem dizer uma só palavra, ele pega um taco de baseball e caminha contra o criminoso.

A série apresenta também esse conflito moral de encarar o Justiceiro como algo bom ou ruim para a força policial. Castle possui as suas próprias leis e não tem remorso em exterminar bandidos, mas será que o rastro de sangue que ele deixa é mesmo necessário? Um policial deixa a dúvida no ar e coloca o Demolidor como o herói que a cidade gosta e o Justiceiro como aquele que faz o que outros não tem a coragem.

“Dogs to a Gunfight” se encerra com mais um confronto sangrento entre os dois protagonistas. E mais uma vez, Murdock parece ter levado a pior.

Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.