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Review: The Walking Dead s07e04 – “Service”

ALGUMAS COISAS DEIXAM A GENTE SEM ENTENDER NADA. The Walking Dead s07e04 – “Service” é um desses exemplos, já que por se tratar de um episódio estendido, a maioria de nós imaginou que teríamos grandes eventos, fosse uma morte, introdução de novos personagens ou seja lá o que os roteiristas pudessem imaginar para nos surpreender. Ao invés disso tivemos um episódio morno, o que pode ser visto como frustrante para a maioria dos telespectadores sedentos por mais ação e menos desenvolvimento.

Os sobreviventes de Alexandria recebem a primeira visita do vilão Negan, que passa a se apropriar de todas as armas do lar de Rick e cia. No entanto, o vilão sente falta de duas armas presentes no inventário que não estavam no arsenal. O episódio inteiro é dedicado para essa busca das duas armas.

Compreensível entender a fúria de quem já reclamou dos dois últimos episódios, mas a verdade é que existem detalhes muito importantes para o futuro de alguns personagens dentro do arco de histórias dessa sétima temporada, como por exemplo conhecer essa faceta rebelde de Spencer, que não parece concordar integralmente com as decisões de Rick. A verdade é que os fãs não querem saber de episódios sem ação ou grandes acontecimentos e muitas vezes os produtores investem demais em desenvolvimento sem priorizar eventos isolados. Ainda assim, a visita de Negan e seus Salvadores é cheia de tensão. “Service” é marcado pela sensação de algo pode dar muito errado a qualquer momento.

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O primeiro plano do episódio mostra Michonne e Rick dormindo de costas um para o outro. Interessante fazer um paralelo com uma cena parecida na temporada passada, no qual os corpos dos dois praticamente se fundem. Essa é a arte de dizer muito com imagem ao invés de diálogos expositivos. Não precisa ser um grande guru dos relacionamentos para notar que os dois estão passando por um momento delicado depois da morte de Glenn e Abraham. E também pela decisão de Rick em aceitar as “mudanças”.

Fico feliz de ver The Walking Dead substituindo os cliffhangers bobos por mistérios presentes no roteiro. Um grande exemplo disso, e que provavelmente gerará uma quantidade absurda de perguntas dos fãs, é relacionado ao destino de Sasha e Maggie. Rick diz que Maggie morreu e não conseguiu superar a morte de Gleen, mas minutos depois tudo é revelado como uma mentira. Mas aonde estaria Maggie? Porque não tivemos esse contato com ela ainda? E Sasha? São perguntas para o futuro dessa midseason.

O público deve ter ficado feliz por ter algumas de suas perguntas solucionadas logo nos minutos iniciais de “Service”: a primeira delas, acredite se quiser, diz respeito ao paradeiro de Judith. Sim! Muita gente perguntava repetidas vezes nas transmissões da Live no Walking Dead Br: “O que aconteceu com a Judith?”. O neném reapareceu nesse episódio (embora estivesse o tempo inteiro sob guarda do Padre Gabriel); já a segunda dúvida frequente era para saber se Enid já havia saído do armário. Eu não sei o quanto dessas perguntas posso levar à sério, mas o fato é que elas eram bastante comuns.

Por fim, esse foi um episódio bem escrito e dirigido, mas que fracassa em não incluir grandes reviravoltas. Spencer não é um personagem grande o suficiente para merecer esse cuidado especial e o drama com as armas faltando pode dividir opiniões: ao mesmo tempo que causou tensão, pode ter deixado o público da HQ entediado com a certeza de que os produtores irão enrolar bastante até nos brindar com a aguardada grande guerra.

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