Review: The Walking Dead s07e13 - "Bury me Here" | Cinema de Buteco
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Review: The Walking Dead s07e13 – “Bury me Here”

Às vezes temos boas intenções em nossas atitudes. Independente do preço, acreditamos que estamos fazendo a coisa certa. O The Walking Dead s07e13 – “Bury me Here” é exatamente sobre o preço de tomar uma decisão que foge do nosso controle.

Certamente um dos grandes destaques desta temporada da série, especialmente por concluir toda uma etapa relacionada ao envolvimento do Reino no combate contra Negan. Bem escrito, bem dirigido e com um ritmo envolvente que chega a surpreender até quem já esperava pelas mortes que acontecem nesse episódio.

“Bury me Here” se inicia com Carol sem dormir, se perguntando o que diabos aconteceu em Alexandria. Decidida a descobrir a verdade, acompanhamos um pouco do seu velho instinto assassino para exterminar walkers pelo caminho até o Reino. Seu plano é frustrado com a recusa de Morgan em revelar o que sabe.

Paralelamente, Ezekiel e seus soldados se envolvem numa entrega em que tudo dá errado. Os Salvadores atiram no jovem Ben, que não resiste e morre. Está dado o primeiro grande passo para a participação do Reino ao lado de Alexandria e Hilltop contra as forças do vilão Negan.

Observem como toda a jornada de Ben foi escrita:

Nos capítulos anteriores, foi criado para o telespectador a sensação de que ele era um personagem querido para todos. Em “Bury me Here” não foi diferente. Num primeiro momento, Morgan aparece treinando o irmão de Ben, que revela a sua grande admiração pelo queridinho do Rei. Depois o próprio Ben tenta se aproximar de Carol para aprender mais sobre como matar walkers. Nessa cena, ele revela que poderia “faltar” à entrega. Ou seja, é colocado uma carga dramática ainda maior para o seu destino, que poderia ter sido evitado se Carol tivesse aceitado a sua cia. Por último, o momento em que Ben revela ter uma “namoradinha”, mas se recusa a falar dela para Morgan.

São detalhes que tornam o destino do personagem ainda mais emocionante para o público. Ou vai dizer que você não se sentiu tocado?

Mas o grande ponto chave de “Bury me Here” foi a participação de Morgan. Após a morte do rapaz, a impressão é que o cara voltou a ficar mais doido que o Batman. Alucinando e quase tentando o suicídio, Morgan chega a explicitar para todos o seu sentimento de paternalidade com Ben ao chamá-lo de Duanne (nome do seu próprio filho, que já morreu). Transtornado, ele decide seguir o plano de Richard e ganhar a confiança dos Salvadores novamente. O que acontece é surpreendente. Morgan volta a matar e escolhe logo Richard como a sua vítima. É uma morte brutal, mas necessária para convencer os vilões de que está tudo bem novamente.

A cena final deixa uma grande dúvida sobre a sanidade de Morgan, que pode seriamente voltar a ser um louco que mata geral. Ou isso pode causar a sua própria morte. Quem sabe?

“Bury me Here” se encerra com a visita de Carol, que nunca teve os olhos tão azuis, até o Reino para ficar e ajudar Ezekiel no combate inevitável. Como disse, sem dúvidas, que episódio especial.

Faltam apenas mais três episódios até o final da temporada. Ansiosos?

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Tullio Dias

Dizem que sou legal, mas eles estão mentindo só para me agradar. Gosto de Molejo, acho Era Uma Vez no Oeste uma obra-prima, prefiro baixo de quatro cordas do que os de cinco, tenho um MBA de MKT Digital e um curso de Publicidade, não tenho filhos, não tenho um coração, mas me derreto por caipirinhas.