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Review: Titans S02E01 – “Trigon”

Análise da estreia da segunda temporada da série.

Nem tudo volta bem. A nova temporada de Titãs trouxe uma empolgação enorme da audiência depois do seu início em 2018, mas será que as preces dos fãs foram atendidas?

Enredo

Começando de onde pararam os eventos da última temporada, Ravena (Taegan Croft) terá que lidar com o jogo mental que seu pai está fazendo em sua cabeça, enquanto o resto do grupo deve lidar com sua escuridão interior.

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A primeira impressão que temos de “Trigon” é que o episódio não funciona como início de temporada, e sim como um final que visa dar gancho para uma continuação. Tudo parece tentar ser tão épico para um novo primórdio, que começa a fazer você duvidar da qualidade do que estar por vir.

O foco principal é em Ravena e isso é um dos pontos positivos, já que não só evolui a personagem, como também a faz ter uma nova motivação para conseguir os poderes que todos os leitores de HQs irão reconhecer facilmente. Mesmo ela não adquirindo a tão admirada e forte personalidade que os fãs estão acostumados, o episódio mostra uma nova maneira de introduzi-la, evoluindo de um jeito mais bem colocado. Ele também ajuda aumentar a curiosidade de quem estiver acompanhando os personagens pela primeira vez.

Problemas

Os problemas começam quando o roteiro foca apenas em Ravena e não dá tempo de apreciar a forma como os outros aceitam o seu lado sombrio. Por exemplo, Hawk (Alan Richtson) e Dove (Minka Kelly) simplesmente aceitam isso depois de um trago? Sem contar que, por causa da trama ser acelerada, o restante do elenco não tem tempo de mostrar o carisma que tem. O resultado são coisas aceleradas sendo jogadas na tela e diálogos totalmente infantis, em especial Dick Grayson (Brenton Thwaites) falando “Shut your fucking mouth” para dar a impressão de que é mau.

O vilão que todos estavam esperando ver futuramente na série, Trigon (Seamus Deaver), é jogado de paraquedas. Ele não faz nada, enquanto nos quadrinhos ele pode ser considerado o próprio demônio. O antagonista faz você ficar sentado esperando algo dele e, quando aparece em sua verdadeira forma, infelizmente a qualidade cai com o CGI comparável a muitas séries da DC que a CW transmite.

A direção também pode ser considerada uma das piores. O ritmo é bagunçado, as sequências de ação são fracas e a fotografia é péssima, com um filtro azul que lembra os filmes ruins e sombrios do DCEU.

Batman

Para a surpresa de muitos – ou melhor, decepção -, tivemos a primeira aparição do personagem mais amado, até mesmo para quem não conhece direito o universo completo da DC: Bruce Wayne (Iain Glen). De cara, ficamos empolgados porque sabemos o que está por vir. O problema é quando ele fala a primeira frase: o sotaque britânico e a voz do ator não conseguem convencer que ele realmente é aquele personagem.

No entanto, se falarmos que ele é o Batman para uma pessoa que não assiste à série, ela vai acreditar totalmente. Mesmo que existam muitas versões do “Old Batman”, essa versão não funciona pelo simples fato, o personagem está com a idade mais avançada do que deveria estar na história .

Conclusão

No desfecho de “Trigon”, simplesmente ficam explícitos os furos de ser um novo começo. A maioria se despede, todos ficam felizes e termina com a introdução da clássica Torre dos Titãs e a chegada de um novo inimigo, que talvez seja o principal deste novo arco: Deathstroke (Esai Morales). Ele faz com que nós, como telespectadores, nos empolguemos mesmo após termos visto decepções a todo momento.

O que torcemos é que, no próximo episódio, tudo seja consertado e a produção faça com que o público fique satisfeito. Afinal, com uma introdução fraca, tende a dar consequências drásticas para sua metade e o seu encerramento.

 

A nova temporada de Titãs está sendo exibida somente no serviço de Stream da DC “The Ultimate Membership”. Assista à primeira temporada na Netflix.