Cinema por quem entende mais de mesa de bar

Os 100 filmes favoritos do Cinema de Buteco

LISTAS SÃO INJUSTAS E REDUCIONISTAS por definição. Ainda mais quando o assunto é algo tão subjetivo como o Cinema: como classificar os cem (ou dez, ou mil) melhores filmes (ou os mais importantes, ou mesmo os piores) de todos os tempos (ou de um determinado ano, gênero ou diretor)? É uma tarefa presunçosa, difícil e, honestamente, desnecessária. Mas também incrivelmente divertida, e se até a Sight & Sound conta com os críticos e cineastas mais renomados para elaborar justamente uma lista dessas a cada dez anos, por que o Cinema de Buteco, que sempre defendeu um papo descontraído e sincero sobre a sétima arte, não haveria de fazer a sua, com a cara do site?

Antes de qualquer coisa, é importante apontar que não fizemos uma lista dos “melhores filmes de todos os tempos”, mas de nossos favoritos pessoais. Votamos com o coração, focando naquelas obras que marcaram nossa cinefilia, têm valor tanto artístico quanto sentimental e nos convidam a incontáveis revisões. Foram 55 votantes, incluindo os membros da equipe, colaboradores e amigos de outros sites, e mais de 400 longas citados.

Clique aqui para saber quem votou em quê e quais foram os critérios de pontuação.

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O resultado é uma lista bem variada, que vai de Spielberg a Pasolini, do cinema mudo a Star Wars, da Nouvelle Vague à Sessão da Tarde. Não é difícil prever qual filme ocupou a primeiríssima posição, citado em mais de metade das listas e ganhando de lavada do segundo colocado. Unanimidade é impossível, e mesmo entre os votantes houve muito bullying e implicância (“Como você foi votar NESSE e esqueceu DAQUELE?”). Teve gente que mudou de ideia na última hora, trocou títulos ou alterou as posições; e provavelmente toda lista seria diferente caso feita em outro dia, com outro humor. Mas pode ter certeza de que cada filme em nosso top 100 é especial para muitos de nós e mereceu seu lugar aqui.

Com vocês, os 100 filmes favoritos de todos os tempos do Cinema de Buteco:

(Textos por Lucas Paio, Tullio Dias, João Golin, Larissa Padron e Joubert Maia)

100 - Magnolia

100 – Magnólia (Magnolia, Paul Thomas Anderson, 1999)
Cada lançamento de Paul Thomas Anderson deixa os cinéfilos em estado de êxtase. Magnólia é um desses casos, com diversas histórias paralelas entrelaçadas no tradicional drama pai/filho. Genial.

99 - WALL·E

99 – WALL·E (WALL·E, Andrew Stanton, 2008)
Com um robozinho solitário com jeitão de Charlie Chaplin, poucos diálogos e muitas referências a clássicos da ficção científica, a Pixar fez mais uma de suas obras-primas inesquecíveis.

98 - Medeia, a Feiticeira do Amor

98 – Medéia, a Feiticeira do Amor (Medea, Pier Paolo Pasolini, 1969)
Uma adaptação da famosa tragédia grega estrelando a célebre cantora de ópera Maria Callas (que não, não canta neste filme), Medéia é uma obra de Pasolini a ser redescoberta.

97 - O Desprezo

97 – O Desprezo (Le Mépris, Jean-Luc Godard, 1963)
A fase Nouvelle Vague é a mais importante da carreira de Godard, e O Desprezo – um exercício metalinguístico sobre o cinema que traz até o cineasta Fritz Lang interpretando a si mesmo – é um dos filmes mais importantes dessa fase.

96 - Toy Story

96 – Toy Story (Toy Story, John Lasseter, 1995)
E se todos os seus brinquedos ganhassem vida quando estivessem longe da presença humana? Como eles se sentiriam? O que eles já teriam visto que mais ninguém no mundo viu? A já clássica animação Toy Story levanta estas e outras questões que antes faziam parte apenas das mentes mais criativas.

95 - Dr. Fantastico ou - Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bombardeado

95 – Dr. Fantástico ou: Como Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a Bomba (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, Stanley Kubrick, 1964)
O fim iminente da Humanidade pode ser apavorante, mas também é engraçado à beça nesta comédia tipicamente kubrickiana, que conta com nada menos que três atuações de Peter Sellers, diálogos hilários e uma bela fotografia em preto-e-branco.

94 - Fargo – Uma Comedia de Erros

94 – Fargo – Uma Comédia de Erros (Fargo, Joel Coen & Ethan Coen, 1996)
O roteiro afiado de Fargo é um dos principais trunfos dessa comédia de humor negro que conquistou a crítica na década de 1990 e provou o talento dos irmãos Coen.

93 - Os Intocaveis

93 – Os Intocáveis (The Untouchables, Brian De Palma, 1987)
Depois de O Poderoso Chefão e Os Bons Companheiros, não existe exemplo melhor para representar o universo da máfia no cinema. E para quem não se interessa por esse tipo de filme, bem, Os Intocáveis provavelmente é bom o bastante para satisfazer os seus desejos por uma boa obra de arte.

92- O Demonio das Onze Horas

92 – O Demônio das Onze Horas (Pierrot le Fou, Jean-Luc Godard, 1965)
Jean-Luc Godard é foda e O Demônio das Onde Horas é simplesmente um dos filmes mais importantes da sua carreira.

91- A Montanha dos Sete Abutres

91 – A Montanha dos Sete Abutres (Ace in the Hole, Billy Wilder, 1951)
Lançado em 1951, A Montanha dos Sete Abutres nos prende do começo ao fim, como é habitual nos filmes de Wilder. Uma verdadeira aula de cinema, indispensável para os cinéfilos, principalmente aqueles que estão estudando jornalismo.

90 - Amadeus

90 – Amadeus (Amadeus, Milos Forman, 1984)
Muito mais que uma mera cinebiografia de Mozart (mesmo porque a grande maioria das cenas é fictícia), Amadeus é um belo estudo de personagens: Mozart, o gênio descuidado, versus Salieri, corroído de inveja do talento de seu rival. E a trilha, aliás, é excelente.

89- Alien O Oitavo Passageiro

89 – Alien – O Oitavo Passageiro (Alien, Ridley Scott, 1979)
Da mesma maneira que Spielberg arrepiou todo cinéfilo que entrasse no mar depois de assistir a Tubarão, Ridley Scott conseguiu criar a obra de terror definitiva no espaço. E ainda lançou a carreira de Sigourney Weaver.

88 - A Viagem de Chihiro

88 – A Viagem de Chihiro (Sen To Chihiro No Kamikakushi, Hayao Miyazaki, 2001)
É um estilo diferente das consagradas animações comerciais que vemos no cinema. O Japão tem seu próprio ritmo, e Miyazaki é o maior de todos os maestros.

87 - Dogville

87 – Dogville (Dogville, Lars von Trier, 2003)
É impressionante que Lars Von Trier consiga fazer uma obra tão profunda e emocionante apenas com um tablado como cenário.

86 - Dancando no Escuro

86 – Dançando no Escuro (Dancer in the Dark, Lars von Trier, 2000)
Com uma protagonista que lembra uma Poliana muito esquisita, Trier faz esse diferente musical, com uma história de cortar o coração de tão angustiante, mas que ironicamente, também transmite esperança.

85 - O Rei Leao

85 – O Rei Leão (The Lion King, Rob Minkoff & Roger Allers, 1994)
Um dos grandes filmes da Disney. Não tem como não se emocionar com a história de Simba, ou não ficar animado e sair por aí cantarolando Hakuna Matata.

84- Albergue Espanhol

84 – Albergue Espanhol (L’Auberge Espagnole, Cédric Klapisch, 2002)
Uma deliciosa comédia sobre descobertas e o amadurecimento de um jovem, que passa a morar com um grupo de colegas das mais variadas culturas em Barcelona.

83- Gritos e Sussurros

83 – Gritos e Sussurros (Viskningar och Rop, Ingmar Bergman, 1972)
Um quarto vermelho e mulheres vestidas de branco: foi essa ideia que fez com que Bergman fizesse Gritos e Sussurros, uma das obras mais memoráveis do diretor.

82 - A Paixao de Joana D Arc

82 – A Paixão de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc, Carl Theodor Dreyer, 1928)
Repleto de closes que enfatizam o sofrimento da protagonista, interpretada por Maria Falconetti em seu último papel, A Paixão de Joana D’Arc é uma das grandes obras do cinema mudo.

81- O Setimo Selo

81 – O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet, Ingmar Bergman, 1957)
Uma profunda reflexão sobre vida, morte, Deus e Arte. Em O Sétimo Selo, Bergman usa a Idade Média para fazer uma fantástica obra atemporal.

80 - Um Estranho no Ninho

80 – Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest, Milos Forman, 1975)
Milos Forman entra mais uma vez em nossa lista com uma obra imperdível estrelando Jack Nicholson, provando que nasceu para fazer papel de doido.

79 - O Grande Lebowski

79 – O Grande Lebowski (The Big Lebowski, Joel Coen & Ethan Coen, 1998)
Poucos filmes recentes atingiram um status de “cult” como esta comédia tipicamente coeniana. The Dude abides!

78 - Warriors – Os Selvagens da Noite

78 – Warriors – Os Selvagens da Noite (The Warriors, Walter Hill, 1979)
Um dos muitos clássicos da Sessão da Tarde, Warriors é um filme violento, cheio de citações e extremamente divertido.

77 - Ratatouille

77 – Ratatouille (Ratatouille, Brad Bird, 2007)
Depois de duas belas animações (O Gigante de Ferro e Os Incríveis), Brad Bird fez em Ratatouille não só um grande filme como uma magnífica reflexão sobre o exercício da crítica.

76 - Contato

76 – Contato (Contact, Robert Zemeckis, 1997)
Zemeckis é mestre em mesclar emoção com efeitos especiais, e construiu em Contato uma das grandes ficções científicas dos anos 1990.

75 - A Noite Americana

75 – A Noite Americana (La Nuit Américaine, François Truffaut, 1973)
Truffaut fez um verdadeiro tratado sobre a arte de fazer Cinema em um filme obrigatório para qualquer amante da sétima arte.

74- Peixe Grande

74 – Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish, Tim Burton, 2003)
Em um raro exemplo de filme melhor que o livro, Tim Burton usa todo o seu talento para criar um ambiente fantasioso e com histórias realmente maravilhosas neste drama sobre a relação pai/filho.

73- Persona

73 – Persona – Quando Duas Mulheres Pecam (Persona, Ingmar Bergman, 1966)
Um dos filmes mais lembrados de Bergman, Persona consegue construir com maestria uma obra sobre os duplos sem deixar de refletir sobre o horror do mundo.

72 - Os Sete Samurais

72 – Os Sete Samurais (Shichinin No Samurai, Akira Kurosawa, 1954)
Influência direta para incontáveis outras obras, de faroestes (Sete Homens e Um Destino) a animações (Vida de Inseto), Os Sete Samurais é um filme belíssimo e tem uma profunda reflexão sobre a natureza da guerra.

71- Se Beber Nao Case

71 – Se Beber, Não Case! (The Hangover, Todd Phillips, 2009)
A trilogia como um todo pode até não ser grandes coisas, mas esse primeiro filme é uma das melhores comédias da última década.

70 - Moulin Rouge – Amor em Vermelho

70 – Moulin Rouge – Amor em Vermelho (Moulin Rouge!, Baz Luhrmann, 2001)
Luhrmann faz o estilo “ame ou odeie”, mas é difícil pelo menos não admitir a ousadia de um filme que desafiou as normas dos musicais e deu ao público momentos tão inesquecíveis.

69 - Psicose

69 – Psicose (Psycho, Alfred Hitchcock, 1960)
Psicose é mais um exemplo de filme melhor que o livro. Alfred Hitchcock criou uma obra obrigatória na lista de qualquer cinéfilo, especialmente aqueles que apreciam o gênero terror ou estudam psicologia.

68 - Blow Up - Depois Daquele Beijo

68 – Blow-Up – Depois Daquele Beijo (Blow-Up, Michelangelo Antonioni, 1966)
Um divisor de opiniões, Blow-Up é Antonioni em sua melhor forma, em um thriller repleto de detalhes e possíveis interpretações.

67 - Irreversivel

67 – Irreversível (Irréversible, Gaspar Noé, 2002)
Não é um filme de terror, mas poderia muito bem ser: ele mexe com a gente de uma forma que passamos a acreditar que aquilo realmente aconteceu, sem falar na situação desconfortável que o cineasta nos coloca durante a longa (e torturante) sequência de estupro da personagem de Monica Bellucci.

66 - O Grande Ditador

66 – O Grande Ditador (The Great Dictator, Charles Chaplin, 1940)
Chaplin sabia que a verdadeira comédia está na sátira aos opressores e não aos oprimidos, e com isso escancara de maneira hilária o maior algoz da história.

65 - Batman - O Cavaleiro das Trevas

65 – Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, Christopher Nolan, 2008)
Depois de trazer seriedade e verossimilhança a Gotham City em Batman Begins, Nolan fez em O Cavaleiro das Trevas um filme inesquecível, marcado pela performance intensa e poderosa de Heath Ledger.

64 - Blade Runner - O Cacador de Androides

64 – Blade Runner – O Caçador de Androides (Blade Runner, Ridley Scott, 1982)
É uma bela história muito bem trabalhada e com os elementos sci-fi utilizados com sabedoria, além da qualidade técnica inquestionável.

63- O Iluminado

63 – O Iluminado (The Shining, Stanley Kubrick, 1980)
Poucas pessoas entraram no papel com tanta intensidade quanto Jack Nicholson como o pai que atormenta o garotinho Danny, em um hotel tão macabro que nos dá uma masoquista vontade de retornar.

62 - Pequena Miss Sunshine

62 – Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, Jonathan Dayton & Valerie Faris, 2006)
Um road movie excelente, Pequena Miss Sunshine é um desses filmes que fazem você se apaixonar por quase todos os personagens.

61 - Os Irmaos Cara-de-Pau

61 – Os Irmãos Cara-de-Pau (The Blues Brothers, John Landis, 1980)
Um clássico divertido e apaixonante. O que dizer de um filme sobre música cujo elenco de coadjuvantes inclui James Brown, Aretha Franklin e Ray Charles?

60 - Morangos Silvestres

60 – Morangos Silvestres (Smultronstället, Ingmar Bergman, 1957)
Como uma viagem de carro pode ser tão significativa para uma pessoa? Em Morangos Silvestres acompanhamos a viagem de Isak Borg e dificilmente seremos os mesmos no fim da projeção.

59 - Fale com Ela

59 – Fale com Ela (Hable con Ella, Pedro Almodóvar, 2002)
Almodóvar não perde tempo com julgamentos de valores, criando cenas belíssimas e chocantes  em um filme surpreendente.

58 - Luzes da Cidade

58 – Luzes da Cidade (City Lights, Charles Chaplin, 1931)
Com uma linda história de amor, um chapéu-coco e uma bengala, Carlitos encanta o público mais uma vez tentando de maneira muito engraçada seduzir uma inocente florista cega. Não tem como não nos apaixonarmos junto.

57 - A Rosa Purpura do Cairo

57 – A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo, Woody Allen, 1985)
Woody Allen aborda o ritual cinematográfico como uma relação profunda entre o espectador e o que se passa na tela, supondo uma ilusória e lúdica interatividade com o discurso narrativo, num filme engraçado e tocante.

56 - Toy Story 3

56 – Toy Story 3 (Toy Story 3, Lee Unkrich, 2010)
Quem disse que a parte 3 de uma trilogia é sempre a pior? Toy Story 3 é um dos filmes mais emocionantes da Pixar e uma das animações mais sensíveis da história.

55 - Titanic

55 – Titanic (Titanic, James Cameron, 1997)
Por mais de 10 anos, Titanic foi a maior bilheteria da história do Cinema. Metade romance e metade filme-desastre, a obra de Cameron é tão envolvente que a gente até perdoa tanta Céline Dion.

54 - Encontros e Desencontros

54 – Encontros e Desencontros (Lost in Translation, Sofia Coppola, 2003)
Segunda incursão de “Coppolinha” no cinema, Encontros e Desencontros fala sobre a dificuldade de se comunicar, e de como os verdadeiros amores surgem de forma improvável, mas nunca de maneira boba ou forçada.

53 - A Vida de Brian

53 – A Vida de Brian (Life of Brian, Terry Jones, 1979)
Uma das melhores comédias de todos os tempos, A Vida de Brian mostra toda a genialidade do clássico grupo de humor Monty Python.

52 - O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

52 – O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain, Jean-Pierre Jeunet, 2001)
Com uma das fotografias mais bonitinhas e uma das atrizes mais adoráveis do cinema, este filme se tornou um cult pela história simples que fortalece a esperança na felicidade através das pequenas coisas.

51 - O Labirinto do Fauno

51 – O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno, Guillermo del Toro, 2006)
Uma Alice no País das Maravilhas muito mais dark e aterrorizante do que qualquer remake de Tim Burton, O Labirinto do Fauno é uma fantasia onde o mundo real se mostra habitado por monstros muito piores.

50 - Aurora

50 – Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans, F.W. Murnau, 1927)
Com o cinema sonoro prestes a tomar o mercado para sempre, Murnau criou um dos melhores filmes mudos – e uma das melhores histórias de amor – de todos os tempos.

49 - A Origem

49 – A Origem (Inception, Christopher Nolan, 2010)
Quando um filme continua vivo em nossas mentes após acabar, é um claro sinal de que é especial. Além de nos fazer discutir por horas numa mesa de bar, A Origem possui diversos outros méritos. Palmas para Christopher Nolan e a trilha sonora marcante de Hans Zimmer.

48 - Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros

48 – Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros (Jurassic Park, Steven Spielberg, 1993)
Spielberg colocou nas telas os dinossauros mais realistas já criados até então (e que permanecem extremamente convincentes até hoje, duas décadas depois) num filme que marcou toda uma geração de ex-futuros-paleontólogos.

47 - Asas Do Desejo

47 – Asas do Desejo (Der Himmel über Berlin, Wim Wenders, 1987)
O ritmo do filme é lento, o que pode espantar os espectadores acostumados com montagens mais frenéticas e ação a todo o vapor. Porém, é essa lentidão que permite entender as questões levantadas pelo filme de Wenders.

46 - Gravidade

46 – Gravidade (Gravity, Alfonso Cuarón, 2013)
Dentre as várias metáforas existentes em Gravidade, a melhor definição vem da própria protagonista: “independente do que acontecer, essa foi uma experiência inesquecível”. E quem vivenciou isso nos cinemas sabe do que estamos falando.

45 - As Vantagens de Ser Invisivel

45 – As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower, Stephen Chbosky, 2012)
Chbosky conseguiu capturar a essência do seu livro e levar para as telas as dificuldades enfrentadas por jovens incapazes de se socializar completamente. Uma obra sensível e que certamente merece uma atenção especial.

44 - E.T. O Extraterrestre

44 – E.T. – O Extraterrestre (E.T. – The Extra-Terrestrial, Steven Spielberg, 1982)
Spielberg acertou em cheio diversas vezes, mas são raros os filmes capazes de nos emocionar tanto como é o caso de E.T. – O Extraterrestre. Uma verdadeira história de amizade que estará para sempre nas nossas memórias da infância.

43- Festim Diabolico

43 – Festim Diabólico (Rope, Alfred Hitchcock, 1948)
Em seu primeiro filme colorido, Hitchcock conseguiu fazer 80 minutos de um eletrizante plano sequência (com cortes quase imperceptíveis), que de quebra ainda oferece uma bela reflexão sobre ética.

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42 – Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, Quentin Tarantino, 2009)
Quando um diretor como Tarantino decide filmar um longa sobre a Segunda Guerra, você simplesmente para tudo que está fazendo e dedica todo seu tempo e concentração para mergulhar num mundo fantasioso e violento, que só poderia ser oferecido pela mente de um dos principais cineastas surgidos nos últimos 20 anos.

41 - Kill Bill Volume 1
41 – Kill Bill: Volume 1 (Kill Bill: Volume 1, Quentin Tarantino, 2003)
Tarantino é o mestre das referências obscuras e das ideias mais insanas, como fica provado com a protagonista de Kill Bill. O surpreendente é entender como é que ele sempre consegue fisgar seus espectadores.

40 - 21 Gramas
40 – 21 Gramas (21 Grams, Alejandro González Iñárritu, 2003)
Três histórias dolorosas e interligadas, com atuações de primeira e uma montagem que desafia o espectador a construir seu próprio filme na cabeça. Talvez o melhor momento de Iñárritu até agora.

39 - Trainspotting
39 – Trainspotting (Trainspotting, Danny Boyle, 1996)
A adaptação do romance de Irvine Welsh acerta na dose de ironia, humor e destruição enquanto transforma o universo das drogas em algo “cool” – mas que pode ser fatal.

38 - Se Meu Apartamento Falasse

38 – Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment, Billy Wilder, 1960)
Com essa obra engraçada e tocante, Billy Wilder criou a definição de “loser” para a história do Cinema.

37 - Cantando na Chuva

37 – Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain, Stanley Donen & Gene Kelly, 1952)
Kelly torturou os seus atores com uma penante produção, mas nos deu como recompensa o musical mais belo já feito, além de uma das canções mais famosas do Cinema.

36 - Noivo Neurotico Noiva Nervosa

36 – Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall, Woody Allen, 1977)
Woody Allen é um gênio. Annie Hall mostra o cineasta em um dos melhores momentos de sua carreira, com diversas piadas hilárias e um roteiro sagaz sobre as complicações de um relacionamento.

35 - Um corpo que cai
35 – Um Corpo que Cai (Vertigo, Alfred Hitchcock, 1958)
Novamente com James Stewart, Hitchcock, mais do que explorar o suspense, investe em um romance tocante e cheio de reviravoltas que lhe garantiu o título de melhor filme de todos os tempos da Sight & Sound.

34 - Acossado
34 – Acossado (À Bout de Souffle, Jean-Luc Godard, 1960)
Godard iniciou sua carreira aqui e acertou na primeira tentativa: se você não conhece muito da Nouvelle Vague, Acossado é uma ótima opção para iniciar os estudos.

33 - Crepusculo dos Deuses
33 – Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, Billy Wilder, 1950)
Um corpo na piscina, uma atração obsessiva, a busca pela fama: estes são alguns dos ingredientes deste clássico que traz um misto de drama, suspense, e, devido aos diálogos muito bem escritos por Wilder, comédia – de humor negro, claro.

32 - A Primeira Noite de um Homem
32 – A Primeira Noite de Um Homem (The Graduate, Mike Nichols, 1967)
Romance bagunçado, protagonista esquisito e comédia estranha: estes são os elementos que fizeram A Primeira Noite de Um Homem se tornar um filme tão simples, perturbador e inesquecível.

31 - Apocalypse Now

31 – Apocalypse Now (Apocalypse Now, Francis Ford Coppola, 1979)
Apesar das inúmeras e notórias dificuldades de produção, Coppola conseguiu fazer o filme de guerra definitivo. Apocalypse Now nos joga dentro do horror do Vietnã.

30 - Na Natureza Selvagem

30 – Na Natureza Selvagem (Into the Wild, Sean Penn, 2007)
Penn apresenta a bela história de um homem que abandonou tudo para descobrir o verdadeiro valor da vida. Tudo isso ao som da trilha sonora incrível de Eddie Vedder, do Pearl Jam.

29 - O Senhor dos Aneis – O Retorno do Rei
29 – O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (The Lord of the Rings: The Return of the King, Peter Jackson, 2003)
A grandiosa trilogia inspirada na obra de Tolkien é homenageada com um encerramento impecável, que supera facilmente os dois filmes anteriores.

28 - A Arvore da Vida
28 – A Árvore da Vida (The Tree of Life, Terrence Malick, 2011)
Malick não é um cineasta muito recomendado para quem está interessado em filmes que respeitem o mínimo esperado de uma ordem cronológica. Polêmicas à parte, sua obra é uma verdadeira experiência sensorial que convida o espectador a refletir sobre a sua própria existência.

27 - Sangue Negro

27 – Sangue Negro (There Will Be Blood, Paul Thomas Anderson, 2007)
O longa de Paul Thomas Anderson realiza um sensível estudo de personagens e da influência do poder em suas relações, além de apresentar diversas sutilezas.  Uma obra realmente brutal e magnífica e, sem exagero, um dos melhores filmes da década passada.

26 - Clube dos Cinco
26 – Clube dos Cinco (The Breakfast Club, John Hughes, 1985)
Todo adulto sabe a dor e a delícia de ser adolescente, e é uma pena que estes não recebam o devido tratamento respeitoso na maioria dos filmes, sendo sempre motivo de chacota. Hughes soube traduzir essa essência com a devida sensibilidade, com seus personagens complexos que, mesmo tolos, são tão encantadores.

25 - Fonte da Vida
25 – Fonte da Vida (The Fountain, Darren Aronofsky, 2006)
Darren Aronofsky oferece uma obra inesquecível sobre a estranha relação envolvendo o amor, a eternidade e a morte. Se Hugh Jackman para você é apenas o cara que faz o Wolverine, eis uma boa oportunidade para rever seus conceitos.

24 - Closer – Perto Demais
24 – Closer – Perto Demais (Closer, Mike Nichols, 2004)
A combinação de diálogos ácidos e francos com quatro atuações explosivas torna Closer uma produção obrigatória para qualquer pessoa que já tenha vivido um relacionamento, seja ele bom ou ruim.

23- 12 Homens e Uma Sentenca
23 – 12 Homens e Uma Sentença (12 Angry Men, Sidney Lumet, 1957)
Primeira obra da longa e memorável carreira de Sidney Lumet, é um filme de um cenário só (a salinha do júri após um julgamento de homicídio), doze atuações marcantes, dezenas de diálogos afiados e que continua um filmaço mesmo quando a gente assiste pela décima vez.

22 - Cisne Negro

22 – Cisne Negro (Black Swan, Darren Aronofsky, 2010)
Cisne Negro é hábil em construir imagens que traduzem diversos níveis psicológicos, a partir de elementos físicos, sonoros, e assim, situar o espectador no drama de Nina, que ao ver seu sonho se tornar realidade – interpretar o papel principal do Lago dos Cisnes de Tchaikovsky – se vê também à beira da loucura.

21 - Star Wars - Episodio V – O Imperio Contra-Ataca
21 – Star Wars: Episódio V – O Império Contra-Ataca (Star Wars: Episode V – The Empire Strikes Back, Irvin Kershner, 1980)
A segunda (ou quinta, entenda como quiser) aventura espacial de Luke Skywalker é a melhor de toda a saga, e ainda por cima inclui uma das revelações mais bombásticas e surpreendentes de toda a história do Cinema.

20 - Cinema Paradiso

20 – Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore, 1988)
Se você está lendo isso, é pelo menos um pouco apaixonado por cinema, e não existe nada tão gratificante quanto ver uma declaração de amor bem feita a uma paixão. Tornatore, de maneira sensível e cômica, presta sua homenagem à sua e à nossa paixão, com direito à cena final mais bela já feita pelo cinema europeu (e talvez mundial).

19 - Nascido Para Matar
19 – Nascido Para Matar (Full Metal Jacket, Stanley Kubrick, 1987)
Billy Wilder certa vez disse que a primeira metade de Nascido Para Matar, do mestre Kubrick, era o melhor filme de guerra já feito, escancarando os absurdos do militarismo. Mas a segunda metade também pode garantir este título, através da completa transformação do nosso herói.

18 - Oito e Meio
18 – Oito e Meio (8 ½, Federico Fellini, 1963)
Fellini fez um filme sobre a arte de fazer filmes. Uma das mais belas metalinguagens do Cinema.

17- O Poderoso Chefao Parte II
17 – O Poderoso Chefão – Parte II (The Godfather: Part II, Francis Ford Coppola, 1974)
O espectador tem curiosidade de saber as origens dos seus personagens favoritos. Afinal, como é que eles chegaram lá? O Poderoso Chefão – Parte II apresenta detalhes sobre a ascensão de Vito Corleone, e ainda continua a saga da família Corleone mostrando a transformação definitiva de seu filho Michael em um monstro.

16 - Quase Famosos
16 – Quase Famosos (Almost Famous, Cameron Crowe, 2000)
O cineasta Cameron Crowe faz uma grande declaração de amor ao universo musical de maneira sensível, bem humorada e inesquecível.

15 - Laranja Mecanica
15 – Laranja Mecânica (A Clockwork Orange, Stanley Kubrick, 1971)
Laranja Mecânica não fala só de violência física ou sexual. É uma obra sobre o poder, sobre a violência que vem acoplada ao poder. O poder de punir sem motivo ou com qualquer tipo de justificativa (justa ou não), o poder de manipular, de construir mitos ou derrubar “verdades”.

14- Tres Homens em Conflito
14 – Três Homens em Conflito (Il Buono, il Brutto, il Cattivo, Sergio Leone, 1966)
Basta assistir à sequência final, em que os três homens definitivamente justificam o título da obra, para se emocionar e compreender os motivos para o trabalho de Sergio Leone ser tão amado e respeitado. E não vamos nos esquecer da trilha genial de Ennio Morricone.

13- Curtindo a Vida Adoidado
13 – Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off, John Hughes, 1986)
John Hughes entende como ninguém o espírito adolescente e criou uma das produções mais divertidas de Hollywood. Quem nunca quis matar aula pra cantar Twist & Shout em desfile no centro da cidade, que atire a primeira Ferrari pela janela.

12 - Os Bons Companheiros
12 – Os Bons Companheiros (Goodfellas, Martin Scorsese, 1990)
Clássico absoluto de Martin Scorsese. Indispensável para qualquer um que se interesse pelo tema de filmes de máfia.

11 - Cidadao Kane

11 – Cidadão Kane (Citizen Kane, Orson Welles, 1941)
Uma das verdades absolutas na história da sétima arte: Cidadão Kane está sempre presente em toda lista de grandes filmes de todos os tempos. E não é por menos: além de estilisticamente inovador, historicamente importante e o filme de estreia de um menino-prodígio (Orson Welles tinha apenas 26 anos), Cidadão Kane é simplesmente um filmaço.

10 - Janela Indiscreta

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Janela Indiscreta

(Rear Window, Alfred Hitchcock, 1954)

Nosso top 10 tem início com mais um filme de Hitchcock, que presta sua homenagem ao cinema neste belo clássico que reúne dois de seus atores-fetiche: Grace Kelly e James Stewart. Nós espectadores, assim como no cinema e o protagonista, assistimos imóveis à vida alheia, através das janelas que revelam possíveis crimes, dramas e, mais do que tudo, o nosso voyeurismo.

9 - Matrix
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Matrix
(The Matrix, Andy & Lana Wachowski, 1999)

Tudo funciona em Matrix: da escolha das músicas da trilha sonora, passando pelas atuações do elenco, e claro, os revolucionários efeitos especiais. Mas nada disso valeria a pena se não fosse por sua bela história recheada de mensagens subliminares.

8 - De Volta para o Futuro
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De Volta Para o Futuro
(Back to the Future, Robert Zemeckis, 1985)

O início de uma das trilogias mais divertidas da história do Cinema. As aventuras de Marty McFly e Doc Brown pelo continuum-espaço-tempo, com um roteiro cheio de sacadas geniais, uma trilha marcante e uma máquina do tempo que todo mundo gostaria de ter, De Volta Para o Futuro é um daqueles filmes que a gente não se cansa de rever.

7 - Pulp Fiction
7
Pulp Fiction – Tempo de Violência
(Pulp Fiction, Quentin Tarantino, 1994)

Quentin Tarantino em seu melhor. Pulp Fiction é um mix de cultura pop e referências cinematográficas. Assim como seu diretor.

6- Era uma vez no Oeste
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Era Uma Vez no Oeste
(C’era Una Volta il West, Sergio Leone, 1968)

Um dos melhores westerns de todos os tempos. Em Era Uma Vez no Oeste, Sergio Leone consegue fazer uma obra sensível sobre o fim do oeste.

5 - Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrancas
5
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
(Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Michel Gondry, 2004)

Poucos filmes significam tanto para tantas pessoas. Mas quando Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças começa, despretensiosamente, não dá pra saber que é um daqueles filmes que mudam vidas.

4- Taxi Driver
4
Taxi Driver
(Taxi Driver, Martin Scorsese, 1976)

Depois de Poderoso Chefão Parte II, pensaram que o De Niro não se superaria. Estavam errado. Travis Bickle entrou para a história da sétima arte, numa obra irretocável de Scorsese.

3- Clube da Luta
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Clube da Luta
(Fight Club, David Fincher, 1999)

A primeira regra do Clube da Luta é: se você fizer uma lista de filmes favoritos, ele precisa ser incluído. A direção de David Fincher em cima do texto original de Chuck Palahniuk é explosiva.

2- 2001 Uma Odisseia no Espaco
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2001: Uma Odisseia no Espaço
(2001: A Space Odyssey, Stanley Kubrick, 1968)

2001 – Uma Odisséia no Espaço é certamente o filme mais grandioso de todos os tempos quando tenta através de imagens pensar na busca (mesmo que ficcional) de uma explicação para o lugar do homem no universo, e como a presença humana se inscreve na existência.

1 - O Poderoso Chefao

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O Poderoso Chefão
(The Godfather, Francis Ford Coppola, 1972)

Nosso primeiro colocado não poderia ser outro: O Poderoso Chefão apareceu em 28 das 55 listas individuais, abocanhando sete primeiros lugares, além de mais sete medalhas de prata e quatro bronzes. Só pra comparar, 2001 e Clube da Luta receberam, cada, 13 votos.

Assistir a O Poderoso Chefão é essencial para qualquer pessoa que queira entender sobre o cinema. A união de Pacino, Brando e Coppola é magnética e prende qualquer espectador com um mínimo de sensibilidade. Perfeito.

Agora é a sua vez: escreva nos comentários o que achou da nossa lista, quais inclusões surpreenderam e quais ausências foram imperdoáveis. E aproveite para suar um pouco e elaborar a SUA lista de filmes favoritos, usando as mesmas regras que a gente: 15 filmes em ordem de preferência, considerando apenas filmes individuais (trilogias contam como três obras separadas).