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Avatar: Fire & Ash ultrapassa US$ 1 bilhão no mundo enquanto ‘The Housemaid’ vira surpresa do feriado

Mesmo sem repetir o fenômeno absoluto dos capítulos anteriores, Avatar: Fire & Ash acaba de confirmar seu lugar no clube mais exclusivo do cinema: o dos bilionários globais. Em apenas 17 dias em cartaz, o novo épico de James Cameron superou a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação mundial, consolidando-se como um dos maiores sucessos de 2025.

Enquanto isso, longe dos holofotes de Pandora, um thriller doméstico de orçamento modesto virou o verdadeiro azarão das festas.


Avatar: Fire & Ash — bilhão rápido, domínio internacional

O terceiro capítulo da saga arrecadou US$ 40 milhões no último fim de semana nos Estados Unidos, chegando a US$ 305,9 milhões no mercado doméstico. Mas o grande motor segue sendo o exterior: US$ 169,6 milhões fora dos EUA apenas no fim de semana, empurrando o total global para US$ 1,083 bilhão.

Com isso, Fire & Ash se torna o terceiro filme lançado em 2025 a atingir o bilhão — todos, curiosamente, sob o guarda-chuva da Walt Disney Studios Motion Pictures:

  • Zootopia 2 – US$ 1,58 bilhão (e subindo)

  • Lilo & Stitch – US$ 1,038 bilhão

  • Avatar: Fire & Ash – US$ 1,083 bilhão

Talvez não chegue aos US$ 2 bilhões, mas, em um mercado mais contido pós-pandemia, o resultado é massivo.


‘Zootopia 2’ segue imbatível

Falando em pernas longas, Zootopia 2 continua firme. No sexto fim de semana, o filme somou mais US$ 19 milhões, mantendo-se em segundo lugar e alcançando US$ 363 milhões apenas nos EUA — um desempenho raríssimo para animações nessa fase da corrida.


A Empregada’: o hit inesperado do feriado

O verdadeiro choque da semana atende por The Housemaid.

A adaptação do livro de Freida McFadden, estrelada por Amanda Seyfried e Sydney Sweeney, caiu apenas 3% em relação ao fim de semana anterior — algo quase milagroso em janeiro.

  • EUA: US$ 75,2 milhões

  • Internacional: US$ 57,3 milhões (lançamento ainda inicial)

  • Total global: US$ 133 milhões

  • Orçamento: cerca de US$ 35 milhões

Para a Lionsgate, é um lucro praticamente garantido — e um lembrete de que boca a boca ainda move montanhas.


Outros destaques do ranking

  • Marty Supreme (A24): US$ 56 milhões domésticos em 11 dias; aposta clara em pernas longas rumo ao Oscar.

  • Anaconda (Sony): US$ 88,4 milhões globais; não explodiu, mas deve se pagar com folga.

  • The SpongeBob Movie: Search for SquarePants (Paramount): US$ 112 milhões mundiais; caminho sólido para o break-even.

  • David (Angel Studios): US$ 70 milhões domésticos; já é o segundo maior sucesso da história do estúdio.

  • Song Sung Blue: desempenho abaixo do esperado, mas ainda vivo dependendo da temporada de prêmios.


O retrato do momento

O fim das festas deixa claro um cenário curioso:

  • Mega-franquias ainda dominam o topo

  • Animações têm fôlego excepcional

  • Thrillers médios, quando acertam o público, podem virar ouro

  • E o mercado global segue sendo o verdadeiro diferencial entre “sucesso” e “fenômeno”

Se 2025 ensinou algo, é simples: o cinema não morreu — ele só ficou mais seletivo sobre quem deixa passar do bilhão.