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Trailer In a Violent Nature 2: Johnny troca a floresta pelo acampamento no primeiro teaser de continuação

Se você achou que o ritmo contemplativo e brutal de Johnny tinha se encerrado naquelas florestas canadenses, prepare-se para caminhar novamente. E devagar. O primeiro teaser de In a Violent Nature 2 acaba de ser revelado como parte do IGN Fan Fest, e a notícia não poderia ser mais empolgante (e aterrorizante) para os fãs do terror alternativo: a franquia está migrando de sua pegada “natureza morta” para o território mais sagrado do gênero: o acampamento de verão.

O filme, que figura na nossa lista dos 150 longas mais antecipados de 2026, promete manter a fórmula que transformou o original em um fenômeno cult: a mistura improvável entre o cinema de arte europeu e o slasher purista. É como se Gus Van Sant decidisse dirigir um capítulo perdido de Sexta-Feira 13.


Johnny e o DNA de Jason Voorhees

Ry Barrett está de volta sob a máscara (ou o que quer que Johnny decida usar desta vez) como o assassino morto-vivo cuja marca registrada é a paciência perversa. No primeiro filme, fomos apresentados a uma marcha fúnebre constante; menos gritos e correria, mais foco no peso de cada passo e na inevitabilidade da morte.

Desta vez, a trama coloca Johnny em um cenário clássico: um acampamento de final de temporada. A história acompanha uma jovem campista excluída que é forçada a passar a noite no local ao lado de sua irmã (que trabalha como monitora) e um grupo de amigos que planejam uma festa de despedida. É uma premissa que pulsa com o DNA de Sexta-Feira 13 e Chamas da Vingança, mas filtrada por aquela lente fria, estranha e clinicamente distante que o diretor Chris Nash estabeleceu anteriormente.

Expandindo a Gramática do Slasher

A grande dúvida dos fãs era se a sequência conseguiria manter o frescor do “POV do assassino”. O primeiro filme foi um experimento radical de gramática cinematográfica, colando a câmera nas costas de Johnny enquanto ele atravessava quilômetros de floresta para realizar suas atrocidades.

Pelo que o teaser indica, Chris Nash (que retorna como roteirista) e o produtor Peter Kuplowsky decidiram expandir o campo de visão. As novas imagens sugerem que a sequência pode alternar pontos de vista conforme o pânico se espalha pelo acampamento. Se antes estávamos presos à visão de túnel de Johnny, agora parece que sentiremos o desespero das vítimas de forma mais direta, sem perder aquela cadência rítmica e hipnótica que tornou o primeiro filme tão divisivo e fascinante.


Produção e Elenco: Sangue Novo no Canadá

Rodado nas paisagens isoladas do Canadá entre setembro de 2025 e o início deste ano, o filme entrou oficialmente em pós-produção. O elenco de apoio traz rostos que prometem entregar a “carne fresca” necessária para a jornada de Johnny, incluindo Lucas Nguyen, Olivia Scriven, Laurie Babin, Fionn Laird, Donald MacLean Jr. e Evan Marsh.

Anunciado originalmente na San Diego Comic-Con de 2024, o projeto é tratado pela Shudder e pelos produtores como uma evolução natural. Eles sabem que têm em mãos um ícone moderno do terror — um vilão que não precisa correr para ser assustador, pois ele personifica o tempo que nunca para.


O Veredito do Buteco: O que esperar de 2026?

No Cinema de Buteco, sempre celebramos quando o terror se atreve a ser esquisito. In a Violent Nature não era para todo mundo; era para quem aprecia a beleza de um plano sequência de cinco minutos de alguém andando no mato, culminando em uma das mortes mais criativas (e fisicamente impossíveis) da década.

Ao levar Johnny para um acampamento de verão, a sequência corre o risco de se tornar “comum”, mas conhecendo o histórico de Nash, é mais provável que ele use os clichês do gênero apenas como moldura para algo ainda mais experimental. Imagine a famosa cena do saco de dormir de Sexta-Feira 13 parte VII, mas filmada com o rigor estético de um filme de Béla Tarr. É esse o nível de expectativa que temos aqui.

Por que ficar de olho:

  1. O Retorno de Ry Barrett: Ele conseguiu dar personalidade a um assassino silencioso apenas pela forma de caminhar.

  2. A Desconstrução do Acampamento: Ver como Nash vai filmar elementos clássicos (o lago, as cabanas, a fogueira) sob sua estética minimalista.

  3. As Mortes: O primeiro filme elevou o nível do gore “artístico”. A sequência tem a obrigação de ser ainda mais inventiva.