“Você Não Faz a Mínima, Mas Se Sente Genial!”
Pluribus chega chutando a porta e dizendo: “Não tente entender… só sinta!” — e adivinha? Foi exatamente o que fizemos. Episódio 1 te joga numa confusão atmosférica deliciosa, onde a protagonista parece saber menos do que o público, mas cada detalhe visual te faz pensar que está prestes a decifrar um segredo cósmico. Minha trilha sonora do episódio? Som de tripas nervosas. Ou seja, borborygmi existencial puro!
“Eu preciso estar 100% ligado pra entender?”
Só se você for Carol Sturka, que nem com internet discada entraria nesse fluxo mental coletivo. O mote é: todo mundo feliz, menos a Carol, que sente angústia no grupo do zap coletivo mundial. Você não precisa entender tudo — basta se deixar levar pelo clima de suspense, humor sombrio e angústia compartilhada.
“É mesmo ficção científica ou o Gilligan surtou?”
É sci-fi, sim, mas esquece robô brilhando ou nave cromada. Aqui, a ficção é feita de olhares estranhos, gente andando igual zumbi alegre e todo mundo querendo te ajudar… mesmo que você tenha pesadelos só de olhar! Gilligan adaptou o poder visual de Breaking Bad e despejou tudo em uma história que parece que saiu de um sonho mal explicado depois da feijoada.
“A atriz principal segura a barra?”
Rhea Seehorn carrega o episódio como se fosse a única no mundo capaz de sofrer em plena felicidade universal. O deliver dela é tão bom que faz parecer fácil ser a pessoa mais triste da Terra… sem perder a graça. Recomendo assistir comendo bolacha, mas cuidado: pode bater vontade de sair procurando sua própria tristezazinha para sentir especial.
“Dá pra maratonar ou vou ficar mofando em casa esperando?”
Vai na fé, mas o primeiro episódio encerra mais perguntas do que respostas. É mistério, ação existencial, chorinho filosófico e uns easter eggs que só quem sobreviveu à era dos fóruns entenderá. Se você gosta de narrativa que amassa a mente a cada cena, aqui é seu novo QG.
“Tem spoiler estranho?”
Claro que tem! Povo lambe donut, gente entra em transe coletivo, e a Carol — sempre ela — escapa do contágio mental num combo de correr desesperada e atender telefone que só toca mensagem criptografada. Juro: é tão surreal que até a trilha sonora faz a gente se perguntar se felicidade global não seria o fim mesmo da nossa criatividade individual.
Conclusão
Se você gosta de sentir-se meio perdido, mas absolutamente certo de que está vendo algo especial, Pluribus é aquele sci-fi que, uma vez por década, nos lembra que o maior terror pode ser pensar diferente quando todo mundo virou um grande coral.
E lembre-se: nunca subestime o poder de um donut lambido. Isso pode salvar ou condenar a humanidade.
O que é Pluribus e onde assistir?
Pluribus é uma série de ficção científica criada por Vince Gilligan que explora um mundo pós-invasão alienígena onde a humanidade está conectada a uma mente coletiva que promove felicidade artificial. Está disponível na plataforma Apple TV+.
Quem é a protagonista Carol e por que ela é imune ao vírus?
Carol Sturka é a principal personagem que resiste ao vírus alienígena que transforma a humanidade em um coletivo. Sua imunidade está ligada à sua profunda tristeza e desconexão emocional, contrastando com a alegria forçada do coletivo.
Qual a mensagem da série sobre felicidade e conformismo?
A série questiona a noção de felicidade artificial e conformismo, sugerindo que a perda da individualidade em nome da felicidade suprema pode ser uma forma de opressão e limitação da liberdade humana.
Pluribus é baseada em fatos reais ou é pura ficção?
Pluribus é completamente ficcional, embora traga metáforas sociais e filosóficas pertinentes ao mundo real, como a crítica à positividade tóxica e ao conformismo digital.

