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Indicados ao Oscar 2026: As principais surpresas e esnobadas na lista oficial

As indicações ao Oscar 2026 foram reveladas nesta manhã, trazendo um misto de celebração e choque para a indústria cinematográfica. Segundo o blog The Playlist, a lista deste ano entregou mais reviravoltas do que os especialistas previam, com nomes de peso ficando de fora e produções independentes ganhando um espaço inesperado.

Abaixo, detalhamos os principais destaques, esnobadas e surpresas da manhã de indicações.

As Esnobadas Mais Dolorosas

O maior choque da manhã foi a ausência total de “Wicked: For Good”. Após o primeiro filme ter conquistado dez indicações e dois prêmios no ano passado, a sequência de Jon M. Chu foi completamente ignorada. Nem mesmo Ariana Grande, que acumulava prêmios de grupos de críticos e uma indicação ao SAG, conseguiu furar a bolha da Academia.

Outra omissão que gerou indignação foi a de Paul Mescal por Hamnet. Considerada uma das melhores atuações de 2025, a ausência de Mescal é vista como uma falha estratégica de campanha ou uma divisão de votos entre as categorias de Ator e Ator Coadjuvante. No mesmo caminho, a estreante Chase Infiniti (One Battle After Another) e Tessa Thompson (“Hedda”) também ficaram de fora, apesar de Thompson ter entregado uma das interpretações mais aclamadas do ano.

No campo corporativo, a Searchlight Pictures amargou sua primeira manhã de indicações sem nenhum nomeado em mais de duas décadas, enquanto a distribuidora MUBI, que brilhou em 2025 com “A Substância”, também saiu de mãos vazias em 2026.

Surpresas que Marcaram a Manhã

Se por um lado houve perdas, por outro, veteranos e novatos celebraram conquistas históricas. Delroy Lindo finalmente alcançou sua primeira indicação ao Oscar por Sinners, ajudando o longa de Ryan Coogler a atingir a impressionante marca de 16 indicações — superando as 13 de “One Battle After Another”.

Kate Hudson também surpreendeu ao quebrar um hiato de 25 anos desde sua indicação por “Quase Famosos”, garantindo uma vaga por sua performance em “Song Sung Blue”. Outra surpresa feliz foi Elle Fanning, que consolidou seu excelente ano de 2025 com sua primeira indicação à estatueta por “Sentimental Value”.

No topo da lista de Melhor Filme, a inclusão de “F1” foi o “cavalo azarão” que cruzou a linha de chegada. Mesmo com uma campanha tímida de Brad Pitt, o blockbuster da Apple Studios conquistou os votantes internacionais e garantiu sua vaga entre os dez finalistas.

O Domínio Internacional e o Caso Neon

A distribuidora Neon viveu uma manhã agridoce. Embora o aclamado “No Other Choice”, de Park Chan-wook, tenha sido esnobado na categoria de Filme Internacional — ironicamente sendo o maior sucesso de bilheteria do grupo —, a empresa conseguiu um feito raro: emplacou quatro dos cinco indicados na categoria. São eles: O Agente Secreto (do brasileiro Kleber Mendonça Filho), “It Was Just An Accident”, “Sentimental Value” e o poético “Sirat”, que também surpreendeu com uma indicação técnica em Som.

Outros Destaques Negativos

  • Avatar: Fogo e Cinzas: James Cameron não conseguiu repetir o feito dos dois primeiros filmes e ficou fora da categoria de Melhor Filme, restando apenas indicações técnicas.

  • Jesse Plemons: Apesar de uma campanha sólida por “Bugonia”, Plemons perdeu a vaga em uma das disputas mais acirradas dos últimos anos para nomes como Ethan Hawke e o brasileiro Wagner Moura.

  • Miley Cyrus: A canção “Dream As One” não foi forte o suficiente para superar o favoritismo de Diane Warren, deixando a cantora fora da disputa de Melhor Canção Original.

Com a corrida oficialmente iniciada, o cenário para a noite da premiação parece mais imprevisível do que nunca, com uma divisão clara entre os grandes épicos de estúdio e a força crescente do cinema internacional.