melhores filmes sobre processos absurdos

O Circo do Judiciário: Os 5 Processos Mais ABSURDOS e Sem Noção da História do Cinema

Hollywood tem uma fixação doentia por dramas de tribunal. E com razão! Casos jurídicos têm tudo que a gente ama: plot twists, diálogos afiados e a tensão de uma sala com destino incerto. Quem nunca ficou paralisado assistindo a clássicos como 12 Homens e Uma Sentença ou a complexidade de Anatomia de um Crime? É o suprassumo do drama de gente séria com problemas sérios.

Mas, como em tudo na vida, a Sétima Arte também adora uma boa dose de presepada e absurdo. Às vezes, o roteirista simplesmente resolve chutar o balde da credibilidade e colocar personagens em situações que fariam qualquer juiz de verdade pedir aposentadoria instantânea.

Prepara-se para a nossa lista de casos que deveriam ter ficado trancados a sete chaves na gaveta dos roteiristas. São os cinco processos judiciais mais inacreditáveis que já subiram aos palanques de Hollywood, provando que na ficção, tudo, absolutamente tudo, pode virar motivo de litígio.

 

1. Processando o Chefe (Máximo): O Homem que Processou Deus (The Man Who Sued God, 2001)

 

Se é para processar, por que não mirar no topo da cadeia alimentar cósmica? Este é o mote desta comédia australiana estrelada pelo comediante Billy Connolly.

A premissa: O personagem, um advogado que virou pescador, tem seu barco destruído por um raio. Ele tenta acionar o seguro, mas é barrado pela cláusula clássica: “Ato de Deus”. A solução lógica (para um filme de comédia): processar a própria entidade responsável por tal ato.

A ironia: Ele processa Deus em um tribunal, argumentando que, se Deus é responsável pelos “Atos”, Ele também deve ser responsabilizado pelos danos. É o cúmulo da audácia jurídica, um tapa na cara da fé e da burocracia, e um caso que seria imediatamente arquivado na vida real com o carimbo: “Motivo Inexistente/Réu Inatingível”.

2. A Identidade Secreta no Tribunal: O Milagre da Rua 34 (Miracle on 34th St, 1947)

 

Este é um clássico natalino que todo mundo ama, mas cuja premissa legal é bizarramente questionável. Na versão original de 1947, o bom velhinho, Kris Kringle, que trabalha em uma loja de departamento, é levado ao tribunal para… provar que ele é o Papai Noel de verdade.

Onde o processo começa a degringolar? Ele não está sendo processado por fraude ou por perturbar a ordem pública. Ele está sendo julgado pela própria existência!

O clímax legal, impulsionado pela crença de uma garotinha e seu advogado (que, presumivelmente, estava trabalhando pro bono pelo espírito natalino), exige que o sistema judiciário dos EUA endosse a realidade de um ser mágico que vive no Polo Norte e distribui presentes em uma noite. Deu certo no filme. Na vida real, seria um dos maiores usos inadequados de dinheiro do contribuinte de todos os tempos.

3. O Crime do Mel Roubado: Bee Movie: A História de uma Abelha (Bee Movie, 2007)

 

Onde vamos parar quando uma abelha decide processar a espécie humana? No filme de animação estrelado por Jerry Seinfeld, o protagonista inseto fica revoltado com o fato de que os humanos roubam o mel, um produto do trabalho das abelhas.

O processo: A abelha processa a raça humana por exploração e roubo de propriedade.

A falta de gratidão e o nível de absurdo são tão altos que chegam a doer. O argumento da defesa (que nunca é devidamente explorado): ao consumir mel e manter a indústria de apicultura, os humanos garantem que as abelhas continuem existindo, produzindo e vivendo em seus casacos listrados. É um caso de Direito de Propriedade Interespécies que faz a gente querer processar a animação pelo tempo perdido.

4. O Porco Assassino e o Advogado Entediado: Entre a Luz e as Trevas (The Advocate/The Hour of the Pig, 1993)

 

Se você pensou que já viu de tudo, prepare-se para o ápice do ridículo judicial.

Este filme francês estrelado por Colin Firth se passa no século XV. Um jovem advogado parisiense, cansado da vida na capital, se muda para o interior. Lá, ele é escalado para defender um réu inusitado: um porco.

O crime: O porco é acusado do assassinato de um menino.

Sim, um porco é formalmente acusado de homicídio premeditado! A questão não é só a defesa difícil, mas o fato de que no século XV, julgamentos de animais eram uma prática real, baseada em crenças supersticiosas. Mas, trazer isso para um drama de época (mesmo que com tons de sátira) faz com que a gente se pergunte qual era a intenção do júri, do juiz e do roteirista. Uma verdadeira piada suína.

5. Os Olhos Cruzados da Riqueza: O Panaca (The Jerk, 1979)

 

Neste clássico de Steve Martin, o personagem principal, um homem ingênuo criado por uma família negra pobre que acredita ser negro (o que, sim, já é problemático), acidentalmente inventa o “Opti-Grab”, um dispositivo bizarro que prende óculos ao nariz. O produto é um sucesso absurdo e o deixa milionário.

O processo: O sucesso é fugaz. Uma multidão de clientes processa o inventor em uma ação coletiva de US$ 10 milhões porque o aparelho maluco, veja só, deixou todos caolhos.

O resultado: Ele perde tudo e volta à estaca zero. Embora seja uma comédia brilhante, o fato de um produto causar uma lesão física tão específica e generalizada (e de forma tão rápida) é um exagero. É o processo de classe mais divertido e estúpido da história do cinema, mas que só funciona porque o protagonista é um idiota de bom coração.