O CINEMA DE BUTECO ADVERTE: este texto contém teorias, veneno, deboche e nenhuma informação além do que trailers, entrevistas e fofoqueiros profissionais já entregaram. Se você se ofende com especulação, volte pro recap da Netflix.
Os irmãos Duffer já avisaram que a temporada final tem “a morte mais violenta de toda a série” – mesmo sendo, no geral, menos gráfica que a quarta. E Millie Bobby Brown passou anos chamando os criadores de “Sensitive Sallies” por não matarem ninguém do elenco principal, comparando Hawkins a um “Game of Thrones de calça jeans”.Pois bem: acabou a farra, alguém vai dançar com o Demogorgon de vez.
Com base em entrevistas, trailers e nos rankings de risco da galera de bastidores e sites gringos, montamos nosso Top 5 personagens que podem morrer em Stranger Things 5. E sim: protagonistas estão em risco.
5. Dustin Henderson – o sacrifício que quebraria a internet
Começar por Dustin é quase crueldade. O garoto é basicamente o patrimônio afetivo de Hawkins: cérebro do grupo, alívio cômico, herdeiro espiritual de Steve e órfão emocional do Eddie.
Por que ele pode morrer?
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Dramaticamente, ele é o menos “problemático” de matar: não tem arco amoroso em aberto, não é “o escolhido”, não é o pai da série.
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A frase “If you die, I die”, dita pra Steve na 3ª temporada, virou combustível de teoria: gente apostando num sacrifício duplo ou numa promessa sendo cobrada com juros e correção monetária.
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Matar Dustin seria o recado definitivo de que “ninguém está seguro” – justamente o que Millie vive cobrando dos Duffer.
Por que provavelmente não vão ter coragem?
Porque o backlash seria tão grande que a Netflix teria que anunciar Stranger Things: The Dustin Cut com final alternativo seis meses depois. E porque até quem não vê a série gosta do moleque.
Veredito ácido: Dustin entra no Top 5 mais por impacto emocional do que por probabilidade real. Mas se a tal “morte mais violenta” for dele… adeus planos de Réveillon feliz.
4. Jonathan Byers – o morto perfeito de roteiro
Jonathan está naquele limbo cruel: importante o suficiente pra doer se morrer, mas não tão central a ponto de travar a trama se sair de cena.
Por que ele pode morrer?
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A própria análise gringa já apontou que Jonathan é fortíssimo candidato a grande morte da temporada, justamente porque seu arco anda patinando desde a 4ª temporada.
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O trailer mostra Nancy lavando sangue das mãos e chorando desesperada, enquanto fãs notam Dustin abraçado a Steve em prantos em outro momento – teoria dominante: Jonathan mordeu a poeira no Upside Down.
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Dramaticamente, faz sentido:
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encerra o triângulo Nancy–Jonathan–Steve,
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despedaça Joyce e Will,
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e ainda empurra o irmão caçula pra um último ato bem mais pesado.
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Por que talvez ele sobreviva?
Porque pode ser bait puro: os Duffer sabem que a internet já decidiu que Jonathan é o “walking dead” e podem estar usando isso como fumaça pra matar outra pessoa.
Veredito ácido: Se eu tivesse que apostar dinheiro de verdade, Jonathan seria onde eu colocaria as fichas. Tem cara, cheiro e timing de “morte com grande discurso na edição de encerramento”.
3. Eleven – a mártir óbvia… talvez óbvia demais
Stranger Things é, em grande parte, a história de uma garota que cresceu trancada em laboratório, abriu um portal pro inferno sem querer e passou o resto da adolescência apagando incêndio dimensional.
Por que ela pode morrer?
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Dentro só da série, a narrativa é claríssima: Eleven foi quem empurrou Henry/001 pro Upside Down, ajudando a criar Vecna. Morrer pra consertar o que fez seria o clichê clássico de “heroína mártir”.
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A própria temporada final está sendo vendida como “acerto de contas” entre os dois – e sacrificar a protagonista é a forma mais óbvia de tentar entrar pra história.
Por que talvez não?
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O lore expandido via peça The First Shadow joga parte da culpa pro Mind Flayer, que teria corrompido Henry muito antes, reduzindo a responsabilidade pessoal da Eleven.
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A essa altura, matar a menina que foi explorada, torturada e usada como arma desde a infância tem uma cara de crueldade gratuita que nem todo mundo vai engolir bem.
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E repetiria o próprio final da 1ª temporada, quando ela “morre” ao derrotar o Demogorgon e volta depois. Seria um recycle barato.
Veredito ácido: Eleven tem cara de final em aberto, talvez perdendo poderes, se exilando, ou virando espécie de “guardião invisível” do Upside Down. Morte definitiva? Só se a Netflix quiser ver o mundo pegando fogo em 31 de dezembro.
2. Will Byers – o sacrifício em looping perfeito
Tem muita gente – inclusive os próprios criadores – dizendo que Stranger Things é a história do Will, não da Eleven. O título do primeiro episódio é “O Desaparecimento de Will Byers”, e a conexão dele com o Upside Down nunca deixou de existir.
Por que ele pode morrer?
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Desde a 1ª temporada, Will é literalmente o ponto de acesso do outro lado pra Hawkins. Enquanto ele estiver vivo, existe um cabo de rede emocional ligando Vecna ao mundo real.
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Os trailers da 5ª temporada deixam claro que o arco dele é central, com flashbacks ao sequestro e à influência de Vecna.
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Dramaticamente, o círculo fecha bonito (e cruel):
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ele começou como vítima passiva,
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pode terminar fazendo a escolha ativa de se sacrificar pra cortar de vez a conexão com o Upside Down.
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Por que talvez ele viva?
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O personagem foi espancado emocionalmente por quatro temporadas: possessão, isolamento, sexualidade reprimida, ninguém ouvindo o desgraçado… existe um argumento forte de que ele merece um final minimamente feliz.
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Há teorias de que Will pode desenvolver poderes próprios ligados ao Upside Down – e isso abre um caminho de “redenção” sem precisar matar o garoto.
Veredito ácido: Se os Duffer quiserem um final bem agridoce, à la Spielberg amargo, Will é candidato número 1 ao ato final heroico. Se resolverem ser “Sensitive Sallies” até o fim, ele vira o guardião vivo da fronteira entre os mundos, sofrendo em 16 terapias por semana.
1. Vecna – o defunto quase garantido (ou reciclado)
Vamos ser honestos: se Vecna não cair, a série não acaba, ela só tira férias. O plano do vilão sempre foi invadir o mundo real de vez, e a temporada final é vendida como a última batalha direta contra ele.
Por que ele pode (e deve) morrer?
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É o vilão principal de todo o arco final, conectado ao Mind Flayer e comandando as criaturas do Upside Down.
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Os criadores vivem citando referências oitentistas em que o mal é derrotado, não promovido. Isso aqui é Hawkins, não Westeros – frase deles, não minha.
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A tal “morte mais violenta” da série muito provavelmente vai ser dele: depois do que fizeram com a Max, pra superar aquilo só faltava fritar o Henry Creel em 4K Dolby Atmos.
Por que talvez ele não morra totalmente?
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Com peça de teatro, animação e spin-offs sendo cozinhados pela Netflix, nada impede que alguma fagulha de Vecna/Mind Flayer fique viva em outra mídia.
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Existe até quem aposte num “final de redenção” do Henry criança, separado do monstro – algo que The First Shadow sugere como possibilidade.
Veredito ácido: Vecna vai pro chão de um jeito ou de outro. Se volta um dia, é em spin-off, livro ou peça off-Broadway. Em Stranger Things 5, a chance é quase 100% tostado.
E os outros? Steve, Max, Robin, Hopper…
Pra não dizer que a maldade parou no Top 5, um rápido termômetro de risco:
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Steve Harrington – risco altíssimo: favorito de fã, arco de redenção completo, histórico de quase-mortes e trailer econômico demais com ele. Se alguém vai te fazer chorar no cinema, é o cabeludo.
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Max Mayfield – risco médio: tecnicamente já morreu, está em coma, e todo o mistério em torno dela sugere grande momento emocional – acordando ou indo de vez.
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Robin – risco médio-alto: personagem querida, entrou “tarde”, padrão clássico de vítima em Stranger Things. Mas matar a lésbica assumida da série seria um péssimo recado.
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Hopper & Joyce – risco baixo-médio: já fizeram fake-out com Hopper, o que enfraquece repetir a dose; deixar os kids órfãos de novo é tristeza demais até pro Upside Down.
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Lucas, Nancy, Murray, Erica – todos na roleta russa, mas a própria lógica dos Duffer (“não somos Westeros”) indica que eles vão preferir poucas mortes grandes a um massacre gratuito.
No fim das contas, a verdade é simples: ninguém está totalmente seguro, mas os Duffer já deixaram claro que não querem transformar Stranger Things em tortura pornográfica de personagem. A equação é: poucos mortos, mas muito bem escolhidos.
Seja lá quem cair, o importante é uma coisa só: quando você estiver chorando na sessão especial no cinema, lembre que foi Millie Bobby Brown que pediu.






