Quer saber o que acontece no final de Como um Relâmpago?
A minissérie reencena a meteórica presidência de James A. Garfield (o 20º dos EUA) e cruza sua trajetória com a obsessão trágica de Charles Guiteau, autor dos disparos. O último capítulo cumpre a promessa do prólogo: legado contra vaidade, política contra ciência — e uma pergunta incômoda sobre quem de fato “matou” o presidente.
Sinopse de Como um Relâmpago
Garfield sobe de azarão do Partido Republicano a presidente com uma plataforma de reforma do serviço público. Do outro lado, Guiteau (um vagabundo ambicioso que confunde sorte com destino) busca reconhecimento e um cargo que nunca virá. O tiro sai — literalmente — na estação ferroviária. Garfield sobrevive semanas, mas sucumbe à infecção do ferimento, piorada por médicos que rejeitam a teoria dos germes. No rastro: um vice desacreditado (Chester A. Arthur) que herda a cadeira… e a consciência.
Final explicado Como um Relâmpago: como acaba?
Vamos lá.
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O tiro e a (má) medicina: Guiteau atira duas vezes. Garfield resiste, mas o tratamento “heroico” do dr. Bliss — que ignora assepsia e “não acredita em monstros invisíveis” — transforma um ferimento não fatal em sepse. Garfield morre, e a série sugere o veredito: Guiteau puxou o gatilho; a medicina matou o presidente.
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Guiteau no cadafalso: o assassino posa para a imprensa, promete livro (“Truth”) e termina enforcado, sem a glória que almejava.
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A virada de Arthur: o vice que surfava a máquina política de Conkling assume e, tocado pelo exemplo de Garfield (e pelo luto nacional), aprova reformas de mérito que fincam raiz no serviço público.
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Lucretia e o vazio: a viúva confronta Guiteau numa visita (licença dramática) e sentencia o esquecimento do vaidoso. O epílogo volta à mesa construída por Garfield: cadeira vazia, família ao redor — e um país que poderia ter sido outro.
Qual o significado do final de Como um Relâmpago
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Legado vs. vaidade: Garfield não buscava culto à personalidade; queria instituições decentes. Guiteau é o espelho distorcido: alguém que troca mérito por fama instantânea.
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Política encontra ciência: não é só quem governa; é como governamos. O desprezo à ciência custa caro — aqui, a vida de um presidente.
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Conversão moral: Arthur encarna o tema do arrependimento possível: de apadrinhado do “toma-lá-dá-cá” a presidente que assina a reforma do serviço civil.
O que é real e o que é licença dramática?
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Fato: Guiteau atirou em Garfield na estação; Garfield morreu por infecção após semanas; Arthur assumiu e patrocinou reformas.
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Fato curioso: Guiteau publicou um texto tentando “explicar” seu ato, mas caiu no esquecimento.
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Licença: o encontro prisional entre Lucretia e Guiteau serve ao tema (o vazio do legado dele), mas não há registro histórico dessa conversa.
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Moldura histórica: a série bebe no livro “Destiny of the Republic” (Candice Millard) e reaviva um grande “e se?” da política americana.
É fiel aos fatos?
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O atentado: ocorreu em 1881, numa estação de trem; Guiteau disparou duas vezes.
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A morte: consenso histórico aponta a infecção como causa central (manipulação não esterilizada da ferida).
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Chester Arthur: assumiu sem vice e, já no poder, patrocinou reformas meritocráticas.
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Guiteau e “Truth”: ele publicou textos para “explicar” seu ato, sem impacto duradouro.
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Liberdades dramáticas: a visita de Lucretia Garfield a Guiteau é construção da série para condensar o tema do legado.
Quem “matou” Garfield?
Guiteau apertou o gatilho, mas a série insiste numa leitura moderna: a medicina resistente à ciência (o desprezo por germes/antissepsia) transformou ferida em sentença. É a tragédia de um país que poderia ter salvado seu presidente — e não salvou.
O que significa o desfecho?
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Legado vs. vaidade: Garfield busca serviço público, Guiteau busca fama. Um morre sem glória, mas deixa semente de reforma; o outro conquista manchetes, mas vira nada.
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Política como espelho: corrupção e racha partidário ecoam hoje; a série sugere que um indivíduo pode acelerar avanços — ou dinamitá-los.
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Perdão e memória: o final contrapõe o vazio de Guiteau (o poema encarado com silêncio) à mesa de Garfield, onde Lucretia ocupa o lugar da continuidade; a vida segue, e a memória seleciona o que fica.
Chester Arthur foi “bom” presidente?
A série evita rótulos fáceis. Ele começa como apadrinhado do senador Conkling, mas, no poder, aprova reformas que sobrevivem. Moral da história: pessoas mudam — às vezes tarde, mas mudam.
Guiteau era só um lunático?
Ele é retratado como narcisista errante, obcecado com reconhecimento (da comuna “free love” à anedota do discurso “que mudaria a nação”). Mas o recado final é menos sobre patologia e mais sobre responsabilidade: delírios individuais, somados a instituições frágeis, custam caro.
Chester Arthur foi um bom presidente?
Depende do critério, mas a série crava a reformulação de Arthur: ele rompe com seu patrono político, não tem vice por todo o mandato, e deixa como marca a profissionalização do serviço público. Para um “acidental”, nada mal.
Guiteau realmente conheceu Garfield? E o tal “livro” existiu?
Sim, conseguiu encontros breves e empurrou discursos próprios como se fossem decisivos para a campanha. O “Truth” existiu como artigo/folheto — e desapareceu na poeira da História, como Lucretia profetiza na série.
Perguntas rápidas
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Garfield morre imediatamente? Não. Sobrevive semanas, piora e morre por infecção.
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Guiteau é retratado como louco ou oportunista? A série aposta num narcisista faminto por validação.
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Arthur trai Garfield? Ele começa como cria do fisiologismo, mas muda de rota no poder.
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A cena final do cérebro preservado? É a moldura: ciência/legado contra o ruído da fama vazia.
Onde assistir Como um Relâmpago?
Netflix (minissérie). Catálogos podem variar ao longo do tempo; verifique no app/agregadores.
e é isso

