Quer saber o que acontece no final do filme Eternidade?
No além de Eternidade, ninguém sobe nuvem nenhuma: você escolhe onde (e com quem) vai passar o resto da existência. Para Joan, isso significa encarar a pergunta que ela evitou a vida inteira: ficar com o primeiro amor, Luke, congelado no tempo como memórias perfeitas; ou com Larry, o companheiro de décadas, piadas internas e boletos. O filme transforma a escolha em tese sobre paixão juvenil vs. amor que aguenta o tranco — sem vilões fáceis nem respostas fofinhas.
Sinopse de Eternidade
Joan morre serenamente pouco depois de perder Larry. No check-in do pós-vida — metade musical de salão, metade cartório — ela reencontra o marido e tenta se adaptar a esse paraíso à la “RH do infinito”. Entra em cena Luke, o namorado que morreu na Guerra da Coreia e a esperou por décadas. Os dois mundos de Joan colidem, e a burocracia celestial informa: escolha uma eternidade, uma vez só. Enquanto os “funcionários” (almas que ainda não escolheram) ajudam, Joan prova que o coração é ótimo para lembrar canções… e péssimo para assinar contratos.
Eternidade: como o filme acaba?
Vamos lá.
Joan chega a optar por Luke. A lógica parece irresistível: ela aparece no além do jeito que foi mais feliz, isto é, como era na época do primeiro amor — e Larry percebe isso. Numa atitude nada egoísta, ele abre mão e assume um emprego de barista do além, acreditando que o lugar de Joan é com a lembrança que a moldou.
Só que, vivendo a fantasia, Joan começa a sentir falta do ordinário extraordinário: as implicâncias, o humor torto, a coreografia íntima que só existe com Larry. Luke entende o recado — também magoado, mas lúcido — e ajuda Joan a sair daquela eternidade. Trocar de “plano” é proibido; o risco é cair num vazio (o “quase inferno” burocrático). Mesmo assim, ela vai. O reencontro cobra um preço: Larry fica entre mundos, trabalhando e esperando, até que os dois conseguem escolher juntos uma eternidade discreta, nada praia paradisíaca ou pico nevado: um subúrbio que lembra a casa em que envelheceram. A moral do roteiro é simples e elegante: Joan escolhe Larry — e o filme diz que é a escolha certa.
Qual o significado de Eternidade
A fábula separa ideia de pessoa. Luke é o amor interrompido, lapidado pela ausência, sempre perfeito porque nunca enfrentou fila de supermercado. Larry é o amor testado, cheio de arestas, mas que sabe o tom de riso, a música favorita, o corte novo de cabelo. O filme sustenta que o amor duradouro não é “menos” que o arrebatamento; é mais largo. Ele aguenta tragédia, tédio e a pior prova de todas: o cotidiano.
Como funciona o pós-vida de Eternidade
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Sem divindade em cena: tudo parece uma repartição, com regras, fichas e showrooms de eternidades.
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Uma escolha só: escolheu, fixou. Quem não escolhe, trabalha (e encontra propósito ajudando outros).
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Mudar de ideia é perigo real: tentar fugir de uma eternidade pode jogar a alma num vazio — a pena máxima da burocracia cósmica.
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Lar é um estado de nós: por isso Joan e Larry não pedem montanha ou mar. Escolhem o lugar onde foram “nós”.
“Mas Joan não tinha sido mais feliz com Luke?”
Ela foi feliz com o que poderia ter sido. O filme cutuca: paixões interrompidas viram mitos, e mitos são ótimos de contemplar e péssimos de viver. Quando a fantasia vira residência fixa, faltam gavetas pro real.
Por que a decisão de Joan é a certa (segundo o filme)
Porque amor é continuidade. Larry renuncia, espera, trabalha, arrisca desaparecer — e ainda assim não transforma a escolha dela num resgate heroico; é parceria. Já Luke, generoso ao final, reconhece que o que unia os dois era, em parte, a moldura do “e se”. Joan escolhe quem a conhece melhor do que a memória dela sobre si mesma.
Perguntas comuns
Joan fica com quem? Com Larry — depois de um desvio por Luke.
Luke é o “vilão”? Não. Ele é primeiro amor, não antagonista; a graça está na lucidez dele ao deixar Joan ir.
Dá para mudar de eternidade? Tecnicamente não; tentar pode levar ao vazio. Joan arrisca — e o filme usa o risco para provar o tamanho do amor.
Por que o cenário final é um subúrbio? Porque felicidade é hábito compartilhado, não cartão-postal.
Há deus ou julgamento? Só regras e gente — e isso já dá trabalho suficiente.
e é isso

