Quer saber o que acontece no final de Frankenstein?
Del Toro pega o clássico da Mary Shelley, injeta poesia gótica, dramas de pai e filho e coloca a câmera onde mais dói: no ego de Victor (Oscar Isaac) e na humanidade da Criatura (Jacob Elordi). Resultado: um épico visual que troca susto barato por tragédia íntima — ainda com direito a Mia Goth em papéis-espelho e um “anjo” que revela o rosto ossudo do destino.
Sinopse de Frankenstein
No século XIX, o prodígio Victor Frankenstein perde a mãe, detesta o pai abusivo (um cirurgião-celebridade) e decide vencer a morte na marra. Com patrocínio de Heinrich Harlander (Christoph Waltz), ele monta um corpo “perfeito”, galvaniza o laboratório e dá vida à Criatura. Em vez de acolher o “filho”, aprisiona e humilha o ser — até a tragédia transbordar para Elizabeth (Mia Goth) e William, o irmão querido. A narrativa é emoldurada pela perseguição no Ártico: marinheiros, navio preso no gelo e a Criatura à caça do pai.
Final explicado Frankenstein: como acaba?
Vamos lá.
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O precipício de Victor: obcecado, ele mente, culpa o mundo e tenta “apagar” a obra queimando o laboratório. Dá uma última chance à Criatura (“diga qualquer palavra além de Victor e eu te liberto”). O ser responde: “Elizabeth.” Victor, tomado de ciúme/repulsa, abandona o “filho” ao fogo.
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A espiral trágica: a Criatura sobrevive, cresce com empatia (amigo cego, lições de linguagem), volta para exigir companhia e encontra Elizabeth — que morre baleada por Victor ao tentar proteger o ser. William confronta o irmão e morre, deixando o veredicto: “Você é o monstro.”
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A caçada no gelo: a perseguição leva todos ao navio de Captain Anderson. Victor, esgotado, reconhece a própria monstruosidade e pede perdão à Criatura — que perdoa. Ele morre em paz após ouvir seu nome pronunciado pela Criatura uma última vez.
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Escolha da Criatura: longe do clichê suicida, o ser opta por viver. Liberta o navio do gelo e segue sob o sol ártico, braços abertos — aceitando uma existência sem morte possível, mas com sentido.

Qual o significado de Frankenstein (versão del Toro)
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Pai e filho, culpa e ciclo: Victor repete o abuso do pai no “filho” que criou. O corte do ciclo vem pelo perdão — a Criatura torna-se humana ao entender e absolver.
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O “anjo da morte”: o motivo onírico do arcângelo que remove a máscara e mostra o crânio espelha a queda de Victor: a fé vira presságio; a ambição, ruína.
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Amor e empatia (Elizabeth): onde Victor vê “fracasso”, Elizabeth vê promessa. O elo dela com a Criatura é o coração do filme — e sua morte detona a vingança que, no fim, se transmuta em compaixão.
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Monstros de verdade: Del Toro atualiza o clássico lembrando que o pior monstro costuma ter nome, status e espelho.
O que muda em relação ao livro de Mary Shelley
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Arco final: no romance, Victor morre sem autocrítica; a Criatura promete se matar. No filme, Victor pede perdão e é perdoado; a Criatura escolhe viver (é praticamente imortal aqui, com cura acelerada).
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Elizabeth & a Criatura: o filme aprofunda a conexão afetiva entre ambos, intensificando o ciúme de Victor e o caráter trágico da morte dela.
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Moldura ártica: mantém a estrutura, mas dá agência à Criatura no epílogo luminoso — um fecho esperançoso na chave de Del Toro.
Quem é o vilão em Frankenstein?
Victor. Del Toro o pinta sem verniz: genial, vaidoso, violento, incapaz de assumir culpa. A Criatura comete violência, mas nasce do abandono e aprende humanidade com quem o trata como gente.
O que é o “anjo” que Victor vê?
Símbolo múltiplo: morte inevitável, consciência culpada e o ídolo que, ao cair a máscara, revela osso e fogo — a verdade sobre o projeto de Victor.
A Criatura encontra paz?
Não a morte — mas sentido. Ao libertar o navio e seguir adiante, o ser aceita uma vida sem fim como oportunidade de existir, não de punir.
Perguntas e respostas
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Elizabeth e a Criatura são um “romance”? O filme sugere um vínculo afetivo profundo, motor da empatia e do ciúme mortal de Victor.
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Harlander queria o corpo da Criatura? Sim: doente, ele tenta transplantar a mente para o corpo “novo”; cai (literalmente) antes.
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A cena do cego é do livro? A ideia de a Criatura aprender com um ancião cego vem direto de Shelley; Del Toro a torna epifania de humanidade.
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Tem cena pós-créditos? Não — o plano final ao sol ártico é a cartada derradeira.
e é isso

