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O Caótico (e Caro) Renascimento de Pânico 7: Entre Demissões, Salários Milionários e a Volta de Sidney Prescott

Se tem uma franquia que sabe o significado da frase “o que não mata, fortalece”, essa franquia é Pânico (Scream). Após um turbulento período de bastidores que faria qualquer roteiro de terror parecer fichinha, Scream 7 está finalmente pronto para chegar aos cinemas. E, ao que tudo indica, Ghostface não está apenas de volta; ele está pronto para quebrar recordes.

Segundo a Variety, o novo capítulo da saga está projetando uma estreia assustadoramente positiva entre US$ 45 milhões e US$ 50 milhões na América do Norte. Se esses números se confirmarem, teremos o melhor pontapé inicial de toda a franquia, provando que a Paramount e a Spyglass conseguiram ressuscitar uma propriedade que, há dez anos, parecia mais morta do que a primeira vítima do filme original.


Uma Produção Marcada pelo Caos

O caminho até aqui não foi fácil. No final de 2023, a franquia parecia implodir. Melissa Barrera, a protagonista dos dois filmes anteriores, foi demitida pela Spyglass após postagens em suas redes sociais sobre o conflito em Gaza, que a produtora considerou antissemitas.

Logo em seguida, a estrela em ascensão Jenna Ortega anunciou que não retornaria devido a conflitos de agenda com a série Wednesday. Para completar o combo de crise, o diretor original, Christopher Landon, abandonou o projeto após receber ameaças de morte relacionadas à demissão de Barrera.

A Reescrita de Meio Milhão de Dólares

Sem suas duas protagonistas, a produção precisou de um “reboot interno”. Kevin Williamson, o criador da franquia, assumiu a direção, enquanto Guy Busick reestruturou o roteiro. Fontes indicam que essa reescrita custou cerca de US$ 500 mil — um valor considerável, mas necessário para trazer a história de volta aos trilhos e focar novamente na heroína resiliente, Sidney Prescott.


O Poder de Neve Campbell: Um Salário de US$ 7 Milhões

Com a saída de Ortega e Barrera, a Spyglass e a Paramount sabiam que precisavam de um “gancho matador” para o marketing. E esse gancho tem nome e sobrenome: Neve Campbell.

Após ficar de fora do sexto filme por uma disputa salarial, Campbell retornou com muito mais poder de barganha. A atriz garantiu um contrato de quase US$ 7 milhões, um aumento substancial e um dos maiores salários já registrados no gênero de horror. Já Courteney Cox, a única a aparecer em todos os filmes desde 1996, recebeu um contracheque de US$ 2 milhões.

“Neve Campbell está para ‘Pânico’ assim como Jamie Lee Curtis está para ‘Halloween’”, afirma Shawn Robbins, diretor de análise da Fandango. “Ela é um grande chamariz, especialmente para as gerações que cresceram com os originais.”


Orçamento Inflado e Olho no Futuro

O sucesso tem seu preço. Devido aos atrasos e à inflação que encareceu desde a construção dos sets até as viagens, o orçamento de Scream 7 subiu para US$ 45 milhões (em comparação aos US$ 35 milhões do filme anterior).

Mesmo com parte do público ainda vocalizando seu descontentamento pelas saídas de Barrera e Ortega, o interesse pela volta dos personagens clássicos parece estar virando o jogo. A nostalgia, aliada à popularidade duradoura do gênero slasher, deve garantir que Ghostface continue sendo uma máquina de fazer dinheiro.

E se você acha que este é o fim, pense de novo. Fontes internas sugerem que planos para um oitavo filme já estão em andamento. Ou seja: avise aos sobreviventes para esconderem suas famílias, pois o Ghostface ainda tem muita gente para perseguir.


O veredito do Buteco: A volta de Sidney Prescott é o “fan service” que a franquia precisava para sobreviver ao caos dos bastidores. Resta saber se o roteiro estará à altura do salário de Neve Campbell.

Você acha que Scream 7 conseguirá manter o fôlego sem as irmãs Carpenter, ou a Sidney Prescott é o único pilar que realmente importa?