Será que vale a pena ver o filme da Temperatura Máxima hoje? Se você curte a ideia de “vamos salvar o futuro” com a mesma organização de uma mudança feita na véspera do aluguel vencer, então senta e aperta o cinto. A Globo coloca no ar A Guerra do Amanhã (The Tomorrow War), aquele sci-fi musculoso que mistura Guerra Mundial, viagem no tempo e um bicho que parece ter sido desenhado por alguém que odeia a humanidade.
Neste domingo, 25/01/2026, a TV Globo exibe A Guerra do Amanhã na Temperatura Máxima, logo após o Esporte Espetacular, com início anunciado por volta das 13h (pode variar conforme a praça).
Sobre o que é A Guerra do Amanhã?
A premissa é deliciosamente absurda: gente do futuro aparece no presente e diz “a humanidade tá perdendo uma guerra contra alienígenas; precisamos de reforços”. A solução? Um draft global que manda civis e militares para 2051, tipo excursão escolar — só que com a mortalidade de um videogame no hard.
No centro está Dan Forester (Chris Pratt), um pai de família e ex-militar que vai parar num futuro em ruínas pra combater os Whitespikes, criaturas que atacam como se estivessem com café intravenoso. A graça do filme é essa mistura de blockbuster com drama familiar: você vem pelo tiroteio e, quando vê, tá preso na pergunta “e se o futuro te mostrasse onde você estraga tudo?”.
Para quem é?
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Pra quem gosta de ação sci-fi grandona, com cara de “sessão pipoca premium”.
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Pra quem curte paranoia de fim do mundo e monstros criativos.
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Pra quem sente saudade daquele clima de “missão impossível + apocalipse + família” que streaming adora.
Passe longe se:
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Você não aguenta roteiro que faz curvas fechadas na lógica (o filme faz).
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Você odeia a vibe “vamos resolver na raça”, mesmo quando o problema tem 30 metros e dentes de serra elétrica.
Quem está no elenco?
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Chris Pratt (Dan Forester): o rei do carisma “eu não pedi por isso, mas vou liderar mesmo assim”.
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Yvonne Strahovski (Muri): entrega firmeza e coração; quando ela entra, o filme ganha gravidade emocional.
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J.K. Simmons: o pai “sobrevivencialista” com energia de quem já discutiu com meio planeta e venceu.
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Betty Gilpin: segura o lado humano sem virar só “personagem de apoio”.
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Sam Richardson: alívio cômico que funciona mais do que deveria — e isso é mérito.
Veredicto: A Guerra do Amanhã é bom?
É aquele tipo de filme que você assiste e pensa: “isso é meio doido”… e continua assistindo porque é competente no caos. Chris McKay dirige com senso de ritmo (e volume), os aliens têm um design que realmente dá medo, e as cenas de ação são bem coreografadas.
Mas vamos ser honestos: o roteiro às vezes parece um GPS em área sem sinal — ele sabe onde quer chegar, só não sabe qual caminho faz mais sentido. Ainda assim, como filme da Temperatura Máxima hoje, é um acerto: entretenimento alto, adrenalina constante e uma pitada de drama familiar pra fingir que você não tá ali só pelos monstros.
Vale o play? Vale, principalmente se você gosta de sci-fi que não pede desculpa por ser exagerado.

