Se você estava sentindo falta daquela sensação boa de ver a civilização ruir por causa de gente mordendo gente, pode comemorar: os filmes de zumbi estão voltando à vida! E a nova aposta para reacender a chama do subgênero de terror não é um simples conto de sobrevivência. É uma história de paranoia militar com um toque de conspiração, embalada pela força estelar de uma Jedi.
O novo longa-metragem se chama We Bury The Dead (Nós Enterramos os Mortos) e traz a atriz britânica Daisy Ridley (a eterna Rey de Star Wars) no papel principal, liderando um elenco de rostos conhecidos da TV de nicho e do cinema cult – incluindo Brenton Thwaites (Titans), Mark Coles Smith (Mystery Road: Origin) e Matt Whelan (Narcos).
Com estreia marcada para 2 de janeiro do ano novo, o filme é escrito e dirigido por Zak Hilditch e promete misturar o horror visceral com o thriller militar, piscando para clássicos como 28 Weeks Later e a tensão psicológica de The Last of Us.
☣️ A Trama: De Desastre Militar a Zumbi Assassino (E a Mentira Oficial)
A premissa de We Bury The Dead é simples e sinistra: um desastre militar catastrófico (adivinhe? bio-arma falhou!) libera a praga zumbi.
Mas o que realmente move o filme é a mentira institucional e a busca pessoal.
A sinopse oficial da Vertical nos entrega o plot twist de cara:
“Após um desastre militar catastrófico, os mortos não apenas se levantam – eles caçam. Os militares insistem que eles são inofensivos e lentos, oferecendo esperança às famílias enlutadas. Mas quando Ava (Daisy Ridley) entra em uma zona de quarentena procurando por seu marido desaparecido, ela descobre a verdade horrível: os mortos-vivos estão se tornando mais violentos, mais implacáveis e mais perigosos a cada hora que passa.”
Isso é ouro puro no universo zumbi! Não se trata apenas de correr mais rápido que os mortos. Trata-se de desconfiar do próprio governo.
-
O Elemento Paranoia: Os militares estão controlando a informação e minimizando a ameaça (“são lentos, são inofensivos”). O que mais eles estão escondendo?
-
A Evolução da Ameaça: Os zumbis não são oponentes estáticos. A cada hora, eles ficam mais rápidos, mais fortes, mais gremlins pós-meia-noite. Isso adiciona um timer de desespero à missão de Ava.
-
A Busca Pessoal: O motor da personagem de Ridley é a busca por seu marido em uma zona de quarentena. Isso injeta drama e vulnerabilidade na protagonista, algo que a saga Star Wars de Ridley já provou que ela domina.
Daisy Ridley no Pós-Apocalipse (Entre Jedi e Luta Livre)
Para Daisy Ridley, o papel de Ava em We Bury The Dead marca mais um passo ousado para longe da Galáxia. Depois de estrelar como a scavenger Rey, a atriz tem diversificado sua carreira com projetos de thriller e ação:
-
Ela está no drama de MMA (Mixed Martial Arts) chamado Killa Bee.
-
No thriller de ação The Good Samaritan (dirigido por Pierre Morel, de Busca Implacável).
-
E sim, ela ainda é esperada para reprisar o papel de Rey Skywalker no filme Star Wars: New Jedi Order, que será dirigido por Sharmeen Obaid-Chinoy (Ms. Marvel).
O papel de Ava, uma mulher desesperada lutando contra mortos e contra a verdade oficial, permite que Ridley explore um lado mais sombrio e menos heroico do que o que vimos no espaço. É um belo upgrade para sua credibilidade em gêneros que não envolvem sabres de luz.
We Bury The Dead bebe da fonte de grandes filmes de terror que usam o zumbi como metáfora para o colapso social e a corrupção (como Dia dos Mortos ou A Noite dos Mortos-Vivos), mas adiciona a urgência dos infectados rápidos.
Prepare o balde de pipoca e a sua máscara de proteção (contra a mentira militar). O terror militar e a desinformação chegam em 2 de janeiro.

