Episódio 1 – Introdução ao Mundo do Coletivo da Felicidade
O episódio inicial de Pluribus apresenta uma premissa inquietante e original: uma pandemia alienígena provoca uma transformação na humanidade, conectando as mentes humanas em uma colmeia coletiva que promove felicidade artificial e total conformidade emocional. Neste mundo, a tristeza, a dúvida e o conflito são eliminados em prol de uma “paz” universal.
A protagonista, Carol Sturka, é a única que parece não ter sido afetada. Sua imunidade não é apenas física, mas sobretudo emocional, ligada à sua capacidade de sentir tristeza profunda, um sentimento que a isola em um mundo onde todos ao redor estão felizes e conectados em uma mesma mente coletiva. A série investe fortemente numa atmosfera densa, com enquadramentos, silêncios e uma direção de arte que enfatizam o isolamento e a angústia. O roteiro avança lentamente, sem entregar todas as respostas, fazendo o público sentir a confusão e a tensão da protagonista, que não entende completamente o que está acontecendo, mas sente o impacto.
Episódio 2 – Expansão da Resistência e Complexidade dos Imunes
O segundo episódio aprofunda a narrativa com a introdução de um grupo de imunes, outras pessoas que, como Carol, não se conectaram à mente coletiva. Esses personagens vêm de diferentes países e trazem consigo bagagens emocionais e traumas que se entrelaçam na trama. Essa diversidade amplia o panorama do conflito entre individualidade e coletividade.
O grupo enfrenta o desafio de se entender e sobreviver junto, em meio a desconfianças e medos legítimos sobre infiltrações e ameaças da colmeia. A série expande o seu foco para as relações humanas no contexto desse apocalipse da felicidade, explorando dilemas éticos, a dificuldade de confiar em quem está imune e a sensação de isolamento mesmo entre semelhantes.
Há uma atmosfera que remete a séries como Lost no que diz respeito ao mistério dos personagens, seus passados e as tensões internas do grupo, tudo isso sem perder o foco na crítica existencial sobre a perda da liberdade individual diante de uma suposta perfeição coletiva.
Episódio 3 – Confrontos e Limites da Coletividade
O terceiro episódio de Pluribus aprofunda a psicologia da protagonista Carol, com um flashback que revela uma relação complexa com Helen, sua esposa, destacando que Carol sempre foi uma pessoa mais “reclamona”, enquanto Helen buscava novas experiências. Essa diferença, que não afastava as duas, ajuda a construir a personalidade resiliente e conflitante de Carol.
No presente, Carol tenta exercer sua autonomia emocional ao exigir que o coletivo — os “Outros” — respeitem sua privacidade, pedindo a não utilização de suas memórias, numa clara metáfora à LGPD e às questões de dados pessoais na sociedade digital. No entanto, o coletivo ignora a solicitação, lembrando que suas memórias já estão inseridas no fluxo compartilhado e acessível a muitos.
O episódio traz uma crítica profunda ao paternalismo do coletivo: mesmo que respeitem os imunes, os “Outros” desejam assimilá-los “para o próprio bem”, reproduzindo um padrão semelhante ao discurso do “white savior”, onde a salvação vem pela perda da autonomia.
Além disso, a cena do supermercado vazio e rapidamente reabastecido por um exército sincronizado simboliza a perda da liberdade individual em prol da eficiência coletiva, um retrato quase distópico de uma sociedade que lembra a utopia cantada na música “Imagine”.
Um ponto alto do episódio é a incapacidade dos Outros de negar qualquer pedido de Carol — mesmo quando este pode causar graves consequências. A entrega da granada após um comentário sarcástico simboliza essa falha de controle, trazendo à tona a criança mimada que o coletivo tenta criar na protagonista.
Episódio 4 – A Verdade e as Fragilidades do Coletivo
O quarto episódio começa apresentando Manousos, o imune paraguaio isolado em completo confinamento, uma alegoria poderosa ao medo da pandemia e ao isolamento adotado nos últimos anos. Manousos recebe a ligação de Carol, momento que evidencia sua esperança e alívio ao constatar que não está sozinho em sua luta individual.
Carol, recuperada da explosão da granada, se dedica a testar os limites dos “Outros”. Ela percebe que eles não mentem e têm aversão a magoar, uma descoberta que a faz elaborar um plano para extrair a verdade por meio de um “soro da verdade”.
A aplicação da droga em Zosia leva a uma intensa crise física e emocional, culminando num clímax dramático onde a colmeia suplica por piedade à Carol, simbolizando um momento poderoso sobre o custo da conexão coletiva e as consequências da resistência individual.
Enquanto isso, o isolamento extremo de Manousos no Paraguai destaca um modo alternativo de resistência — solitário e autofágico, distinto das tensões do grupo de Carol.
Este episódio é considerado o mais tenso até agora, graças ao equilíbrio entre investigação, sofrimento emocional e descobertas inquietantes sobre as limitações e vulnerabilidades da mente coletiva.
Perguntas Mais Frequentes sobre Pluribus
O que é Pluribus?
Pluribus é uma série de ficção científica criada por Vince Gilligan que mostra um futuro no qual um vírus alienígena conecta a humanidade em uma mente coletiva que promove a felicidade constante e artificial, eliminando o livre-arbítrio.
Onde assistir Pluribus?
A série está disponível exclusivamente na plataforma Apple TV+.
Quem é Carol e por que ela é importante?
Carol Sturka é a protagonista da série. Ela é uma das poucas pessoas imunes ao vírus e, por isso, representa a resistência contra a perda da individualidade e da humanidade genuína.
Como funciona o vírus em Pluribus?
O vírus conecta as pessoas em uma “mente coletiva”, compartilhando emoções e pensamentos, o que elimina a tristeza e os conflitos individuais, mas também a liberdade de pensamento e a autonomia.
Quantas pessoas são imunes ao vírus?
Até o momento, são conhecidos treze indivíduos imunes, cada um com suas características e histórias pessoais, que desafiam a uniformidade da colmeia.
Por que algumas pessoas são imunes?
A imunidade está relacionada ao sofrimento e às experiências emocionais profundas que bloqueiam a conexão com a mente coletiva artificial.
A série tem relação com inteligência artificial?
Sim, há uma forte metáfora que relaciona o vírus com o controle social exercido por algoritmos e sistemas de IA na vida real, discutindo a perda da individualidade em ambiente digital.
Pluribus é parecida com Lost?
Muitos espectadores fazem essa associação devido ao mistério, personagens com passados complexos e a tensão em grupo, mas Pluribus tem um foco mais filosófico e sociopolítico sobre controle e individualidade.

