Quinta-feira, 26 de fevereiro, e os cinemas brasileiros tão LOTADOS de opções. Mas vamos ser honestos: TODO MUNDO tá indo ver se Ghostface finalmente vai morrer (spoiler: não vai).
Essa semana tem de tudo: o slasher mais cult dos anos 90 voltando pra aterrorizar uma nova geração, Scarlett Johansson estreando na direção com drama sobre velhice e Holocausto, Elvis Presley em IMAX (!), e uma INVASÃO de cinema brasileiro indie que merece atenção.
É semana PESADA, gente. Bora destrinchar.
Pânico 7: Neve Campbell Voltou, Melissa Barrera Foi Demitida, E o Caos Tá Instalado
Olha, Pânico 7 (Scream 7) é o filme mais polêmico de 2026 ANTES MESMO de estrear. E não é por causa do Ghostface — é por tudo que rolou nos BASTIDORES.
O Drama dos Bastidores:
Em 2023, a Spyglass DEMITIU Melissa Barrera (protagonista de Pânico 5 e 6) por posts no Instagram sobre a guerra em Gaza que a produtora considerou antissemitas. Logo depois, Jenna Ortega saiu do projeto (oficialmente por “conflito de agenda” com Wandinha 2, mas todo mundo sabe que foi solidariedade). O diretor Christopher Landon também vazou.
Resultado: o roteiro que FOCAVA nas personagens de Barrera e Ortega foi JOGADO NO LIXO. A Paramount e a Spyglass tiveram que refazer TUDO.
Solução? Trazer Neve Campbell de volta (ela tinha pulado Pânico 6 por disputa salarial) e colocar Kevin Williamson — roteirista original da franquia — pra dirigir pela PRIMEIRA VEZ desde Tentação Fatal, de 1999.
O Preço da Volta de Neve: Neve Campbell conseguiu quase US$ 7 milhões pra voltar (papo de Jamie Lee Curtis em Halloween). Courteney Cox levou US$ 2 milhões. O recado tava dado: SEM NEVE, NÃO TEM PÂNICO.
A Trama:
Sidney Prescott (Neve Campbell) tá vivendo pacata numa cidadezinha com o marido Mark (Joel McHale) e a filha adolescente. Mas ÓBVIO que Ghostface descobre onde ela tá e vem com TUDO — dessa vez mirando diretamente na FILHA dela.
Sidney precisa enfrentar traumas do passado (de novo) pra proteger a família. Courteney Cox volta como Gale Weathers, e tem SURPRESAS no elenco que incluem… Matthew Lillard (!!) como Stu Macher (que supostamente morreu no primeiro filme com uma TV na cara).
O elenco novo inclui: Isabel May, McKenna Grace, Celeste O’Connor, Anna Camp, e mais.
O que a crítica tá dizendo:
- Rotten Tomatoes: 41% (DIVIDIDO PRA CARALHO)
- Metacritic: 39/100 (“geralmente desfavorável”)
Tem gente que AMOU o retorno às raízes, a nostalgia, e Neve Campbell arrasando. Tem gente que ODIOU, chamando de “cash grab” sem a energia de Barrera/Ortega, roteiro preguiçoso, e tratamento HORRÍVEL do Stu.
Polêmicas Atuais:
- Protestos pró-Palestina rolaram na pré-estreia em LA pedindo boicote ao filme por causa da demissão da Melissa Barrera
- Review bombing MASSIVO nas redes sociais (contas fake postando spoilers)
- Fãs DIVIDIDOS entre apoiar Neve ou boicotar
Box Office:
Projeção de abertura: US$ 45-50 milhões nos EUA (seria RECORDE da franquia, batendo os US$ 44,4 milhões de Pânico 6). A franquia já arrecadou US$ 900 milhões em 30 anos.
Veredicto:
É Pânico. Você VAI assistir. Pode reclamar no Twitter depois, mas vai comprar ingresso. Se você ama a franquia desde 1996, é OBRIGATÓRIO. Se você só entrou na onda com Barrera/Ortega… talvez decepcione.
Ah, e fica pra cena pós-créditos — tem.
Onde: Paramount (IMAX disponível — primeira vez na franquia!)
Classificação: 18 anos
Duração: 114 min (1h54)
A Incrível Eleanor: Scarlett Johansson Dirige Drama Sobre Velhice, Holocausto e Mentiras
Scarlett Johansson — a atriz de US$ 14,6 bilhões em bilheteria, Viúva Negra, indicada ao Oscar — resolveu que queria dirigir. E escolheu algo BEM diferente de qualquer coisa que já fez: um drama intimista sobre uma senhora de 94 anos que mente sobre ser sobrevivente do Holocausto.
A Incrível Eleanor (Eleanor the Great) marca a estreia de ScarJo na direção de longa (ela já tinha dirigido um curta em 2009).
A trama:
Eleanor Morgenstein (June Squibb, 95 anos na vida real) vive há 70 anos com a melhor amiga Bessie, sobrevivente do Holocausto. Quando Bessie morre, Eleanor se muda da Flórida pra Nova York pra morar com a filha e o neto. Ela tá DEVASTADA, invisível, sozinha.
Um dia, por acaso, ela entra num grupo de apoio pra sobreviventes do Holocausto no Centro Comunitário Judaico. E sem pensar… conta a história de Bessie como se fosse SUA.
Nina (Erin Kellyman), estudante de jornalismo de 19 anos, se interessa pela “história” de Eleanor e quer fazer matéria. As duas viram amigas. Mas quanto tempo essa mentira vai durar?
O que funciona:
- June Squibb tá BRILHANTE. A mulher de 95 anos carrega o filme nas costas com humor, rebeldia e vulnerabilidade genuína.
- Chiwetel Ejiofor (como pai de Nina) adiciona peso emocional.
- Scarlett tem conexão pessoal com o tema (herança judaica familiar).
O que NÃO funciona:
- Direção inexperiente de Scarlett — funcional, mas SEM ousadia. Parece filme Hallmark às vezes.
- Roteiro superficial (de Tory Kamen, também estreante). Evita conflitos reais, resolve tudo fácil demais.
- Tom excessivamente melodramático em alguns momentos.
- A amizade Eleanor/Nina é desigual — mais condescendência que admiração mútua.
Críticas:
Estreou em Cannes 2025 (Un Certain Regard) e dividiu opiniões. Uns acharam tocante e necessário, outros chamaram de “raso e piegas”.
IMDb: 6.6/10 — público gostou mais que a crítica.
Veredicto:
É aquele filme “leve pra chorar num domingo à tarde”. Não vai mudar sua vida, mas June Squibb merece seu ingresso. Se você gostou de Nebraska ou Thelma, vai curtir. Se espera algo PROFUNDO sobre Holocausto… não é isso.
E sim, LEVE LENCINHOS.
Onde: Sony Pictures
Classificação: 14 anos
Duração: ~100 min
EPiC: Elvis Presley in Concert — O Rei Ressuscitado em IMAX
Baz Luhrmann (diretor de Elvis 2022) tá de volta com um DOCUMENTÁRIO que é basicamente: “e se a gente botasse Elvis Presley cantando AO VIVO em IMAX?”
EPiC: Elvis Presley in Concert usa tecnologia pra “ressuscitar” Elvis com imagens restauradas de shows históricos + áudio remasterizado + IMAX. É tipo aqueles shows holográficos, mas cinematográfico.
Pra fãs de Elvis ou quem curte experiência sensorial no cinema, é IMPERDÍVEL. Pra quem não liga pra Elvis… vai pular.
Onde: Universal (IMAX obrigatório)
Classificação: 12 anos
CINEMA BRASILEIRO INVADE A SEMANA:
A Miss (Olhar Distribuição)
Comédia dramática brasileira com Maitê Padilha. Circuito limitado, mas críticas iniciais são positivas.
🔞 12 anos
É Tempo de Amoras (Elo Studios)
Drama com Rosamaria Murtinho, Antônio Pitanga e Jessica Córes. Elenco PESO do cinema brasileiro. História sobre memória, família e envelhecimento.
🔞 10 anos
A Rebelião dos Jangadeiros (Kajá Filmes)
Documentário sobre movimento histórico de jangadeiros no Nordeste. Cinema político e necessário.
🔞 10 anos
OS GRINGOS INDIES:
O Caso dos Estrangeiros (Paris Filmes)
Drama jordaniano/palestino/americano dirigido por Brandt Andersen com Omar Sy no elenco principal, ao lado de Yasmine Al Massri e Yahya Mahayni.
Pela presença de Omar Sy (o cara de Intocáveis e Lupin) e pela origem (Jordânia/Palestina), provavelmente é um drama humanista sobre refugiados ou deslocados. Paris Filmes costuma trazer cinema político importante, então vale ficar de olho.
Pouquíssima informação circulando sobre a trama, mas qualquer filme com participação palestina em 2026 carrega peso político automático — especialmente depois das polêmicas com Melissa Barrera em Pânico 7.
📍 Paris Filmes | 🔞 16 anos
Twenty One Pilots: More than we ever imagined (Trafalgar)
Show da banda em IMAX. Pra fãs, é evento. Pra quem não curte, é passável.
📍 IMAX | 🔞 Livre
Arco (Mares Filmes/Mubi)
Animação franco-americana dirigida por Ugo Bienvenu e Gilles Cazaux. Mubi raramente erra, então confia.
🔞 10 anos
The Moment (Imagem)
Comédia dramática/suspense com CHARLI XCX (sim, A Charli XCX) + Rosanna Arquette. Wtf cinema, mas tô curioso.
🔞 16 anos
Manual Prático da Vingança Lucrativa (Diamond)
Suspense com Glen Powell e Margaret Qualley. Dirigido por John Patton Ford. Se tem Glen Powell, tem biscoito.
🔞 16 anos
São Paulo Sociedade Anônima (RELANÇAMENTO – Vitrine Filmes)
CLÁSSICO BRASILEIRO DE 1965 de Luiz Sergio Person volta aos cinemas! Com Walmor Chagas, Darlene Glória e Eva Wilma. OBRIGATÓRIO pra cinéfilo brasileiro.
🔞 12 anos
VEREDICTO FINAL:
A semana é DOMINADA por Pânico 7 (querendo ou não, vai ser o filme mais visto). Mas os destaques de QUALIDADE são A Incrível Eleanor (pela performance de June Squibb) e o relançamento de São Paulo S.A. (cinema brasileiro histórico).
Se você quer adrenalina: Pânico 7
Se você quer chorar: A Incrível Eleanor
Se você é fã de Elvis: EPiC em IMAX
Se você é cinéfilo brasileiro: São Paulo Sociedade Anônima
Se você curte Twenty One Pilots: o show deles em IMAX
Semana CHEIA, galera. Escolham com sabedoria!

