Todo ano, o Globo de Ouro tenta prever o pulso de Hollywood. Algumas escolhas surpreendem, outras irritam, e algumas poucas deixam aquela sensação de unanimidade silenciosa entre público e crítica. Mas 2026 trouxe algo diferente: uma safra de filmes que não apenas agradam, mas expandem fronteiras, misturam gêneros, rompem tradições e mostram que o cinema — seja ele blockbuster, anime, indie ou musical — ainda sabe reinventar a própria linguagem.
Tem anime furando bolha.
Tem terror histórico se impondo como drama de prestígio.
Tem Jennifer Lawrence fazendo o melhor trabalho da carreira.
Tem K-Pop com magia disputando prêmio com Pixar.
Tem de tudo — e tudo muito bom.
Se você quer chegar na premiação sabendo o que realmente vale o play, aqui estão os destaques que conquistaram a crítica, lotaram discussões nas redes e geraram aquele burburinho gostoso de temporada de prêmios.
Prepare a lista, arrume tempo na agenda e vem comigo: estes são os indicados que você precisa assistir agora.
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito
Esse filme de animação, adaptação do arco final da saga, foi indicado ao Globo de Ouro 2026 na categoria “Melhor Filme de Animação”. A indicação já quebra uma barreira simbólica — animações derivadas de séries raramente alcançam esse tipo de reconhecimento fora do Japão — e reforça o quanto essa conclusão é grandiosa. Vale assistir pela animação impressionante, pelas cenas de luta intensas e pelo peso emocional de encerrar uma história tão querida. É um dos animes mais aguardados do ano, um filme que faz jus ao nome, com estética absurda e um roteiro forte e potente.
Guerreiras do K-Pop (KPop Demon Hunters)
Indicado ao Globo de Ouro 2026 em três categorias — Melhor Filme de Animação, Cinematic & Box Office Achievement e Melhor Canção Original (“Golden”). A variedade dessas indicações mostra que o filme vai além do entretenimento e se consolida como um verdadeiro fenômeno pop. Vibrante e divertido, é feito para quem ama cultura pop, música e animação com identidade própria. Guerreiras do K-Pop também se destaca pela junção de magia e música de forma surpreendentemente coerente. A parceria entre Netflix e Sony Animation (o mesmo estúdio de Homem-Aranha no Aranhaverso) entrega uma narrativa forte, visualmente impactante e cheia de energia. Além disso, o trio de protagonistas ganhou vida fora das telas, com performances reais — prova de que o filme entende seu público e sabe exatamente para quem fala.
Elio
Recebeu 1 indicação ao Globo de Ouro 2026, na categoria “Melhor Filme de Animação”. Apesar de ter apenas uma indicação, o longa se destaca por abordar com muita sensibilidade o tema do pertencimento. Elio, que não se sente parte de sua própria família, encontra no universo alienígena uma possibilidade de existir plenamente — uma ironia que dá força ao filme. É uma animação leve, afetiva e simbólica, perfeita para quem gosta de histórias sobre identidade e conexão.
Pecadores (Sinners)
Um dos grandes destaques do ano, acumulando 7 indicações ao Globo de Ouro 2026, incluindo Melhor Filme (Drama), Melhor Direção para Ryan Coogler e Melhor Ator em Drama para Michael B. Jordan. Misturando terror, drama e horror sobrenatural com a dureza dos anos 1930 nos EUA, o filme entrega densidade, atmosfera e impacto. É uma experiência madura, potente e cheia de camadas — e o número de indicações comprova o quanto ele se tornou referência nesta temporada. A obra encara temas sem medo, como o colonialismo, mostrando um vampiro que suga não apenas vidas, mas também o que foi dos negros: sua cultura, sua força e parte de sua ancestralidade. Diferente de tudo o que o diretor já fez, é um filme que vale muito a pena conferir — disponível na HBO Max.
Morra, Amor
Concorrendo ao Globo de Ouro 2026 na categoria Melhor Atriz, o filme traz Jennifer Lawrence em uma atuação completamente diferente do que vimos em Mãe!. É aquele tipo de produção independente que chega de mansinho e surpreende profundamente. Depois da sessão, fica a digestão emocional: reflexões sobre maternidade, depressão, vida familiar e os dilemas silenciosos de relações que se desgastam — tudo apresentado de forma crua, íntima e extremamente humana.