os piores filmes de 2025

Piores Filmes de 2025

2025 foi generoso em nos entregar filmes ruins. Tipo, MUITO ruins. Aquele tipo de ruindade que faz você questionar se alguém realmente assistiu o corte final antes de lançar. Entre sequências desnecessárias, remakes constrangedores e originais que deveriam ter ficado na gaveta, o cinema conseguiu novos patamares de mediocridade.

Separamos aqui os piores do ano – aqueles que roubaram seu tempo, seu dinheiro e sua paciência. Prepara o coração (e o estômago).

wicked: parte 2

15. Wicked: Parte 2 – A Sequência que Ninguém Merecia

O primeiro Wicked foi uma surpresa positiva: química impecável entre Cynthia Erivo e Ariana Grande, números musicais emocionantes, direção competente. Entrou fácil no meu top 3 do Oscar, perdendo apenas para Reformatório Nickel e Ainda Estou Aqui.

Aí veio a Parte 2 e destruiu tudo.

A continuação é um exercício de enrolação. A narrativa vai e volta sem propósito, estica cenas desnecessariamente e quando finalmente decide o rumo, se recusa a terminar – empilhando final atrás de final num anti-clímax frustrante.

Elphaba vira refém do roteiro, reagindo a tudo sem protagonismo real. Glindasome numa trama acelerada que prefere épico visual a desenvolvimento de personagem. A única sequência que funciona? A briga das bruxas, que é divertida mas rasíssima – tipo RuPaul’s Drag Race com efeitos especiais.

As referências a O Mágico de Oz oscilam entre legais e desleixadas. O Homem de Lata surge meio jogado ali, deixando a sensação de ter perdido informação importante.

E cadê as músicas emocionantes? Sumiram. Zero impacto.

Pior: fãs defendem dizendo “o segundo ato do musical original já é fraco mesmo”. Gente, a gente paga ingresso pra viajar na maionese, não pra se conformar com mediocridade. Wicked: Parte 2 não é ruim, mas envergonha brutalmente o primeiro filme.

piores filmes de 2025 - rua do medo.jpg

14. Rua do Medo: Rainha do Baile – Doomscrolling Cinematográfico

Se doomscrolling é afundar em más notícias, Rainha do Baile é o equivalente em filme: clichês dos anos 80 costurados com desleixo brutal.

A trama de 1988 esquece completamente o charme da trilogia original. Temos Lori tentando escapar do legado familiar, uma mean girl insuportável (Tiffany é caricatura pura), romance forçado e mortes copiadas de The Sims versão gore.

Personagens unidimensionais que parecem escritos por IA programada com capas de VHS. Fina Strazza entrega uma vilã tão histérica que vira paródia de reality show.

A direção de Matt Palmer não sabe se quer homenagem ao slasher raiz ou comédia camp, e termina não sendo nenhum dos dois. Nem gore suficiente, nem humor suficiente.

A ligação com a maldição Fier? Uma cena pós-créditos vazia. Shadyside vira cidade genérica, os anos 80 viram fantasia brega de quem assistiu Stranger Things no mudo.

review the electric state

13. The Electric State – Netflix Queimando Dinheiro

Netflix gastou $320 milhões nisso. Trezentos e vinte MILHÕES. E o filme nem fica bonito.

Design de personagens genérico, visuais sem graça, mitologia que não faz sentido nenhum. Millie Bobby Brown cruza deserto robótico procurando o irmão, Chris Pratt aparece com penteado ridículo no piloto automático.

Você até perdoaria a história nonsense se fosse legal de assistir. Mas não é. É entediante, feio e caro. Os Russo Brothers entregaram um dos maiores desperdícios de orçamento da história do streaming.

karate kid lendas piores filmes de 2025

12. Karate Kid: Lendas – Fanservice Vazio

Juntar Jackie Chan e Ralph Macchio parecia boa ideia no papel. Na prática? Filme genérico que desperdiça ambos.

Karate Kid: Lendas tenta conectar a franquia original com o remake de 2010, mas esquece de entregar história interessante. É fanservice vazio, nostalgia barata sem substância.

O jovem protagonista Ben Wang some no meio de dois ícones que mereciam roteiro melhor. A trama do adolescente chinês indo pra costa leste estudar artes marciais é previsível até doer.

Pior: não tem conexão real com Cobra Kai, deixando fãs da série frustrados. É aquele filme que existe só porque alguém achou que “daria certo” comercialmente.

11. Hurry Up Tomorrow – The Weeknd Chorando no Espelho

Abel Tesfaye (The Weeknd) estrela como versão miserável de si mesmo. Sua vida no filme? Performances ocasionais, festas sem graça com Barry Keoghan monótono, e cenas onde chora na frente do espelho.

Tem subplot com fã obcecada (Jenna Ortega) que sequestra ele. É isso. Esse é o filme inteiro.

Um saco interminável e miserável. Se The Weeknd acha que ser astro é difícil, deveria tentar ser crítico de cinema assistindo essa bomba.

10. HIM (GOAT) – Fumble Conceitual

Ótima ideia: comédia de terror satírica sobre obsessão americana com futebol. Execução? Fumble completo tipo Mark Sanchez.

A premissa do jogador (Tyriq Withers) que pode vender a alma pra substituir quarterback estrela (Marlon Wayans) é previsível do início ao fim. Insights sobre cultura americana nunca passam da superfície.

Justin Tipping constrói clima sinistro – bunker isolado, sombras, atmosfera pesada. Mas com Jordan Peele como produtor, esperava-se MUITO mais. O filme não tem nada a dizer sobre personagens ou tema.

O final Hail Mary de shock value chega tarde demais. Repetitivo e vazio.

review meu ano em oxford

9. O Meu Ano em Oxford – Romance Genérico da Netflix

Meu Ano em Oxford é a definição de “feijão com arroz” das comédias românticas. A Netflix adaptou o best-seller de Julia Whelan apostando na fórmula segura demais: americana sonhadora (Sofia Carson) vai pra Oxford, se apaixona pelo professor gato (Corey Mylchreest), romance cresce, segredos aparecem, drama acontece.

O cenário de Oxford é lindo, a química do casal funciona, Sofia Carson traz carisma. Mas o filme não inova NADA. É aquele tipo de produção que você assiste, acha bonitinho e esquece no dia seguinte.

A maior virtude? Cumprir exatamente o esperado – nada mais, nada menos. É confortável como chinelo velho, mas tão genérico quanto. A Netflix entrega mais um título pro catálogo de romances em cenários icônicos sem reinventar absolutamente nada do gênero.

Funciona? Sim. É memorável? De jeito nenhum.

8. Capitão América: Admirável Mundo Novo – Marvel no Piloto Automático

A Marvel gastou uma fortuna e entregou… isso. Sam Wilson merecia melhor. A gente merecia melhor.

O roteiro é genérico ao extremo: política internacional + conspiração + ameaça global, tudo mastigado em diálogos expositivos que te tratam como idiota. Reviravoltas que você vê vindo de longe tipo caminhão na rodovia.

O Hulk Vermelho era pra ser surpresa, mas todo mundo já sabia pelos vazamentos. Quando revelaram oficialmente, foi tipo “é… já sabíamos”. Zero impacto.

Os efeitos visuais? Constrangedor. Cenas que parecem Minecraft, movimentações RECICLADAS de outros filmes Marvel. Aquele bingo de “ei, isso não é do Endgame?”. Numa era pós-Avatar 2, a Marvel entrega clip art animado. Vergonhoso.

7. Branca de Neve – A Disney Perdida no CGI

A polêmica Peter Dinklage em 2022 pegou a Disney de surpresa: ele criticou o filme por reforçar estereótipos de nanismo. “De um lado são progressistas, do outro fazem aquela história retrógrada dos sete anões vivendo em caverna.”

A solução Disney? CGI. Anões digitais horrorosos que parecem Minions deformados.

Resultado: a comunidade de atores com nanismo perdeu sete papéis raros em blockbuster. Puristas odiaram porque ficou feio. Progressistas continuaram incomodados com a premissa.

A Disney tentou agradar todo mundo e conseguiu desagradar Grécia, Troia E o Império Romano. É representatividade performativa e preguiçosa – tipo empresa que põe bandeira LGBT em junho mas não contrata ninguém LGBTQIA+ o ano todo.

Peter Dinklage forçou conversa necessária. A Disney teve chance de liderar mudança e preferiu CGI tosco que não arrisca nada e não entrega nada.

filme quero você

6. Quero Você – 365 Dias de Maiorca

Quero Você (Fall for Me) é suspense erótico alemão que virou hit na Netflix em agosto de 2025. Lilli investiga o noivo misterioso da irmã em Maiorca, acaba se envolvendo com Tom (gerente de boate charmoso), descobre segredos, traição, e pronto – você já viu esse filme antes.

É basicamente 365 Dias com paisagens paradisíacas espanholas ao invés de italianas. Tem cenas sensuais, tem reviravoltas previsíveis, tem aquele plot de “será que ele é golpista?”.

Svenja Jung e Theo Trebs têm química, Maiorca fica linda na tela, as cenas quentes entregam o prometido. Mas o roteiro? Derivativo. As atuações? Questionáveis. A profundidade? Inexistente.

É escapismo sensual puro – daqueles filmes que você assiste desligando o cérebro completamente. Se procura tensão psicológica de verdade, passe longe. Se quer ver gente bonita transando em cenário bonito, bem-vindo.

Recebeu críticas mistas justamente por isso: agrada quem curte produções picantes rasas, decepciona quem esperava substância.

filmes ruins de 2025 - until dawn

5. Until Dawn: Noite de Terror – Adaptação Perdida

Baseado no videogame cult, Until Dawn trai completamente o material original. A premissa de reviver horror múltiplas vezes poderia funcionar, mas a execução é confusa e sem inspiração.

Roteiro “drasticamente vago” que “cospe na cara da lógica” (segundo críticos). Personagens rasos, variações sem criatividade, decisões que fazem zero sentido.

A fotografia de Maxime Alexandre é “sub-iluminada e depressivamente plana”. O visual do jogo era mais forte.

Único destaque: Ji-young Yoo como Megan, que parece ser a única se divertindo. O resto? Esquecível. CinemaScore C+ diz tudo.

duplicidade review

4. Duplicidade: Tyler Perry – Novela “Tensa” com Filtro Azul

Tyler Perry é tipo aquele tio que promete festa top mas entrega salgadinho de segunda e guaraná batizado. Em Duplicidade, disponível na Prime Video, ele joga num caldeirão: brutalidade policial, corrupção, luto, jornalismo, amizade, traição e CSI paraguaio.

O resultado explode na sua cara.

Marley (Kat Graham), advogada de sucesso, e Fela (Meagan Tandy), jornalista renomada, têm as vidas destruídas quando Rodney (irmão de uma, namorado da outra) é morto por policial. A trama tenta ser thriller político incisivo tipo Sidney Lumet, mas vira novela das seis com filtro Instagram errado.

A paleta azulada dá tom frio, mas deixa todo mundo com cara de insônia crônica. Parecia estiloso no papel, virou “TV de tubo com contraste estourado” na prática.

As reviravoltas surgem do nada – tipo feijão sem molho. Quando tudo caminha pro fim, Perry joga três personagens novos, dois passados obscuros e um “AH-HA!” de vilão cartoon. Tentativa de complexidade vira Record com tiroteio.

Kat Graham se esforça, mas o roteiro muda as regras a cada cena. E claro: o policial branco Caleb ganha o único arco complexo. Porque seria Tyler Perry se o foco não desviasse dramaticamente, né?

Duplicidade dura 117 minutos de você tentando entender quem traiu quem, por que todo mundo vive de terno e por que existe tanto azul na tela.

piores filmes do ano - o jogo da garrafa

3. Jogo da Garrota – Terror Adolescente Genérico

O Jogo da Garrafa (Spin The Bottle) tenta revitalizar terror adolescente e tropeça logo na largada. Grupo de teens brinca de girar garrafa em casa abandonada com histórico de massacre, desperta entidade maligna – você já viu isso mil vezes.

A premissa poderia funcionar com suspense bem construído. Mas a direção opta por estrutura arrastada, tempo de execução desnecessariamente longo que mata qualquer tensão.

Problemas técnicos logo de cara: cena inicial tem fumaça digital saindo da garrafa que parece software dos anos 90. CGI ruim se repete o filme inteiro, destruindo imersão. Personagens rasos demais: nenhum gera empatia. Impossível se importar com seus destinos. Elenco tem Ali Larter e Justin Long desperdiçados em papéis secundários vazios.

A resolução é mal explicada, dando impressão de final apressado. Desfecho previsível deixa espaço pra sequência – prioridade era franquia, não história sólida. No Paramount+ desde março 2025, Jogo da Garrafa entrega sustos previsíveis, decisões questionáveis e ritmo arrastado. Nem se destaca no saturado terror adolescente.

piores filmes de 2025 - o homem do saco

2. Homem do Saco – Criatura que Assusta Menos que Deveria

Bagman (O Homem do Saco) aposta em criatura mitológica que sequestra crianças em saco e as devora. Patrick McKee (Sam Claflin) acredita ter escapado do ser quando criança, carrega traumas até hoje. Agora a entidade volta ameaçando seu filho Jake.

Premissa funciona: lenda infantil que vira pesadelo real. Sam Claflin entrega atuação comprometida, tenta dar peso emocional ao trauma do protagonista.

Mas o filme nunca engata de verdade. A criatura deveria ser aterrorizante, mas a execução não sustenta o medo. Falta tensão real, aquele clima sufocante que terror sobrenatural precisa.

Dirigido por Colm McCarthy, Bagman tem momentos competentes mas nunca memoráveis. Não é desastre completo – tem atmosfera decente, design de produção adequado. Só que nunca passa de “adequado”.

Lançado em setembro 2024 nos EUA, chegou ao Brasil só em janeiro 2025 após adiamentos. A demora não ajudou: expectativa caiu, buzz zerou.

É aquele filme que você assiste, não odeia, mas também não recomenda pra ninguém. Claflin merecia roteiro mais afiado pra explorar o potencial da premissa.

piores filmes 2025

1. War of the Worlds – Comercial de 2 Horas da Amazon

Se War of the Worlds fosse só filme COVID mal feito com Ice Cube e Eva Longoria entediados, tudo bem. Mas é um comercial descarado da Amazon. O destino da humanidade depende de… drone Amazon Prime Air. Um personagem literalmente PARA pra explicar que Prime Air é “o futuro das entregas”. Tão comercializado e ridículo que mal qualifica como filme. Se qualifica por tecnicidade, é facilmente o PIOR de 2025.

Conclusão: 2025 Testou Nossa Paciência

De sequências desnecessárias a CGI constrangedor, passando por comerciais disfarçados de filme, 2025 provou que orçamento alto não garante qualidade.

A indústria precisa parar de fazer filme no piloto automático. Precisa parar de achar que nostalgia vende sozinha. E principalmente: precisa respeitar a inteligência do público.

Até ano que vem – tomara que com filmes melhores.