bruce springsteen jeremy allen white

Bruce Springsteen explica por que escolheu Jeremy Allen White para vivê-lo no cinema: “Esse cara é um rockstar”

Se você acha que The Bear é tenso, espere até ver Jeremy Allen White tentando ser Bruce Springsteen nos anos 80 — sem wi-fi, sem calmantes e com um gravador de quatro canais no meio de Nebraska. O filme Deliver Me From Nowhere promete ser uma viagem ao coração solitário do Boss, e agora sabemos o motivo de Bruce ter escolhido pessoalmente o ator mais suado de Hollywood:

“Ele é um rockstar. E você não finge isso. Ou tem, ou não tem.”

Sim, Bruce, o mundo inteiro concorda. Jeremy Allen White tem o mesmo magnetismo de um cigarro aceso em um tanque de gasolina.


Nebraska, ansiedade e suor: o lado sombrio do Boss

A biopic não vai mostrar o Springsteen dos estádios lotados e dos hits patrióticos que tocam em churrascos de 4 de julho. O filme mergulha no Springsteen da exaustão, pós-turnê de The River, quando ele decidiu trancar-se em casa com uma guitarra, um gravador e seus demônios pessoais.

Foi assim que nasceu Nebraska — o álbum mais cru e depressivo da carreira do cantor, gravado em fita cassete (porque, claro, o perfeccionismo dele era tão grande que só o lo-fi bastava).

Springsteen descreveu o que viu em Jeremy:

“Eu assisti The Bear e vi como a câmera lia a vida interna dele. Era rica, complexa, intensa. Exatamente o que precisávamos.”

Traduzindo: Bruce queria alguém que parecesse em colapso mental, mas com estilo. E Jeremy Allen White praticamente tem um PhD nisso.


O Boss reconhece outro Boss quando vê

“Ele tem o swagger e a confiança interna pra trazer isso pro filme”, disse Springsteen. O que é o jeito educado de falar: esse moleque tem a mesma energia de quem faz 3 horas de show sem tomar água.

O paralelo é inevitável:

  • Bruce passou a vida lutando contra gravadoras, inseguranças e pais autoritários.

  • Jeremy passou The Bear inteiro brigando com cozinheiros, frigideiras e traumas familiares.

Coincidência? Ou método?

Quando Springsteen se viu no set, vendo Stephen Graham (sim, o gângster inglês) interpretar seu próprio pai, ele descreveu o momento como “um milagre”. Em Hollywood, esse é o termo técnico para “meu ego ficou emocionado”.


A química perfeita entre rock e colapso

Springsteen contou no Jimmy Kimmel Live! que White não tentou imitá-lo:

“Ele captou o psicológico. É uma performance de dentro pra fora.”

Ou seja: nada de peruca, sotaque forçado ou dancinhas estranhas. Jeremy interpretou a dor de ser o Boss, não o figurino. E se tem uma coisa que The Bear provou, é que ele entende de pressão interna, culpa católica e suor emocional.

O elenco ainda traz Jeremy Strong (o Kendall Roy de Succession, outro especialista em crise existencial), Paul Walter Hauser, e Jon Landau (não o produtor do Titanic, outro Jon Landau — aparentemente Bruce coleciona clones).


O veredito: o Boss encontrou seu sucessor

Bruce não precisava de um imitador; precisava de alguém que entendesse que ser o Boss é um fardo, não um título. Jeremy Allen White parece pronto para carregar isso — camisa suada, olhar perdido e tudo.

Deliver Me From Nowhere promete ser o The Bear com guitarra e depressão folk. Um retrato de um homem tentando encontrar luz na fita magnética.

E se o filme der errado, tudo bem. Pelo menos Bruce pode dizer que foi o único artista vivo a ser interpretado por um ator que parece constantemente em chamas.