Será que vale a pena ver o filme do Domingo Maior de hoje? Se você gosta de suspense de espionagem que parece um cubo mágico com raiva — e explode quando você acha que entendeu — então sim: “Operação Hunt” é o seu parque de diversões paranoico.
E aqui vai o serviço (porque a sua TV não é telepática): hoje, domingo (25/01/2026), a TV Globo exibe “Operação Hunt” no Domingo Maior, logo após o Big Brother Brasil 26, com início previsto para 23h50 (horário de Brasília).
Sobre o que é Operação Hunt?
Pense em “Missão: Impossível”, só que com menos sorrisos e mais gente anotando nomes num quadro, desconfiando até da própria sombra. A trama começa com um presente clássico do gênero: há um espião norte-coreano infiltrado no serviço secreto sul-coreano. A partir daí, dois agentes rivais entram num jogo de acusações, traições e revelações em camadas — como se o roteiro tivesse decidido virar uma cebola e fazer você chorar por esporte.
O tempero extra? Lee Jung-jae (sim, o rosto que o mundo tatuou na retina com Round 6) não só estrela, como dirige. E ele dirige com aquela energia de “vou provar que sei fazer cinema… mesmo que eu precise colocar mais uma reviravolta só pra garantir”.
Para quem é?
Vai curtir se você gosta de:
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thrillers de espionagem densos, cheios de “quem é o traidor?”;
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filmes com clima de Guerra Fria reciclada com luxo e ansiedade;
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ação que aparece quando você já está quase pedindo intervalo pra respirar.
Agora, se você odeia:
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tramas “nó de marinheiro” (aquelas que exigem concentração de vestibular),
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histórias políticas que não param para te dar colo,
… então passe longe. Este aqui não explica; ele te arrasta.
Comparações úteis: é o primo nervoso de “Tinker Tailor Soldier Spy” (só que com mais adrenalina) e o irmão mais sério de qualquer série de agente secreto que você maratonou fingindo que entendia todas as siglas.
Quem está no elenco?
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Lee Jung-jae: agente afiado, olhar de quem sabe mais do que diz — e diz menos do que deveria.
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Jung Woo-sung: rival à altura, aquele tipo que entra em cena e já parece suspeito por existir.
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Jeon Hye-jin, Heo Sung-tae, Go Youn-jung: o trio que sustenta o caos com presença e tensão (e, às vezes, a sensação de que alguém vai puxar o tapete de alguém a qualquer momento).
Bônus de contexto cinéfilo: “Operação Hunt” teve estreia em Cannes (Midnight Screenings), que é basicamente o selo “isso aqui foi feito pra te deixar acordado”.
Veredicto: Operação Hunt é bom?
É bom — mas não é “bom de boa”. É “bom do jeito que uma reunião surpresa às 18h de sexta pode ser boa”: tensa, cheia de informação e com gente mudando de lado sem avisar.
O filme tem ritmo, energia e ambição. Também tem aquela mania de thriller moderno de achar que clareza é opcional. Mas quando a engrenagem pega, pega bonito: é o tipo de entretenimento que te faz pausar pra comentar sozinho: “Ok… agora eu fui enganado com classe”.
Vale o play? Vale, principalmente na madrugada, quando a sua tolerância a conspirações costuma estar mais alta que a sua paciência com a vida real.
Assista ao trailer
https://www.youtube.com/watch?v=z9XuqyovQgI
