Final Explicado nao se preocupe, querida

Final explicado Não se Preocupe, Querida: Entenda o filme de Olivia Wilde

Quer entender o que acontece no final de Não Se Preocupe, Querida? A fábula distópica dirigida por Olivia Wilde prometia glamour, mistério e uma dose generosa de caos — tanto dentro quanto fora das telas. E entregou tudo isso com um plot twist que faz você questionar se seu relacionamento é real… ou programado.

Estrelado por Florence Pugh (em modo “carrego esse filme nas costas”) e Harry Styles (tentando), o longa mistura “Donas de Casa de Subúrbio” com “Matrix” e uma pitada de “Stepford Wives”, tudo sob uma lente de filtro retrô dos anos 50.

Sinopse: O paraíso é uma simulação

Alice (Pugh) e Jack (Styles) vivem em Victory, uma comunidade aparentemente perfeita onde as esposas fazem balé e os maridos “trabalham em projetos secretos”. Só que Alice começa a desconfiar: por que os ovos estão vazios? O que tem além do deserto? Por que Margaret surtou?

Spoiler: porque nada disso é real.

Final explicado de Não Se Preocupe, Querida: O que acontece no final do filme?

Vamos lá.

Depois de muitos surtos, alucinações e danças sincronizadas em preto e branco (sim, aquilo tem um motivo), Alice descobre que Victory é uma simulação digital criada por um youtuber estilo incel chamado Frank (Chris Pine). No mundo real, ela é uma médica exausta, e Jack é um desempregado ressentido que, cansado de ser ignorado, decide… colocar a namorada em coma e prendê-la num metaverso de donas de casa submissas. Romântico, né?

Enquanto Jack vive parte do dia fora da simulação cuidando do corpo de Alice (ela fica literalmente amarrada à cama), ele também participa da versão virtual, fingindo ser um marido britânico dos anos 50. O amor é lindo — e criminoso.

Quando Alice finalmente lembra de tudo (com a ajuda de uma musiquinha que Jack cantava), ela surta com razão e mata o maridinho com um golpe de copo no crânio. Bunny (Olivia Wilde), sua vizinha, revela que sabia de tudo e escolheu viver ali porque no mundo real perdeu os filhos. Trauma com realidade? Bota na conta.

Alice foge para o “centro de comando” de Victory, um prédio futurista no meio do deserto. Enquanto os seguranças de terno vermelho correm atrás dela, Shelly (Gemma Chan), a esposa de Frank, dá uma reviravolta e mata o próprio marido dizendo: “Agora é a minha vez.” Plot twist em cima de plot twist.

Alice chega ao centro, toca a superfície de vidro (o portal de saída da simulação) e… a tela fica preta. Um som: uma mulher ofegante, respirando. Fim.

Mas… Alice acordou mesmo?

Essa é a pergunta de milhões.

A resposta oficial é: talvez. O filme termina de forma ambígua, deixando você decidir se ela finalmente acordou no mundo real ou se ficou presa na simulação, possivelmente ao lado do cadáver do namorado psicopata.

A cena final sugere que sim, ela sobreviveu. Mas não mostra. E nem responde outras dúvidas: O que eram aqueles aviões? Por que só os homens morrem fora da simulação? O que diabos são “materiais progressivos”?

E as danças esquisitas?

Elas são parte da lavagem cerebral. No mundo real, enquanto Alice está inconsciente, um vídeo com dançarinas ao estilo Busby Berkeley é projetado no teto, como uma forma de hipnose. Sim, esse filme foi além no nível “Black Mirror com paetês”.

O significado do final de Não Se Preocupe, Querida

Mais do que uma crítica ao machismo tóxico disfarçado de romance nostálgico, o final mostra o custo da liberdade. Alice precisa matar o homem que ama, abandonar a “vida perfeita” e encarar um futuro incerto — talvez até doloroso. Mas é dela. E isso importa.

Ao sair da simulação, ela não apenas escapa fisicamente, mas renasce como mulher livre. A respiração final representa isso: vida, consciência, escolha.

E é isso. Se um dia seu namorado começar a sugerir que “as coisas eram melhores nos anos 50”, verifique se ele anda assistindo vídeos esquisitos na internet. E, por via das dúvidas, esconda os copos.