Quer saber o que acontece no final de Prometheus? O prelúdio de Ridley Scott para a franquia Alien trocou o terror claustrofóbico por uma ficção científica existencial que questiona a origem da vida humana. O filme acompanha a Dra. Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e o androide David (Michael Fassbender) em uma missão para encontrar os “Engenheiros”, os seres que supostamente criaram a humanidade. Porém, o que eles encontram não são respostas acolhedoras, mas uma arma biológica destinada à nossa aniquilação.
O final de Prometheus é um banho de sangue cósmico que serve como a ponte perfeita para o nascimento da criatura que aterrorizaria o cinema décadas depois.
Sinopse e Detalhes da Obra
A nave Prometheus pousa na lua LV-223 após Shaw e Holloway encontrarem mapas estelares em cavernas na Terra. Eles acreditam que os Engenheiros nos convidaram para visitá-los. No entanto, a missão financiada pelo bilionário Peter Weyland revela uma instalação de armazenamento de uma substância negra mutagênica (o “Black Goo”).
Enquanto a tripulação é infectada e eliminada um a um, David descobre um Engenheiro sobrevivente em estase criogênica. Weyland, que viajou em segredo na esperança de que seus “criadores” pudessem evitar sua morte iminente, acorda o ser, apenas para ser morto por ele em um ato de desprezo absoluto.
Final Explicado Prometheus: O que acontece no fim?
Vamos lá.
O clímax começa quando o Engenheiro desperto ativa sua nave (em formato de ferradura) para levar a substância negra até a Terra e exterminar a humanidade. Para impedir o genocídio, o Capitão Janek (Idris Elba) sacrifica a Prometheus, colidindo-a contra a nave alienígena e derrubando-a de volta na superfície da lua. Meredith Vickers (Charlize Theron) morre esmagada pelos destroços, enquanto Shaw sobrevive.
O Engenheiro, furioso e sobrevivente da queda, ataca Shaw em seu módulo de fuga. Ela libera sua “progênie” — o alienígena em forma de lula (Trilobite) que ela removeu cirurgicamente de seu próprio útero — para conter o Engenheiro. O Trilobite domina o Engenheiro e insere um apêndice em sua garganta, enquanto Shaw escapa.
Nos momentos finais, Shaw recupera o corpo decapitado (mas ainda funcional) de David. Em vez de voltar para a Terra, ela decide usar outra nave dos Engenheiros para ir ao planeta de origem deles, buscando entender por que eles nos criaram e por que depois decidiram nos destruir. O filme termina com a transmissão de Shaw avisando para que ninguém se aproxime daquela lua.
O Nascimento do Deacon: O primeiro “Alien”
A última cena do filme é o “prestígio” de Ridley Scott. O corpo do Engenheiro morto no módulo de fuga sofre uma mutação terrível devido à infecção do Trilobite. De seu peito, emerge uma criatura azulada e pontiaguda conhecida como Deacon. Embora não seja o Xenomorfo clássico de 1979, o Deacon é um ancestral evolutivo claro, confirmando que a substância negra é a base para a criação da criatura perfeita.
Por que os Engenheiros queriam nos destruir?
Esta é a pergunta central que Shaw leva para a sequência (Alien: Covenant). Uma das teorias mais fortes sugeridas pelo roteiro original e por entrevistas de Scott é que a humanidade foi um experimento que “deu errado”. Os Engenheiros teriam enviado um emissário à Terra para nos guiar (alguns sugerem uma figura messiânica como Jesus), e nós o matamos. A substância negra na LV-223 foi criada há cerca de 2.000 anos como uma punição divina, mas o experimento saiu do controle e matou os próprios Engenheiros antes que pudessem lançar o ataque.
O Significado de David e Peter Weyland
O filme explora o ciclo de criação: os Engenheiros criaram os humanos, os humanos criaram os androides (David), e David acaba criando algo novo com a substância negra. O desprezo do Engenheiro por Weyland no final mostra que os criadores não veem valor em suas criações. Quando David pergunta a Holloway por que o criaram, a resposta é: “Porque podíamos”. David responde: “Você imagina o quão decepcionante seria ouvir isso do seu criador?”. Essa falta de propósito espiritual é o que move o niilismo do filme.
Conclusão: Fé vs. Realidade
Shaw termina o filme ainda usando seu crucifixo, apesar de ter descoberto que seus “deuses” eram apenas engenheiros genéticos violentos. O final de Prometheus não é sobre encontrar Deus, mas sobre a busca por respostas em um universo indiferente e hostil. Shaw escolhe a busca pela verdade acima da segurança, partindo para o desconhecido com um androide que ela não pode confiar plenamente.
E é isso.


