Será que vale a pena ver o filme da sessão da tarde hoje? Se você topa uma aventura que parece “origem de herói” misturada com comercial de efeitos especiais (com pitadas de steampunk e rock fora de época), então vai lá: terça-feira, 27/01/2026, às 15h25 (TV Globo) é dia de Peter Pan — ou melhor, Pan (2015), a versão “antes do clássico” que decidiu explicar o que ninguém pediu pra explicar.
📽️ Sobre o que é Peter Pan?
Aqui, Peter é um garoto de 12 anos preso num orfanato sombrio em Londres — até que, numa noite, ele é sequestrado por piratas voadores e jogado na Terra do Nunca, um lugar onde tudo é possível, inclusive um filme infantil falar de mineração, guerra e destino escolhido (calma, é tudo embalado em cor e faísca).
No meio dessa bagunça fantástica, Peter tenta descobrir o segredo da mãe que o deixou no orfanato e vira peça central de uma profecia: ele pode ser o garoto capaz de derrubar o pirata Barba Negra, que usa um pozinho mágico para não envelhecer — porque até vilão quer skincare, só que industrial.
E sim: o “Capitão Gancho” aqui ainda está em fase “colega de aventura”, porque este filme é o prólogo da confusão.
🎯 Para quem é?
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Pra quem gosta de fantasia grandona, cheia de criatura, nave voadora e mundo de videogame.
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Pra quem curte “história de origem” e não liga se ela vem com excesso de explicação.
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Pra ver com criança/ família, desde que ninguém esteja esperando o Peter Pan “tradicional”.
Agora, aviso sincero: se você não curte filme que troca mischief e leveza por “épico barulhento com CGI no talo”, pode achar cansativo. A própria crítica bateu bastante na mistura de roteiro apressado + ação digital gritando “olha eu aqui!”.
🎬 Quem está no elenco?
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Levi Miller como Peter: o garoto-âncora tentando segurar um parque de diversões inteiro nas costas.
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Hugh Jackman como Barba Negra: vilão-mascote com energia de showman perigoso.
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Garrett Hedlund como Hook (ainda não “Gancho” completo): o futuro inimigo em versão “brother de fuga”.
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Rooney Mara como Tiger Lily: e aqui entra a polêmica — o casting foi acusado de whitewashing, e a própria atriz depois disse que lamentou estar “do lado errado” dessa conversa.
Direção: Joe Wright (sim, o mesmo que já brilhou em outros registros, e aqui foi parar num furacão de efeitos).
🔍 Veredicto: Peter Pan (Pan) é bom?
É aquele caso curioso em que o filme tem lampejos de magia, mas vive tropeçando no próprio figurino. A ambição é enorme: reimaginar a Terra do Nunca como um épico moderno, cheio de design e barulho. Só que o roteiro tem pressa, as emoções às vezes não respiram, e a aventura vira um “corre-corre digital” que nem sempre tem o charme travesso que o nome Peter Pan promete.
Também pesa o fato de que foi um tombão de bilheteria: orçamento alto (US$ 150 milhões) e desempenho abaixo do necessário — daqueles que viram estudo de caso do tipo “não basta jogar pó mágico; tem que ter coração”.
Vale o play na sessão da tarde hoje?
Vale se você quer espetáculo visual e clima de aventura; não vale se você quer uma história mais enxuta e encantamento “puro” sem tanto ruído.

