Quando o Diabo se Cansa: o suposto embate entre Keanu Reeves e Al Pacino
Hollywood adora um inferno de bastidores, especialmente quando ele envolve duas entidades místicas: Keanu Reeves, o santo zen do cinema moderno, e Al Pacino, o patrono dos gritos teatrais. Em 1997, o choque cósmico aconteceu em O Advogado do Diabo — filme onde Keanu interpreta um advogado que descobre que seu chefe é literalmente Satanás. E adivinha? Nos bastidores, o clima era… infernal.
Segundo o Los Angeles Times, Pacino teria ficado “enojado” com Keanu. A fofoca de bastidor dizia que o astro de O Poderoso Chefão estava perdendo a paciência com o colega “atrapalhando as falas” e com um sotaque tão ruim que alguém sugeriu dublar o ator. E o veredito anônimo foi cruel:
“Está deixando Pacino maluco. Todos acham que ele está enojado e quer sair do filme. É por isso que está sempre atrasado.”
Nada como um set demoníaco para fazer o Diabo perder a compostura.
O Advogado, o Demônio e o Delay
Os atrasos de Pacino se tornaram notícia recorrente na época. O filme já vinha de uma sucessão de desastres técnicos: troca de diretor de fotografia, demissões, cronogramas explodindo como almas condenadas. E no meio do caos, lá estava Keanu — tentando impressionar o ídolo enquanto o mundo questionava seu talento.
Vale lembrar: o ator ainda carregava a cruz de Drácula de Bram Stoker (1992), onde seu sotaque britânico foi tão doloroso que muitos acreditam que ele inspirou o Brexit.
O Outro Lado do Inferno: versões divergentes
Mas antes de jogarmos Pacino no fogo eterno da grosseria, há o outro lado da moeda — ou melhor, da moeda com a cara de Lúcifer estampada. O produtor Arnold Kopelson defendeu o ator, afirmando:
“Keanu é muito sério no que faz. Ele não erra falas. O sotaque é proposital, do sul.”
O diretor Taylor Hackford, que já tinha tretado com Pacino em outros projetos, também apagou o incêndio com gasolina diplomática:
“Al foi totalmente profissional.”
Ou seja, talvez o suposto “enojado” tenha sido apenas mais um rumor que Hollywood alimenta como quem alimenta o próprio Diabo: com fofoca, café e vaidade.
Keanu Reeves: do inferno à canonização
O mais curioso é como o tempo faz milagres. Na época, Reeves era visto como um rostinho bonito que falava como turista perdido em Londres. Hoje, ele é o Messias do cinema de ação, o homem mais amado da internet e o único ser humano capaz de morrer 48 vezes em John Wick e ainda agradecer ao público.
Se Pacino realmente ficou irritado, o destino teve senso de humor: Keanu Reeves virou o tipo de pessoa que Al Pacino interpreta em filmes — incorruptível, solitário e absurdamente cool.
Bastidores diabólicos: o que realmente aconteceu?
Ninguém sabe ao certo se houve um surto infernal ou apenas um exagero jornalístico. Mas há algo poeticamente irônico nisso:
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Keanu interpretava um advogado aprendendo a resistir à tentação.
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Pacino interpretava o próprio Diabo, um mestre da manipulação e da ira contida.
Ou seja, mesmo se o set tivesse pegado fogo, foi apenas método.
Moral do inferno:
No fim, O Advogado do Diabo entrou para o culto dos filmes deliciosamente pecadores dos anos 90. Pacino entregou um monólogo satânico que até Nietzsche aplaudiria, e Keanu provou que a calma pode vencer até o Inferno — um aprendizado que, quem diria, serviria muito bem para quem perderia o cachorro alguns anos depois.
Hollywood pode ter inventado o Diabo, mas só ela consegue transformá-lo em um problema de RH.

