Prepare-se para correr, rezar e talvez vomitar: o novo capítulo da franquia 28 Days Later não está aqui pra brincar. “Extermínio: Templo dos Ossos” (28 Years Later: The Bone Temple) não é só uma continuação, é um verdadeiro mergulho em pesadelos apocalípticos — com seitas, infectados e o sempre refinado Ralph Fiennes brincando de médico do caos.
📽️ Sobre o que é Extermínio: Templo dos Ossos?
Se você achava que a série 28 Dias Depois já tinha esgotado seu estoque de desespero viral, pense de novo. A trama acompanha Spike (Alfie Williams), um jovem que se junta a uma gangue de fanáticos loiros liderados pelo bizarro Sir Jimmy Crystal (Jack O’Connell) — uma espécie de Jimmy Savile pós-apocalíptico, o que é tão desconfortável quanto parece.
Enquanto isso, o Dr. Ian Kelson (Ralph Fiennes, em modo “psiquiatra com segredos”) tenta encontrar algum sentido no colapso da humanidade — o que inclui uma relação muito, muito peculiar com um infectado sedado chamado Samson. Ah, e tem uma cena deles dançando ao som de Duran Duran. Porque claro que tem.
Tudo isso se desenrola em uma Grã-Bretanha devastada pela Rage Virus, com templos de ossos, culto de doidos e mais drama psicológico do que muito Oscar bait.
🎯 Pra quem é Templo dos Ossos?
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Se você ama filmes de zumbi que não são só sobre zumbi, mas também sobre o quão podre é o ser humano mesmo sem vírus.
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Se você achava que Midsommar era esquisito, mas queria mais tripas, ritual e inglês sujo.
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Se você cresceu com 28 Dias Depois, sobreviveu ao 28 Semanas, curtiu 28 Anos e agora quer um final de trilogia que vai fundo no terror existencial.
Mas atenção: se você quer ação non-stop tipo Resident Evil, talvez fique frustrado. Esse aqui é mais “filme de horror cerebral com febre” do que “tiroteio contra zumbis”.
🎬 Quem está no elenco?
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Ralph Fiennes entrega uma performance de arrepiar como Dr. Kelson — o tipo de personagem que parece calmo demais pra alguém que sedava um zumbi gigante no porão.
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Jack O’Connell está deliciosamente repulsivo como o líder cultista Sir Jimmy Crystal — pense num Lorde das Moscas com peruca platinada e zero empatia.
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Alfie Williams traz vulnerabilidade à jornada de Spike, o protagonista improvável.
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Chi Lewis-Parry rouba a cena como Samson, o infectado alfa que carrega tanto medo quanto melancolia (e dezenas de quilos de próteses).
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E sim, Cillian Murphy volta como Jim, num final que reativa o multiverso dos suados — agora com barba grisalha e olhar de quem viu o inferno.
📏 A direção e os bastidores
Com direção de Nia DaCosta (Candyman, The Marvels), o filme muda o tom frenético de Danny Boyle por algo mais metódico e psicológico. A cineasta quis fazer um filme que falasse sobre o mal, não só o infectado — o que talvez explique a seita com nome “os Jimmys”, que parece saída de um pesadelo bizarro da BBC.
Destaque também para o visual: os infectados estão mais grotescos do que nunca, graças a próteses que levavam 8 horas pra aplicar e podiam ser usadas uma única vez. Cada cena é úmida, densa, suja — do jeitinho que os fãs de apocalipse adoram.
🔎 Onde assistir?
Extermínio: Templo dos Ossos estreou nos cinemas do Reino Unido em 13 de janeiro como parte de uma sessão dupla com 28 Years Later, e chega aos cinemas do Brasil em 15 de janeiro. Ainda não há confirmação oficial para o streaming, mas você pode esperar um lançamento futuro nas plataformas da Sony Pictures.
🤔 Veredicto: Templo dos Ossos vale a pena?
Sim — se você tiver estômago, mente aberta e um pouco de cinismo sobre a natureza humana. Com uma trama cheia de camadas (e cadáveres), atuações impactantes e uma direção que valoriza o clima sufocante, Templo dos Ossos é um capítulo mais sombrio e filosófico da saga.
Ele aprofunda o horror não só do vírus, mas de quem nos tornamos quando a civilização cai. E faz isso com estilo, coragem, e uma trilha sonora inesperada com Duran Duran.
No fim das contas, é como entrar num culto só pra ver no que dá. E spoiler: dá ruim.

