Será que vale a pena ver o filme da sessão da tarde hoje? Se você está no clima de romance com prazo de validade (e aquele jeitão de “o universo é um roteirista dramático”), a Globo te serve A Vida Em Um Ano nesta quarta-feira, 21, logo depois de Terra Nostra, a partir das 15h25.
📽️ Sobre o que é A Vida Em Um Ano?
Daryn é o garoto “exemplo” do colégio: talentoso, focado, com a vida planejada no modo planilha (e com a pressão familiar como trilha sonora). Aí ele conhece Isabelle — 17 anos, misteriosa, livre, aquela pessoa que parece ter saído de um videoclipe indie com luz bonita e decisões impulsivas.
Quando Isabelle revela que enfrenta uma doença grave e pode não ter muito tempo, Daryn surta… mas surta com propósito: decide fazer com que eles vivam, em um único ano, experiências que “valeriam” por uma vida inteira. É o tipo de história que não pede permissão pra apertar seu coração — ela chega, senta no sofá e já abre o álbum de memórias.
🎯 Para quem é?
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Pra quem curte romance dramático com vibe “playlist triste de domingo”, tipo A Culpa é das Estrelas e Um Amor para Recordar — só que com energia mais “geração streaming”.
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Pra quem gosta de histórias sobre aprender a viver (e não só cumprir metas), com pai controlador, sonhos engavetados e aquele choque de realidade que muda tudo.
Agora, se você tem alergia a filme que joga pesado na emoção — sem vergonha, sem moderação, sem hidratação — talvez seja melhor passar longe. Não é comédia romântica; é romance com lenço oficial.
🎬 Quem está no elenco?
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Jaden Smith (Daryn): o protagonista entre “Harvard ou nada” e “ok, talvez eu queira ser eu mesmo”.
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Cara Delevingne (Isabelle): a faísca imprevisível que vira o eixo emocional do filme.
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Cuba Gooding Jr. e Nia Long: os pais que colocam “pressão” como matéria obrigatória da casa.
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Direção: Mitja Okorn. E sim, tem o “clã Smith” nos bastidores: Will Smith e Jada Pinkett Smith como produtores executivos via Overbrook.
🔍 Veredicto: A Vida Em Um Ano é bom?
É um melodrama assumido — e isso é elogio, não xingamento. O filme não finge ser sutil: ele quer te fazer sentir. Ele pega aquele dilema universal (“estou vivendo por mim ou por expectativas?”) e coloca um relógio em cima, fazendo tudo parecer mais urgente, mais bonito e mais dolorido.
Funciona melhor quando deixa os personagens respirarem — quando não tenta transformar cada cena num “momento lição de vida”. Mas, como cinema de tarde, ele entrega exatamente o que promete: romance, intensidade, e a sensação de que você devia mandar mensagem pra alguém que você ama (ou pelo menos beber água e respeitar seus sentimentos).
Vale o play? Vale, se você estiver preparado pra sair um pouco amassado — do jeito bom.

