Será que vale a pena ver o filme da Tela Quente de hoje? Se você acha que todo conflito de geração começa com um “no meu tempo…” e termina com um “desliga esse celular”, Meu Avô Stanislau chega para provar que o choque entre mundos pode render mais do que bronca: rende afeto, identidade e amadurecimento. O telefilme nacional inédito estreia nesta segunda-feira, 02/02, na Tela Quente, às 23h10, logo após o Big Brother Brasil, repetindo o ritual do Cine BBB.
📽️ Sobre o que é Meu Avô Stanislau?
Bóris (Fhelipe Gomes) é um adolescente de 17 anos, gamer promissor, que troca a madrugada pelo teclado e paga o preço: perde a prova do ENEM depois de virar a noite online. A mãe, Natália — enfermeira sempre correndo contra o relógio — toma a decisão que todo jovem teme: desconectar o filho do mundo virtual e mandá-lo para passar uma semana na casa do avô, Stanislau (Ranieri Gonzalez), em uma colônia rural de Prudentópolis, no interior do Paraná.
добы Uma semana longe do campeonato decisivo, sem internet confiável e cercado por tradições que parecem saídas de um museu. Para Bóris, é castigo. Para Stanislau, líder comunitário envolvido na preservação da cultura ucraniana da região, é rotina. O filme acompanha essa convivência forçada que, aos poucos, vira parceria improvável — e transforma bronca em aprendizado mútuo.
🎯 Para quem é?
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Para quem gosta de histórias de amadurecimento sem cinismo.
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Para pais e filhos que já brigaram por causa de tela, horário e futuro.
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Para quem acredita que identidade também se aprende fora da internet.
Se você procura ação frenética ou reviravolta mirabolante, ajuste a expectativa: aqui o drama é humano, não algorítmico.
🎬 Quem está no elenco?
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Fhelipe Gomes segura Bóris com naturalidade, evitando o clichê do “jovem viciado em games” e encontrando nuance na frustração e no medo de falhar.
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Ranieri Gonzalez entrega um Stanislau firme e afetuoso, desses avôs que ensinam sem palestra — e cuja autoridade vem da história.
A direção é de Guto Pasko, que opta por um olhar contido, valorizando o tempo do interior, as paisagens e os rituais como personagens da trama.
🔎 Por que Meu Avô Stanislau importa?
Porque fala de algo urgente sem gritar: o abismo entre gerações num país que muda rápido. O filme não demoniza a tecnologia nem idealiza o passado; prefere o caminho mais difícil — o do encontro. Ao colocar um gamer em choque com uma comunidade que luta para manter tradições vivas, a história sugere que o futuro não precisa apagar o que veio antes.
📺 Cine BBB + Tela Quente
Exibido no Cine BBB e na Tela Quente, o filme integra a estratégia de valorizar produções nacionais recentes, com alcance de TV aberta. Boa notícia pra quem precisa dormir cedo: depois da exibição, o longa entra no catálogo do Globoplay.
🔍 Veredicto: Meu Avô Stanislau é bom?
É sensível, honesto e oportuno. Não tenta ser manifesto geracional nem drama lacrimoso. Prefere o detalhe: o silêncio constrangedor, o gesto aprendido, a conversa que finalmente acontece. Em tempos de atenção fragmentada, é um filme que pede escuta — e entrega recompensa emocional sem apelar.
Assistir a Meu Avô Stanislau é lembrar que crescer não é escolher entre passado e futuro, mas aprender a ligar os dois.
Vale o play? Vale — especialmente numa segunda à noite, quando a vida pede pausa e conexão de verdade.

