Será que vale a pena ver o filme da Tela Quente de hoje? Se monstro pra você é pingar notificação às 3h da manhã, Desaparecida (Missing, 2023) vai te dar mais medo do que qualquer fantasma com corrente. Segunda, 24 de novembro, às 22h25, na Globo — programa ideal para quem abre 27 abas no navegador e ainda chama isso de “organização”.
️ Sobre o que é Desaparecida?
June (Storm Reid) está em DR eterna com a mãe, Grace (Nia Long). A mãe viaja com o novo namorado para a Colômbia e… some do mapa. Sem FBI de plantão e com a paciência no modo avião, June parte para a única força-tarefa que o século 21 respeita: ela, um notebook e wi-fi. Em vez de corredores escuros e sustos com violino, o filme arma um labirinto de telas, logins, câmeras de segurança, geolocalização, históricos e traduções automáticas. Cada clique é pista, cada notificação é cilada; é CSI filmado por dentro do Chrome. A dupla Nicholas D. Johnson & Will Merrick — montadores de Buscando (Searching) — pega o “gimmick” e o vira linguagem: o quadro respira, as janelas flutuam, os apps contam história. E a graça não é só o truque visual; é o comentário sobre confiança, controle e a persona online que fabricamos dos outros (e de nós mesmos).
Para quem é?
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Fãs de suspense “cérebro-na-tomada”: se você curtiu Buscando e Gone Girl, mergulhe sem medo.
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Quem acha “filme de tela” gimmick: aqui a linguagem é a arma, não enfeite.
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Se você trava ao ver 37 abas abertas, talvez… não abra a 38ª.
Quem está no elenco?
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Storm Reid segura o filme no muque (e no mouse).
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Nia Long dá o peso emocional que nos puxa pra dentro do mistério.
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Ken Leung, Daniel Henney e Amy Landecker completam a roleta de “em quem dá pra confiar?”.
Direção da dupla Nicholas D. Johnson & Will Merrick, a partir de história de Sev Ohanian & Aneesh Chaganty (o time de Buscando).
Veredicto: Desaparecida é bom?
É CSI filmado por dentro do navegador: tenso, inventivo e autoconsciente. As reviravoltas chegam em cascata — algumas geniais, outras deliciosamente insanas — e o filme ainda cutuca nossa tara por true crime. Ver é como cair no buraco negro de abas e, quando percebe, já entregou o RG pra um site duvidoso.
É ótimo — tenso, inventivo e autoconsciente. Funciona como um “true crime” comentando a própria viralização: no prólogo, o caso de Buscando aparece como série da Netflix, e a gente percebe que virou plateia de tragédias digitalizadas. As viradas chegam num ritmo que beira o absurdo — e é justamente por isso que diverte. O filme te puxa pela curiosidade e te segura pelo medo plausível: não tem demônio, mas tem um histórico de buscas que você preferia esquecer. É suspense compacto que respeita sua inteligência, sem perder o prazer de te fazer gritar “ah, não, não era isso!”. Se vale o play? Vale — e vale ativar o 2FA antes.
Assista ao trailer
https://www.youtube.com/watch?v=seBixtcx19E
FAQ – Desaparecida (Missing, 2023)
É sequência direta de Buscando?
Não. É uma história independente no mesmo universo. O caso do primeiro filme aparece como série “true crime” dentro deste.
O formato “na tela” ainda funciona?
Sim. Aqui é a linguagem, não enfeite. O movimento das janelas e o ritmo das notificações conduzem a narrativa.
É baseado em fatos reais?
Não literalmente, mas ecoa o modelo de investigações virais e casos midiáticos que você maratona sem admitir.
Preciso ver Buscando antes?
Não. As referências são bônus, não pré-requisito.
É assustador ou só tenso?
Mais tenso do que assustador. É um quebra-cabeça policial com motor de thriller.
Por que o final é tão comentado?
Porque a última meia hora vira montanha-russa de plot twist: alguns geniais, outros deliciosamente insanos. Quer detalhar? A gente faz um “final explicado” depois. Quer saber o que acontece? Leia aqui.
Vale rever?
Vale, mas a primeira experiência é imbatível. Na revisão, o prazer está nas conexões, não no susto.
Serviço — tela quente hoje: Desaparecida (2023), segunda, 24/11, 22h25 (após a novela), na TV Globo.

