Será que vale a pena ver o filme da temperatura máxima hoje? Se você topa um domingo em que a diversão vem com vulcão em erupção, leilão de dinossauro e um “raptor do mal” com energia de filme de terror, então senta que lá vem Bayona fazendo Jurassic virar “casa mal-assombrada com dentes”.
Neste domingo (22/02/2026), a TV Globo exibe Jurassic World: Reino Ameaçado na Temperatura Máxima, às 13h (logo após o Esporte Espetacular).
📽️ Sobre o que é Jurassic World: Reino Ameaçado?
Três anos depois do parque fechar as portas (e abrir o caos), a Ilha Nublar vai explodir. Literalmente. Aí Claire vira ativista pró-dino, Owen volta a fazer cara de “pai do raptor”, e os dois retornam pra “salvar os bichos”. Só que o roteiro puxa o tapete e revela o verdadeiro esporte do filme: gente rica tentando monetizar dinossauro como se fosse NFT com garras.
A primeira metade é “apocalipse tropical”: corre-corre, lava, estampede e aquele clima de “ninguém aprende nada”. A segunda metade muda de gênero sem avisar: vira thriller gótico numa mansão, com leilão clandestino e a chegada do Indoraptor, um híbrido que parece ter sido criado por um adolescente edgy com acesso a laboratório.
🎯 Para quem é?
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Pra quem gosta de Jurassic com mais trevas e susto, menos “parque temático feliz”.
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Pra quem curte a vibe “filme que começa como aventura e termina como terror de corredor”.
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Pra quem quer ver dinossauro solto e não liga se a lógica for atropelada por um T-Rex.
Passe longe se:
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você quer o encanto inocente do Jurassic Park original. Aqui é “capitalismo tardio encontra raptor assassino”.
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você se irrita com franquia que vive de “piorar a ideia pra parecer maior”.
🎬 Quem está no elenco?
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Chris Pratt (Owen Grady): o domador de raptor mais teimoso do cinema, no modo “pai solteiro da Blue”.
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Bryce Dallas Howard (Claire Dearing): finalmente ganha mais agência — e ainda tem que lidar com dinossauro e com gente pior que dinossauro.
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BD Wong (Dr. Wu): o cientista que nunca diz “foi mal” e sempre diz “é pelo progresso”.
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Jeff Goldblum (Ian Malcolm): aparece como tempero filosófico: entra, solta verdades e sai.
🔍 Veredicto: Jurassic World: Reino Ameaçado é bom?
É um filme divertido e frustrante — como um brinquedo caro que range, mas você brinca mesmo assim.
J. A. Bayona injeta estilo: enquadramentos lindos, atmosfera sombria, set pieces com pegada de horror. O problema é que o roteiro às vezes parece um comitê gritando “PRECISAMOS DE MAIS COISA!” — mais dinossauro, mais vilão caricato, mais reviravolta, mais “olha esse híbrido novo”. E aí você sente a franquia tentando te vender o medo como upgrade.
Mesmo assim, funciona como entretenimento de domingo: tem espetáculo, tem tensão, tem a cena emocional que quer te destruir (você sabe qual é), e tem dinossauro lembrando a humanidade que o planeta sempre foi mais interessante sem a gente mandando em tudo.
Vale o play na temperatura máxima hoje? Vale — especialmente se você aceita um Jurassic que vira “terror com orçamento bilionário”.

