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Trailer Morro dos Ventos Uivantes: Emerald Fennell transforma o clássico de Emily Brontë em um épico erótico com Margot Robbie e Jacob Elordi

Emerald Fennell não está interessada em repetir fórmulas — ela está interessada em explodir corações.
Após os provocantes Promising Young Woman (2020) e Saltburn (2023), a diretora britânica retorna com um dos projetos mais ousados de sua carreira: uma nova adaptação de Wuthering Heights (O Morro dos Ventos Uivantes), o clássico romântico e selvagem de Emily Brontë, agora filtrado por uma lente moderna, erótica e deliciosamente escandalosa.

O filme chega aos cinemas no Dia dos Namorados de 2026 (13 de fevereiro), mas o trailer já deixou o público em combustão.


O amor que destrói: a visão febril de Fennell

Esqueça o romance melancólico e gótico que você leu na escola.
Na versão de Fennell, Wuthering Heights vira uma história sobre obsessão, desejo e poder, com Margot Robbie interpretando Cathy e Jacob Elordi assumindo o papel de Heathcliff, o anti-herói cuja paixão doentia pela protagonista o leva à insanidade — e à imortalidade literária.

“Uma imaginação ousada e original de uma das maiores histórias de amor de todos os tempos”,
promete a sinopse oficial divulgada pela Warner Bros.

Segundo o estúdio, a nova adaptação é um mergulho febril em luxúria, amor e loucura, em um universo onde a sensualidade substitui o sentimentalismo.


Elenco de estrelas e decisões que já causam polêmica

Fennell não tem medo de chocar.
Sua escolha de elenco e estética já está gerando debates acalorados:

  • Margot Robbie, de 35 anos, interpreta uma Cathy adolescente — uma inversão proposital para explorar as distorções do desejo e da memória.

  • Jacob Elordi, australiano e loiro, interpreta um personagem descrito no livro como “de pele escura”, o que transformou o debate em uma reflexão sobre raça, classe e apropriação no cinema britânico.

  • Charli XCX assina a trilha sonora completa, com novas canções que reimaginam o século XVIII em batidas eletrônicas — porque, segundo Fennell, “Cathy sempre foi uma pop star aprisionada no tempo”.

Com Hong Chau, Shazad Latif, Alison Oliver, Martin Clunes e Ewan Mitchell no elenco, o filme mistura tradição e subversão com a precisão de uma bomba-relógio emocional.


Charli XCX e o som da paixão

Fennell é uma diretora que entende de ritmo — e a música, desta vez, é quase uma personagem.
Charli XCX criou um álbum inteiro de faixas inéditas, descritas como “baladas góticas para dançar no inferno”.

O primeiro single, “Wild Like the Wind”, já foi usado no trailer e mistura harpas barrocas com sintetizadores explosivos, sintetizando perfeitamente o espírito da adaptação: entre o sublime e o vulgar, o trágico e o sexy.


Jacob Elordi: “Vai destruir seu coração”

Em entrevista recente, Jacob Elordi descreveu o projeto como “dolorosamente lindo” e garantiu que a experiência de filmar o longa foi “emocionalmente exaustiva, quase traumática”.

“Este filme vai obliterar seu coração.
É o tipo de história que te suga para dentro e te deixa sem fôlego”,
disse o ator à Variety.

Robbie, por sua vez, definiu a direção de Fennell como “um convite ao colapso”.
A atriz, que também produz o filme ao lado de Fennell e Josey McNamara, afirmou que o projeto é “uma mistura de Shakespeare, Lana Del Rey e tempestade elétrica”.


️ Emerald Fennell: da ironia ao delírio

Fennell, que escreve e dirige o longa, descreveu seu Wuthering Heights como “um filme sobre os amores que queremos esquecer, mas que nos definem”.

“Cathy e Heathcliff são tóxicos, mas também são trágicos.
Quis entender o que acontece quando a paixão se torna uma doença, e o amor, uma forma de possessão”,
declarou a diretora em comunicado.

Sua assinatura está por toda parte: o humor ácido, a estética saturada e o prazer em transformar o desconforto em espetáculo.
Assim como em Saltburn, Fennell parece usar a beleza como armadilha e o escândalo como espelho.


Entre a paixão e a insanidade

No trailer, vemos Cathy (Robbie) e Heathcliff (Elordi) rodopiando entre o amor e a destruição — beijos que parecem punhos, promessas que soam como maldições.
A fotografia de Linus Sandgren (La La Land) acentua o contraste entre a natureza selvagem e o erotismo quase teatral das cenas, enquanto o figurino mistura rendas vitorianas com cortes futuristas.

“Não é sobre realismo. É sobre febre”,
explica Fennell.


Estreia e legado

Wuthering Heights estreia mundialmente em 13 de fevereiro de 2026, estrategicamente na véspera do Dia dos Namorados — o tipo de ironia romântica que a própria Fennell deve estar saboreando.

O filme promete ser um divisor de águas na carreira da diretora:
ou a consagra como a nova voz radical do cinema contemporâneo,
ou a transforma na cineasta mais corajosa (e controversa) de sua geração.

Seja qual for o resultado, uma coisa é certa: ninguém vai sair ileso de Wuthering Heights.