Será que vale a pena ver o filme da Temperatura Máxima de hoje? Se a sua ideia de “domingo em família” inclui dois titãs resolvendo traumas na base do tapa, com Hong Kong virando maquete de luxo, então sim: a Globo está prestes a transformar sua tarde numa aula prática de destruição civil.
Neste domingo, 01/03/2026, a TV Globo exibe Godzilla vs. Kong na Temperatura Máxima, a partir das 13h00, logo após o Esporte Espetacular.
Sobre o que é Godzilla vs. Kong?
Kong é arrancado da sua ilha numa missão científica que promete “descobrir as origens dos Titãs” — tradução: “vamos mexer onde não devemos”. No caminho, ele tromba com um Godzilla que, do nada, começa a agir como se a humanidade tivesse riscado o carro dele. O mundo assiste ao réptil atômico virar o fiscal do apocalipse, enquanto cientistas e executivos com cara de PowerPoint tentam explicar “o que está por trás” dessa agressividade.
A cereja radioativa do bolo? O filme expande a mitologia do MonsterVerse com a Terra Oca, um “porão do planeta” onde a natureza guarda segredos do tamanho de um arranha-céu — e com a mesma vontade de te matar.
Para quem é?
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Para quem vive pelo espetáculo: pancadaria gigante, neon, chuva, rugido e vidro estourando em câmera lenta.
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Para fãs do MonsterVerse que já aceitaram a filosofia da franquia: “personagem humano existe para levar a gente até a próxima luta”.
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Para quem curte energia “videogame AAA”: fases (oceano, Terra Oca, Hong Kong), bosses e upgrade visual.
Evite se:
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Você quer drama humano profundo. Aqui o coração do filme tem escamas e pelos.
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Você se irrita com ciência usada como desculpa para o caos. A Terra Oca não pede permissão.
Quem está no elenco?
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Alexander Skarsgård: o cientista/aventureiro que entra na Terra Oca com a calma de quem acha que “vai dar bom”.
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Rebecca Hall: a especialista em Kong com vibe “Jane Goodall do fim do mundo”.
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Millie Bobby Brown: a adolescente que fareja conspiração melhor do que muito adulto com crachá.
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Brian Tyree Henry: o conspiracionista/podcaster que prova que paranoia também pode ser cardio.
E, claro, os verdadeiros protagonistas: -
Godzilla (energia: “natureza cobrando boleto”)
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Kong (energia: “rei injustiçado com punhos do tamanho de um carro”)
Veredicto: Godzilla vs. Kong é bom?
É exatamente o que promete: um ringue IMAX disfarçado de filme. Adam Wingard entende que ninguém liga para a “reunião de estratégia” quando há dois ícones prestes a se arrebentar. E quando o filme chega em Hong Kong, com aquele visual de neon e destruição coreografada, vira um show de fogos que morde.
Agora, o aviso honesto: os humanos aqui são, muitas vezes, o intervalo comercial entre socos. Mas tudo bem — porque o filme é sobre escala, impacto e catarse. Em 2021, no auge da ressaca pandêmica, ele virou símbolo da volta do blockbuster ao modo “evento”.
Vale o play na temperatura máxima hoje? Vale. É pipoca com raio atômico.
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