O romance adolescente que a Netflix transformou na nova febre do streaming
Sabe aquele fenômeno de ver um livro meio esquecido na estante da livraria e, de repente, ele tá na quarta posição dos mais vendidos? Pois é. Patinando no Amor, da Lynn Painter, não tá bombando à toa. A Netflix estreou a adaptação em janeiro e, como num passe de mágica (ou num bom algoritmo de marketing), o livro decolou nas vendas brasileiras.
Lynn Painter virou a nova queridinha das comédias românticas young adult depois que Melhor do que nos Filmes virou série e conquistou a geração que cresceu vendo Para Todos os Garotos que Já Amei na própria Netflix. Agora, com Patinando no Amor, ela repete a fórmula: romance fofo, protagonista carismática, triângulo amoroso light e aquele humor autocrítico que funciona tanto no papel quanto na tela.
O livro conta a história de Wes e Liz, que fingem namorar para dar um gelo nos seus respectivos ex-namorados (porque, claro, fake dating nunca falha). Ela patina artisticamente, ele joga hóquei. É basicamente The Cutting Edge (1992) encontra 10 Coisas que Eu Odeio em Você, só que sem a sobrancelha levantada do Heath Ledger.
A trama é previsível? Sim. Funciona? Absolutamente. Painter escreve com timing cômico afiado e sabe exatamente quando jogar a cena fofa ou a reviravolta dramática. O segredo não tá em reinventar a roda — tá em fazer a roda girar bem gostoso.
E por que isso importa pro Cinema de Buteco? Porque estamos vendo em tempo real o mercado editorial virar banco de testes do streaming. Se o livro vende, vira série. Se viraliza no TikTok, ganha adaptação. Patinando no Amor é mais um tijolo nessa ponte entre a página e a tela — e a Netflix tá construindo um império de comédias românticas adolescentes que podem, sim, se tornar a próxima Outer Banks ou Heartstopper.
Enquanto isso, Rivalidade Ardente da Rachel Reid (outro romance de hóquei, inclusive) tá em primeiro lugar. Coincidência? Não. O romance esportivo virou nicho quente. Se você acha que gelo é só pro whisky, pensa de novo.
E a Série?
A Netflix lançou Patinando no Amor em 25 de janeiro de 2026 com oito episódios e a série já chegou ao top 1 no Brasil em menos de uma semana. Mundialmente, tá em segundo lugar no ranking da plataforma, segundo o Flixpatrol. Ou seja: não é só brasileiro que tá shipando, não.
A produção é uma coprodução da Netflix com o Family Channel do Canadá, realizada pela WildBrain. No elenco: Nicole Volossetski, Cale Ambrozic, Olly Atkins, Harmon Walsh, Millie Davis e Kimberly-Sue Murray. Nomes que você provavelmente não conhecia ontem, mas que vão virar crush de metade do Twitter até o final do mês.
A série segue Adriana Russo (não, não é a Wes do livro — adaptações mudam nomes, lidemos com isso), uma patinadora de elite que finge namorar o novo parceiro de duplas, Brayden Elliot, pra atrair patrocinadores. Só que, claro, o ex-amor Freddie O’C volta ao circuito e bagunça tudo. É triângulo amoroso, drama esportivo e fake dating num pacote só. Funciona? Olha o ranking.
Se Patinando no Amor conseguiu o mesmo carisma na tela que tem no papel, a resposta tá clara: tá funcionando pra caramba. A Netflix dominou esse mercado com Para Todos os Garolos, A Barraca do Beijo e Heartstopper. Agora Lynn Painter é a autora da casa — tipo o que a HBO fez com George R.R. Martin, só que com menos decapitações e mais beijos na chuva.
Conclusão: A Netflix acertou de novo — e você já tá maratonando
Se você torce o nariz pra romance teen, relaxa: ninguém tá pedindo pra você largar Tarkovsky. Mas se você curte uma comédia romântica gostosa, com química boa e zero pretensão, Patinando no Amor entrega. E o livro bombando nas vendas só prova: quando a Netflix acerta, acerta feio.
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