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Rivalidade Ardente – O romance esportivo hot que inspirou a série de TV chega às livrarias

Tem histórias que começam com “era uma vez” e outras que começam com “escrevo romances queer sexualmente explícitos sobre jogadores de hóquei”. Rachel Reid (nome artístico de Rachelle Goguen) optou pela segunda opção. E olha, deu tão certo que agora a HBO Max está distribuindo a adaptação do seu livro Rivalidade Ardente (Heated Rivalry) no Brasil a partir de 13 de fevereiro.

Sim, você leu direito: uma autora canadense da província de Nova Escócia escreveu fanfiction homoerótica sobre atletas de hóquei no gelo, publicou anonimamente na internet achando que era “inadaptável” e, alguns anos depois, está vendo seus personagens Shane Hollander e Ilya Rozanov brilharem no Globo de Ouro e quebrarem a internet com edições de fãs.

Se isso não é a definição de “plot twist da vida real”, eu não sei o que é.

De Fanfic Anônima a Fenômeno Cultural (Ou: Como Rachel Reid Calou a Boca de Todo Mundo)

Vamos contextualizar: em 2019, quando Heated Rivalry foi publicado como o segundo livro da série Game Changers, o universo dos romances esportivos LGBT ainda era considerado nicho dentro de nicho. Rachel escrevia sob pseudônimo, postava na internet e provavelmente nem sonhava com adaptação para TV.

A premissa? Shane Hollander, capitão do Montreal Voyageurs, é o garoto-propaganda do hóquei: talentoso, focado, reputação impecável. Ilya Rozanov, capitão do Boston Bears, é o russo arrogante, sexy e autoproclamado “rei do gelo”. Os dois são rivais mortais dentro da pista. Fora dela? Bem… a tensão sexual é tão palpável que poderia derreter o gelo todo do rinque.

O relacionamento secreto entre eles se estende por oito anos, recheado de encontros às escondidas, mensagens sigilosas e aquele drama delicioso de “ninguém pode saber ou nossas carreiras vão pro espaço”. É basicamente Brokeback Mountain no gelo, mas com muito mais sexo explícito e menos tragédia.

Por Que “Rivalidade Ardente” Funciona Tão Bem?

Primeiro: Rachel Reid sabe escrever química entre personagens. O livro não é só “atletas gostosos transando” (embora tenha bastante disso, não vamos mentir). É sobre dois homens que precisam esconder quem realmente são em um esporte notoriamente conservador, onde não existe nenhum jogador abertamente gay em atividade na NHL (Liga Nacional de Hóquei).

A rivalidade pública entre Shane e Ilya serve como cortina de fumaça perfeita. Ninguém suspeitaria que esses dois, que se odeiam dentro de quadra, na verdade se encontram em quartos de hotel para… bem, você entendeu.

Segundo: o livro equilibra perfeitamente esporte, romance e questões sociais. Reid não romantiza a homofobia do mundo esportivo — ela coloca os personagens para enfrentar esse medo genuíno de exposição. O drama não é fabricado; é real e palpável.

Terceiro: tem final feliz. E isso importa. Como a própria Rachel disse em entrevista: “Simplesmente não há muitas séries com final feliz, com a alegria queer. Talvez não precisemos matar um deles antes do fim.”

(Sim, ela mandou uma indireta para todo roteirista que acha que personagem LGBT precisa sofrer eternamente ou morrer tragicamente. E está coberta de razão.)

A Série: Fiel ao Livro (O Que É Raro Pra Caramba)

A adaptação da HBO Max tem seis episódios e, segundo Rachel Reid, é “a adaptação mais fiel que ela já viu”. Isso é praticamente um milagre no mundo das adaptações literárias, onde normalmente os fãs ficam arrancando os cabelos porque mudaram tudo.

Connor Storrie interpreta Ilya Rozanov e Hudson Williams é Shane Hollander. Os dois entregam química de sobra — tanto nas cenas de confronto dentro do rinque quanto nas cenas íntimas (que, pelos relatos, não economizam em nada).

A série já foi sucesso nos EUA e Canadá quando estreou em novembro de 2025, levando os livros de Rachel Reid para a lista de mais vendidos do New York Times em dezembro. No Reino Unido, os pedidos de pré-venda dos livros impressos aumentaram 700% em janeiro. A HarperCollins precisou fazer várias tiragens extras para dar conta da demanda.

No Brasil, a Editora Alt lança Rivalidade Ardente em 5 de fevereiro (versão impressa por R$ 59,90 e e-book por R$ 44,90), oito dias antes da série estrear na HBO Max. Timing perfeito para você ler o livro, se apaixonar pelos personagens e depois assistir tudo de novo com rostos.

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Romance Esportivo: O Subgênero Que Explodiu nos Anos 2020

Se você está pensando “romance sobre esporte? sério?”, saiba que você está por fora do maior boom literário da década.

O romance esportivo disparou nos últimos quatro a cinco anos, segundo a agente literária Saskia Leach. Hóquei, futebol, Fórmula 1, rugby, boxe — se tem atleta suado e tensão dramática, tem romance. E tem público.

Aimee Cummings, dona da livraria Love Stories em Cardiff, diz que desde o primeiro dia recebeu pedidos de Rivalidade Ardente. “É um nicho dentro de nicho, mas a demanda é enorme”, ela afirma.

Outros sucessos recentes incluem Binding 13: Marcação Cerrada no Amor de Chloe Walsh (sobre rugby) e diversos romances ambientados na Fórmula 1. A lógica é simples: pega atletas atraentes, adiciona drama, tempera com química sexual e pronto — receita de best-seller.

Por Que as Mulheres Amam Romances Gay Entre Atletas?

Essa é a pergunta que pipoca nas redes sociais desde que Heated Rivalry explodiu. Nos eventos de exibição coletiva da série, a maioria do público é feminina. No Reddit e TikTok, a discussão ferve.

A resposta mais simples? Mulheres consomem romance. Sempre consumiram. Ficção LGBT não é exceção.

Bethan Smith, 26 anos, em entrevista à BBC disse: “Não acho novidade que as mulheres se interessem em ficção queer. Acho que, só porque se tornou tão popular, as pessoas se perguntam ‘por que as mulheres gostam disso?’ Onde será que elas estavam nos últimos tempos?”

Rachel Reid tem opinião ainda mais direta: “Obviamente, os livros têm muitas mulheres leitoras porque são elas que leem romances, que leem ficção em geral.”

E tem outra coisa: as pessoas cansaram do padrão heteronormativo de sempre. Bridgerton mostrou que romance picante pode ser mainstream. Rivalidade Ardente apenas levou isso para outro nível — com personagens LGBT, sem apologias e sem finais trágicos.

O Livro vs. A Série: O Que Esperar?

O livro tem 360 páginas de pura tensão sexual, drama emocional e hóquei. Rachel Reid não economiza nas cenas quentes — este não é um romance “fade to black”. Se você é pudico, talvez não seja pra você. Se você curte romance adulto bem escrito, com personagens tridimensionais e química explosiva, vai devorar.

A série segue fielmente o livro, mas com o bônus de ver tudo ganhar vida. As cenas de hóquei são eletrizantes. As cenas íntimas são… bem, íntimas mesmo. E o desenvolvimento do relacionamento entre Shane e Ilya ao longo de oito anos ganha ainda mais peso quando você vê as expressões, os gestos, o não-dito.

Ler o livro antes ou depois da série? Tanto faz. Cada experiência tem seu valor. Mas se você quer entrar no universo Game Changers completo, comece pelo livro — porque ele é o segundo da série, e tem outros títulos explorando diferentes atletas e romances.

Entenda o fenômeno Heated Rivalry

A Série Game Changers: Mais Hóquei, Mais Romance, Mais Drama

Rivalidade Ardente faz parte da série Game Changers, que tem outros romances ambientados no mundo do hóquei profissional. Cada livro foca em um casal diferente, mas os personagens aparecem interligados.

Rachel Reid já anunciou um novo romance focado em Shane e Ilya chamado Unrivaled (“Imbatíveis”). Ou seja: se você shippar esse casal, tem mais conteúdo vindo por aí.

A boa notícia é que cada livro funciona como standalone — você pode ler fora de ordem. A má notícia é que depois de ler um, você vai querer ler todos. É viciante desse jeito.

Por Que Você Deveria Ler (Mesmo Se Não Ligar Pra Hóquei)

Olha, vou ser direto: você não precisa entender nada de hóquei para curtir Rivalidade Ardente. O esporte é cenário, não o foco. É como Top Gun — ninguém assiste por causa dos aviões.

Você deveria ler porque:

  1. É romance adulto bem escrito — Rachel Reid sabe construir personagens complexos e relacionamentos críveis
  2. Tem representatividade genuína — sem estereótipos, sem punição narrativa para personagens LGBT
  3. É sexy sem ser gratuito — as cenas picantes servem ao desenvolvimento do relacionamento
  4. Tem final feliz — e depois de anos consumindo tragédias queer, todo mundo merece ver personagens LGBT sendo felizes
  5. É viciante — você vai começar “só pra dar uma olhada” e terminar o livro em dois dias

Onde Encontrar o Livro?

A Editora Alt lança Rivalidade Ardente no Brasil em 5 de fevereiro de 2026. Versão impressa por R$ 59,90 e e-book por R$ 44,90.

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Se você manja de inglês, os outros livros da série Game Changers estão disponíveis em inglês na Amazon. Mas segura a ansiedade — é bem provável que a Alt traga os outros títulos se Rivalidade Ardente vender bem por aqui.

O Veredicto Final

Rivalidade Ardente é prova viva de que fanfiction pode virar literatura mainstream de qualidade. É romance adulto, é representatividade LGBT no esporte, é drama com final feliz. Rachel Reid pegou um tema que muitos considerariam “inadaptável” e criou um fenômeno cultural.

A série da HBO Max vai explodir no Brasil. O livro vai vender. E você, que está lendo isso fingindo que não está interessado, vai acabar clicando no link da Amazon “só pra dar uma olhada na sinopse” e vai acordar às 4 da manhã lendo o último capítulo.

Eu conheço o tipo. Pode admitir.

Rivalidade Ardente estreia na HBO Max em 13 de fevereiro. O livro sai dia 5. Você tem uma semana para ler antes da série. Recomendo fortemente que aproveite.

E depois me conta: Team Shane ou Team Ilya? (A resposta certa é “os dois juntos”, obviamente.)


Ficha Técnica:

  • Título: Rivalidade Ardente (Heated Rivalry)
  • Autora: Rachel Reid
  • Tradução: Carlos César da Silva
  • Editora: Alt
  • Páginas: 360
  • Lançamento: 05/02/2026
  • Preço impresso: R$ 59,90
  • Preço e-book: R$ 44,90

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