MELHORES séries de 2025

As Melhores Séries de 2025 (E onde assistir a cada uma delas)

2025 provou que a tal “Era de Ouro da TV” não acabou: ela só tirou um cochilo e voltou mais sedenta e sem pudor. O ano foi marcado pela volta triunfal de sequências que pareciam impossíveis (olá, Ruptura!) e por novatos que chegaram com a força destrutiva de um super-vulcão.

Se você gastou o seu dinheiro em assinaturas de streaming este ano, pode se consolar: pelo menos você pagou para ver arte de altíssimo nível, misturada com a dose certa de drama trash de qualidade. Do suspense existencial à comédia de cozinha, essa é a lista que define quem mandou bem e quem foi só filler em 2025.


Menções honrosas

Estas séries não entraram no top 20, mas dominaram as conversas, o Twitter e, provavelmente, a sua terapia.

IT: Welcome to Derry (HBO Max)

Sinopse: Prequel da saga cinematográfica de IT, a série retorna à cidade maldita de Derry na década de 1960, em plena Guerra Fria. Um grupo de crianças investiga misteriosos desaparecimentos enquanto descobre horrores sobrenaturais (e humanos) nas profundezas da cidade. Entre eles, o jovem Dick Hallorann de O Iluminado surge como elo entre universos Kingverso.

Por que escolhemos: Porque Pennywise continua aterrorizante mesmo quando não está em cena. A série mistura terror psicológico, crítica social e o trauma geracional que é marca registrada de Stephen King. O elenco jovem impressiona, a direção de Andy Muschietti acerta o tom, e o roteirismo não economiza em ousadia: bebê mutante, demônios canibais, e um clima que nos lembra por que nunca devemos confiar numa cidade pacata demais.


Stranger Things S5 (Netflix)

Sinopse: O épico sobrenatural chega ao seu encerramento com um tom mais sombrio, adulto e introspectivo. Hawkins é o campo de batalha definitivo entre Vecna e o Clube dos Otários. Com menos personagens secundários e foco total no núcleo principal, a temporada mergulha em confrontos finais e arcos emocionais profundos.

Por que escolhemos: Porque nós crescemos com eles. A quinta temporada entrega tudo que prometeu: efeitos insanos, momentos íntimos e fan service na medida certa. Will finalmente ganha destaque (e que atuação!), Nancy vira a heroína que sempre teve potencial e a batalha final é digna de Oscar de Melhor Choradeira Coletiva. É uma despedida como deve ser: cheia de amor, dor e memórias oitentistas.


Pluribus (Apple TV+)

Sinopse: Quando um vírus alienígena infecta a humanidade com empatia extrema, todos se tornam felizes, conectados mentalmente e… iguais. Menos Carol (Rhea Seehorn), escritora isolada e imune à “cura”. A cada crise emocional dela, milhões morrem. É distopia? É utopia? É terapia em massa sem consentimento?

Por que escolhemos: Porque é uma das ideias mais ousadas do ano. Gilligan mostra que pode criar algo brilhante sem drogas ou anti-heróis. Pluribus é uma série cerebral com coração, e Rhea Seehorn dá um show de nuances. Um pesadelo filosófico sobre identidade, luto e a ditadura da positividade.


Onde Assistir as Melhores Séries de 2025

20. Tremembé (Prime)

A série que fez a gente rir, se chocar e, sem querer, torcer pelos psicopatas mais famosos do Brasil.

Misturando erotismo, cafonice e humor ácido, “Tremembé” reimagina os crimes de Suzane, Elize, Nardoni e cia. Mas aqui, a prisão vira palco de paixão, vingança e delírios sensuais. Marina Ruy Barbosa domina como uma Suzane ainda mais manipuladora, e Letícia Rodrigues (Sandrão) rouba a cena com carisma de estrela pop.

É um true crime que se recusa a ser sério. Ao invés disso, oferece reconstituições ousadas e atuações deliciosamente exageradas. Funciona? Funciona demais. “Tremembé” virou o guilty pleasure nacional de 2025 — e ainda nos deixou com medo real de criticar certos personagens na internet.


19. Round 6 (Squid Game) S3 (Netflix)

A conclusão da saga de Gi-hun. Provou que a sátira anticapitalista ainda tem fôlego e que a Coreia sabe fazer finais épicos e devastadores.

Depois do sucesso estrondoso da primeira temporada e da segunda um pouco irregular, Hwang Dong-hyuk voltou com tudo para fechar a trilogia. A terceira temporada de “Round 6” não economiza: mais jogos sádicos, mais reviravoltas brutais e um Gi-hun completamente consumido pela vingança.

O que começou como uma crítica social se transformou em um épico de vingança sangrento. Gi-hun (Lee Jung-jae) finalmente enfrenta os criadores do jogo em uma batalha que é tanto física quanto ideológica. A série mantém a estética visual impecável — aqueles cenários minimalistas e coloridos contrastando com a violência explícita.

A Coreia do Sul provou, mais uma vez, que sabe contar histórias que misturam entretenimento visceral com comentário social afiado. O final? Devastador. Satisfatório. E definitivamente não vai agradar quem queria um happy ending açucarado. A Netflix pode respirar aliviada: “Round 6” saiu pela porta da frente.


18. The White Lotus S3 (HBO)

Mais uma leva de ricos insuportáveis em um cenário paradisíaco (Tailândia), com Mike White destrinchando incesto, luxúria e a decadência da alta sociedade.

Mike White pegou sua fórmula vencedora — pessoas horríveis em locais lindos — e jogou gasolina nela. A terceira temporada se passa na Tailândia e, como esperado, o paraíso tropical vira playground para os piores instintos da elite global.

A série continua sendo uma dissecação brutal da cultura de privilégio, mas agora com uma pitada extra de perversão. White não tem medo de ir fundo: relacionamentos tóxicos, jogos de poder, e aquela sensação constante de que algo terrível está prestes a acontecer (spoiler: acontece).

Natasha Rothwell retorna como Belinda, agora em uma nova fase da vida, e seu arco é simultaneamente empoderador e trágico. O elenco novo inclui grandes nomes que entregam performances deliciosamente detestáveis. A fotografia continua de cair o queixo — cada frame parece um cartão postal, até a câmera capturar o momento exato em que tudo desmorona.

“The White Lotus” provou que ainda tem muito a dizer sobre classe, colonialismo e a podridão sob o verniz do luxo. E, claro, alguém morre. Porque seria “White Lotus” sem um cadáver elegante?

the white lotus 3 season


17. Severance S2 (Apple TV+)

Após anos de espera, o retorno triunfal de Adam Scott. O mistério no Lumon ficou mais profundo e existencial. É o terror da vida corporativa levado ao nível Lynchiano de surrealismo.

A espera torturante acabou. Depois de quase três anos, “Severance” voltou para explodir nossas cabeças novamente. Dan Erickson e Ben Stiller entregaram uma segunda temporada que expande o universo claustrofóbico da Lumon Industries sem perder nem um pingo da tensão.

Adam Scott continua impecável como Mark Scout/Mark S., navegando entre suas duas consciências separadas. A série aprofunda o horror existencial: o que significa ser você quando sua memória é literalmente cortada ao meio? Quem você é quando não tem acesso ao seu passado?

Os novos departamentos da Lumon revelados nesta temporada são ainda mais perturbadores — aqueles corredores infinitos, os rituais corporativos bizarros, e aquela sensação crescente de que algo muito, muito errado está acontecendo nos subterrâneos. Patricia Arquette como Harmony Cobel continua sendo uma força da natureza, e Tramell Tillman (Seth Milchick) ganhou ainda mais protagonismo como o vilão corporativo mais assustadoramente simpático da TV.

A segunda temporada não entrega respostas fáceis — ela apenas cavou mais fundo no buraco de coelho kafkiano. E a gente ama isso. Se “Severance” não ganhar todos os Emmys possíveis, a Academia está severada da realidade.


16. Alien: Earth (FX/Disney+)

Noah Hawley tentou o impossível: trazer o Xenomorfo para a Terra. Embora o roteiro tenha falhado em manter a coesão, a tensão claustrofóbica do bottle episode de nave espacial foi de tirar o fôlego.

Noah Hawley (o gênio por trás de “Fargo” e “Legion”) assumiu a franquia “Alien” e teve uma ideia ousada: e se o Xenomorfo chegasse na Terra, décadas antes dos eventos do filme original? A premissa é ambiciosa, e a execução… bem, é complicada.

A série tem momentos de puro terror sci-fi que fazem jus ao legado de Ridley Scott. O episódio 4, inteiramente passado dentro de uma nave espacial abandonada, é uma obra-prima de tensão: câmera trêmula, silêncio sufocante, e aquele horror crescente quando você percebe que o Xenomorfo está caçando no escuro.

O problema? A trama na Terra não consegue sustentar o mesmo nível de urgência. A conspiração corporativa da Weyland-Yutani (sempre eles!) acaba sendo menos interessante que o simples fato de ter um alien perfeito evisceração pessoas. O elenco é competente, mas o roteiro tenta fazer muita coisa ao mesmo tempo: thriller político, horror espacial, drama de sobrevivência.

Ainda assim, “Alien: Earth” vale pelo puro espetáculo. Os efeitos práticos do Xenomorfo são de babar, e Hawley provou que entende a estética da franquia. Só faltou amarrar melhor os pontos da história. Nota para a FX: menos conspiração, mais alienígena comendo gente.


15. The Last of Us S2 (HBO)

A série que te faz chorar mais do que correr dos infectados. Aprofundamento do trauma, da moralidade cinzenta e mais drama de sobrevivência.

Craig Mazin e Neil Druckmann voltaram para adaptar a parte mais controversa e emocionalmente brutal do jogo: “The Last of Us Part II”. E, como esperado, foi uma montanha-russa de sentimentos que deixou o público dividido e emocionalmente destruído.

Bella Ramsey e Pedro Pascal continuam entregando química absurda como Ellie e Joel, mas a segunda temporada pertence a Kaitlyn Dever como Abby. A série não teve medo de seguir a estrutura narrativa do jogo, mudando perspectivas e forçando o público a questionar lealdades. É desconfortável, propositalmente frustrante e absolutamente necessário.

Os infectados continuam aterrorizantes (aquele Bloater no episódio 3 vai te assombrar), mas o verdadeiro horror vem dos humanos. A HBO gastou rios de dinheiro em cenas de ação viscerais — Seattle pós-apocalíptica nunca pareceu tão detalhada e desoladora.

A série continua sendo a melhor adaptação de videogame já feita. Ponto. Se você sobreviveu emocionalmente à primeira temporada, prepare-se: a segunda é ainda mais pesada. Gustavo Santaolalla voltou com a trilha sonora devastadora, e você vai precisar de terapia depois do episódio final.


14. Paradise (Hulu/Disney+)

A série que prova que Presidente dos EUA + Mistério de Assassinato é uma fórmula que sempre funciona. Sterling K. Brown deu o toque de seriedade que o caos precisava.

Dan Fogelman (“This Is Us”) trocou o drama familiar lacrimoso por um thriller político afiado e viciante. “Paradise” se passa em uma comunidade exclusiva para ex-presidentes dos EUA, onde todos vivem em uma espécie de retiro dourado vigiado. Até que um deles aparece morto. Misteriosamente.

Sterling K. Brown lidera o elenco como um agente do Serviço Secreto investigando o assassinato enquanto lida com seus próprios demônios. A série é “Knives Out” encontra “House of Cards”, com um toque de “Big Little Lies”. Cada presidente tem seus segredos, suas alianças e suas razões para querer o morto… bem, morto.

O elenco de veteranos é de luxo: James Marsden, Julianne Nicholson e Jon Gries estão impecáveis. A trama se desenrola em flashbacks não-lineares, revelando camadas de conspiração e traição política. Fogelman provou que consegue fazer mais do que nos fazer chorar com fogões lentos — ele também sabe construir suspense.

“Paradise” é o tipo de série que você maratona num fim de semana e depois fica obcecado tentando adivinhar quem é o assassino. E quando o twist final chega? Chef’s kiss.


13. Demolidor: Renascido (Disney+)

O retorno de Charlie Cox e o monstro Vincent D’Onofrio (Kingpin). Mais violento e sombrio, foi a injeção de adrenalina que a Marvel precisava.

A Marvel finalmente aprendeu a lição: deixa o Demolidor ser adulto, violento e sombrio. “Demolidor: Renascido” é a série que os fãs imploraram desde o cancelamento injusto da versão da Netflix. E, milagre dos milagres, a Disney+ entregou.

Charlie Cox volta como Matt Murdock/Demolidor, ainda lidando com sua fé católica abalada, seu senso de justiça distorcido e aquela tendência autodestrutiva que a gente ama. Vincent D’Onofrio retorna como Wilson Fisk/Kingpin, agora mais poderoso e politicamente conectado que nunca. A dinâmica entre os dois continua sendo o coração da série: dois homens obcecados com suas versões de “salvar” Hell’s Kitchen, dispostos a destruir tudo no processo.

A série não economiza na violência. As cenas de luta são coreografadas com precisão brutal — menos CG, mais pancadaria crua. O episódio 4 traz uma sequência de corredor (obviamente) que rivaliza com a icônica do corredor da primeira temporada da Netflix.

A Disney+ provou que consegue fazer conteúdo Marvel maduro sem diluir. “Demolidor: Renascido” é sombrio, violento e emocionalmente complexo. Finalmente, um projeto Marvel que não parece feito para vender bonecos.

review daredevil born again


12. O Urso (The Bear) S4 (Hulu/Disney+)

A redenção total. O stress da cozinha profissional em Chicago é o battle royale perfeito para Jeremy Allen White.

Christopher Storer voltou para a quarta temporada de “The Bear” e, finalmente, encontrou o equilíbrio perfeito entre caos e catarse. Depois de uma terceira temporada que dividiu opiniões (muito experimental, pouca cozinha), a quarta entrega exatamente o que fãs queriam: Carmy, Syd e Richie tentando não matar uns aos outros enquanto mantêm o restaurante funcionando.

Jeremy Allen White continua entregando uma das performances mais intensas e contidas da TV. Carmy está à beira de um colapso nervoso permanente, e White faz você sentir cada segundo de ansiedade, raiva reprimida e paixão obsessiva pela comida. Ayo Edebiri (Sydney) ganhou ainda mais protagonismo, e a tensão não-resolvida entre ela e Carmy finalmente… bem, continua não-resolvida, mas de forma ainda mais frustrante.

A série mantém aquele ritmo frenético de cozinha — o barulho, a pressão, os gritos de “YES, CHEF!” ecoando. Mas a quarta temporada também desacelera para momentos de beleza silenciosa: um prato sendo montado com cuidado, uma conversa honesta entre dois personagens exaustos.

“The Bear” não é sobre comida. É sobre família disfuncional, trauma geracional e a busca impossível pela perfeição. E é absolutamente viciante.


11. O Ensaio (The Rehearsal) S2 (HBO)

Nathan Fielder transformou a preparação para a vida em arte performática absurda. É hilário, perturbador e borra todas as linhas entre a realidade e o roteiro.

Nathan Fielder voltou para bagunçar ainda mais a cabeça de todo mundo. Se a primeira temporada de “The Rehearsal” já era um exercício de meta-ficção bizarro, a segunda leva o conceito ao limite do absurdo existencial.

A premissa continua a mesma: Fielder ajuda pessoas a “ensaiar” momentos importantes da vida em cenários elaborados e controlados. Mas a segunda temporada se aprofunda no custo psicológico desses ensaios — tanto para os participantes quanto para o próprio Fielder, que parece cada vez mais perdido entre o que é real e o que é performance.

Tem momentos de comédia pura e genial (o episódio em que ele ensaia como ser pai usando 47 crianças ator diferentes é absurdamente engraçado), mas também mergulha em território desconfortável e melancólico. Fielder expõe suas próprias neuroses e inseguranças de forma tão crua que é quase voyeurístico.

“The Rehearsal” é a série que você não sabe se deveria estar rindo ou tendo uma crise existencial. Geralmente, você faz os dois ao mesmo tempo. É comédia experimental no seu melhor e mais perturbador. Nathan Fielder é um gênio louco, e agradeçamos à HBO por deixá-lo continuar fazendo arte estranha e brilhante.


10. Dexter: Ressurreição (Paramount+)

O Retorno Que Ninguém Pediu Mas Todo Mundo Precisava

O serial killer favorito da América voltou mais velho, mais melancólico e lidando com as cagadas do passado. Depois do desastre que foi o final original de “Dexter” (aquele episódio de lenhador que todo mundo finge que não aconteceu) e da tentativa morna de “New Blood”, “Ressurreição” finalmente acerta a fórmula.

Michael C. Hall retorna como Dexter Morgan, agora realmente forçado a confrontar o legado de sangue que deixou para trás. A série se passa dez anos após os eventos de “New Blood”, e Dexter está… bem, vivo (surpresa!). A showrunner Clyde Phillips aprendeu com os erros e entregou algo que os fãs mereciam desde 2013: closure de verdade.

Por que funciona: A temporada consegue honrar o legado (algo raro para revivals), focando no drama psicológico de quem tenta se aposentar da matança mas continua ouvindo aquela vozinha interior pedindo “só mais uma morte”. O Passageiro das Sombras está de volta, mais sarcástico e sombrio que nunca — James Remar entrega diálogos que misturam humor negro com filosofia moral questionável.

Jennifer Carpenter retorna em flashbacks como Deb, e essas cenas são o verdadeiro coração emocional da série. A relação disfuncional entre os irmãos Morgan continua sendo o núcleo trágico que sustenta tudo. Harrison (Jack Alcott) também volta, forçando Dexter a encarar o que significa passar o “Código de Harry” para a próxima geração.

As mortes continuam criativas e satisfatórias — Dexter não perdeu o toque cirúrgico. Mas a série se aprofunda no peso psicológico de décadas como assassino vigilante. É “Logan” para serial killers: um homem cansado, assombrado por fantasmas, tentando fazer uma última coisa certa antes de desaparecer.

Veredito: “Dexter: Ressurreição” não reinventa a roda, mas finalmente dá ao personagem o final que ele merecia. É melancólico, brutal e satisfatório. A Paramount+ acertou em cheio.


9. Andor S2 (Disney+)

O Melhor Thriller de Espionagem Disfarçado de Star Wars

Esqueça os sabres de luz. Esqueça a Força. “Andor” é o melhor thriller de espionagem e política da última década, e acontece por acaso no universo de Star Wars. Com roteiro afiadíssimo, diálogos complexos e uma urgência que faltava na franquia, a segunda temporada elevou o nível do drama blockbuster a alturas estratosféricas.

Tony Gilroy (o gênio por trás da franquia Bourne) voltou para concluir a jornada de Cassian Andor (Diego Luna) do criminoso cínico ao herói rebelde que conhecemos em “Rogue One”. E que jornada. A segunda temporada comprime anos da vida de Cassian em 12 episódios densos, cada um avançando o calendário galáctico enquanto acompanhamos a formação da Rebelião.

A obra-prima narrativa: Cada episódio é um curta-metragem autossuficiente. Gilroy estruturou a temporada em arcos de três episódios, cada bloco funcionando como um ato dramático completo. Temos: a fuga de Cassian, a consolidação da Rebelião, operações de espionagem impossíveis, e o inevitável caminho até Scarif.

Stellan Skarsgård retorna como Luthen Rael, o mestre-espião revolucionário disposto a sujar as mãos de formas que Mon Mothma nunca poderia. O monólogo de Luthen no episódio 7 (“O que eu sacrifiquei?”) já entrou para o panteão dos grandes momentos da TV. É “O Poderoso Chefão” encontra John le Carré, com naves espaciais.

Política como drama: “Andor” trata o Senado Imperial como House of Cards espacial. Genevieve O’Reilly brilha como Mon Mothma, navegando alianças políticas traiçoeiras enquanto financia secretamente a Rebelião. As cenas de jantar e negociações são tão tensas quanto qualquer tiroteio.

A série prova que Star Wars funciona melhor quando trata adultos como adultos. Sem piadas forçadas, sem fanservice barato. Apenas espionagem brutal, sacrifício moral e a lenta construção de uma revolução fadada ao fracasso (porque já sabemos como termina).

Veredito: Tony Gilroy merece uma estátua. “Andor” S2 é a prova definitiva de que Star Wars ainda pode ser arte. Que a Força esteja com roteiros inteligentes.


8. Hacks S4 (HBO Max)

A Dupla Tóxica Mais Rentável de Hollywood

Jean Smart (a lendária Deborah Vance) e Hannah Einbinder (a genial Ava Daniels) continuam com a parceria tóxica mais rentável de Hollywood. A série nunca perde o timing, equilibrando gags de humor afiado com uma sátira ácida sobre a misoginia e o ego no late-night.

A quarta temporada encontra Deborah finalmente realizando o sonho impossível: comandar um programa de late-night na TV aberta. Mas, como esperado, conquistar o trono é apenas metade da batalha. Mantê-lo? Isso exige sangue, suor e destruir qualquer um que fique no caminho.

Jean Smart está transcendental. Cada microexpressão, cada pausa calculada, cada olhar cortante — ela transforma Deborah Vance numa força da natureza que é simultaneamente inspiradora e monstruosa. Deborah não é uma heroína. Ela é egoísta, manipuladora e obcecada com o próprio legado. E a gente ama ela exatamente por isso.

Hannah Einbinder amadureceu Ava de forma orgânica. A escritora millennials insegura da primeira temporada agora é a showrunner do programa de Deborah, e a dinâmica de poder entre as duas está mais complexa que nunca. Elas se amam? Se odeiam? Querem se destruir mutuamente? Sim para todas as alternativas.

A sátira nunca foi tão afiada: “Hacks” disseca a máquina do late-night com precisão cirúrgica. A série expõe a hipocrisia dos hosts “bonzinhos” que fazem piadas progressistas mas tratam os roteiristas como lixo nos bastidores. Mostra como comediantes mulheres precisam ser dez vezes melhores para receber metade do respeito. E faz tudo isso enquanto te faz rir até doer.

O episódio 6, inteiramente focado no primeiro programa de Deborah, é um one-shot de 40 minutos que funciona como teatro filmado. É tenso, hilário e emocionalmente devastador. Paul W. Downs (que também produz) brilha como Jimmy, o agente que está apenas tentando sobreviver ao caos.

Veredito: “Hacks” é a melhor comédia afiada da TV. Jean Smart merece todos os Emmys. Hannah Einbinder também. Na verdade, apenas deem o Emmy para o elenco inteiro e poupem tempo.


7. Beleza Fatal (HBO)

Glamour, Veneno e Unhas de Gel Manchadas de Sangue

A novela que provou que vingança, alta-costura e tapas bem dados ainda movem o Brasil.

Com 40 capítulos de puro caos estilizado, Beleza Fatal fez história no streaming. Camila Pitanga brilhou como a vilã Lola — manipuladora, elegante e 100% inesquecível. Camila Queiroz e Giovanna Antonelli completam o trio de protagonistas que seguram a trama como se fosse uma clutch da Prada.

A série entrega reviravoltas nível Avenida Brasil com um visual digno de Euphoria. É crítica social, é melodrama raiz, é entretenimento puro. No fim, ninguém se salvou — e a gente adorou. Beleza Fatal é novela gourmetizada com gosto de guilty pleasure. Que venham mais.

Veredito: “Beleza Fatal” é guilty pleasure de alta qualidade. É trash? Sim. É viciante? Absolutamente. É uma crítica afiada sobre capitalismo feminista? Também. Maratone e depois gaste 500 reais em produtos de skincare que você não precisa.

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6. Dying for Sex (Apple TV+)

A Série Que Transformou Vulnerabilidade em Superpoder

O drama que usou a intimidade e a vulnerabilidade como ferramenta de roteiro. Foi uma série corajosa ao abordar temas tabus com honestidade brutal, provando que a TV de prestígio pode ser devastadora e necessária.

Baseada no podcast homônimo, “Dying for Sex” conta a história real de Molly (interpretada por uma radiante e corajosa Anya Taylor-Joy), uma mulher de 30 e poucos anos que, após ser diagnosticada com câncer terminal, decide divorciar-se e passar seus meses finais explorando sexualidade, liberdade e identidade sem pedir permissão.

Não é um drama lacrimoso sobre doença. A série subverte todas as expectativas do “filme sobre câncer”. Molly não é uma santa trágica esperando a morte com resignação. Ela sai pelo mundo transando, experimentando, errando, rindo e vivendo com uma intensidade que a maioria de nós nunca terá coragem de acessar.

Anya Taylor-Joy entrega vulnerabilidade crua sem cair no melodrama. Você sente cada momento de medo, raiva, libertação e puro hedonismo. Ela faz você esquecer que está assistindo uma “série sobre morte” porque Molly está ocupada demais VIVENDO.

A melhor amiga é o coração: Sutton Foster interpreta Nikki, a melhor amiga de Molly e o verdadeiro amor da história. Não é romance — é aquela amizade que sustenta você quando tudo desmorona. As cenas entre as duas são engraçadas, íntimas e absolutamente dilacerantes.

A série não romantiza a morte. Molly sofre, tem dias terríveis, lida com dor física e emocional. Mas também se dá permissão para ser sexual, falha, humana. “Dying for Sex” é sobre autonomia corporal, sobre mulheres retomando narrativas, e sobre viver sem remorso.

Veredito: Prepare os lenços, mas não pelos motivos que você imagina. “Dying for Sex” é celebração de vida disfarçada de drama sobre morte. É corajoso, necessário e vai fazer você reconsiderar como passa seus dias.


5. Gen V S2 (Prime Video)

Supers Babacas: A Nova Geração

A série que provou que o universo de supers babacas tem um futuro brilhante. “Gen V” continuou entregando a violência gráfica, o humor negro e a crítica social que esperamos de “The Boys”, focando nas intrigas universitárias e nos heróis moralmente falidos. O spin-off que se tornou essencial.

A segunda temporada intensifica tudo que funcionou na primeira: mais gore criativo, mais sátira afiada sobre fama e capitalismo, e consequências reais para as decisões impossíveis que os jovens supers enfrentam. Godolkin University continua sendo o pior lugar para se matricular desde Hogwarts nos anos 90.

Jaz Sinclair lidera como Marie Moreau, a heroína relutante com poderes de manipulação de sangue que ainda está processando os eventos traumáticos da primeira temporada. A série não dá trégua: Marie precisa lidar com PTSD, culpa de sobrevivente, e o fato de que a Vought está desesperada para transformá-la em produto comercializável.

Chance Perdomo, em sua última performance antes de sua trágica morte em 2024, entrega um Andre que está completamente quebrado. A série homenageia o ator com um episódio inteiro dedicado ao personagem, e é de partir o coração. O elenco e a produção claramente amavam Perdomo, e isso transparece em cada frame.

A violência continua absurdamente criativa: Alguém explode de dentro pra fora usando esperma superaquecido. Não, você não leu errado. “Gen V” herdou de “The Boys” a habilidade de criar mortes que são simultaneamente hilariantes e nauseantes.

Lizze Broadway como Emma (a heroína que muda de tamanho) finalmente ganha o protagonismo que merece. Seu arco explorando transtornos alimentares e pressão estética é tratado com sensibilidade inesperada para uma série que tem cenas de pessoas sendo literalmente desmembradas.

A sátira nunca para: A temporada ataca influencers performativos, cultura de cancelamento, militarização de universidades e o complexo industrial do entretenimento. E faz isso enquanto mostra um cara usando seus poderes de telecinese para… bem, melhor você descobrir.

Veredito: “Gen V” provou que não é apenas um spin-off — é tão essencial quanto a série-mãe. É brutal, inteligente e estranhamente comovente. Assista com o estômago vazio.


4. O Estúdio (The Studio) (Apple TV+)

Hollywood Ri de Si Mesmo (Finalmente)

Seth Rogen e Evan Goldberg acertaram em cheio. Essa sátira sobre o declínio criativo de Hollywood é o riso mais cínico do ano. Rogen como o chefe de estúdio blasé e o episódio inteiro filmado em plano-sequência foram um feito de gênio. É “The Player” para a geração IP.

“The Studio” acompanha Matt Remick (Seth Rogen), o recém-nomeado chefe da Continental Studios, enquanto ele tenta navegar o pesadelo burocrático, criativo e político de comandar um grande estúdio em 2025. Spoiler: ele é péssimo nisso, mas de formas hilariantes.

A série é “30 Rock” encontra “Succession” no estacionamento da Universal. Cada episódio disseca um aspecto diferente do inferno que é produzir entretenimento corporativo: lidar com egos de estrelas, apaziguar investidores que não entendem nada de cinema, gerenciar franquias moribundas, e tentar convencer roteiristas que “dar notas” não é censura criativa (é sim).

Seth Rogen está perfeito como o eterno otimista que lentamente descobre que vendeu a alma para uma máquina que transforma arte em produto. Ele quer fazer filmes bons, mas também precisa bater metas de bilheteria, agradar China, evitar controvérsias no Twitter, e lidar com o fato de que ninguém vai ao cinema mais.

O episódio 5 é obra-prima: Filmado em um único plano-sequência de 42 minutos, acompanhamos Matt correndo pelo estúdio durante um dia de crise total. O diretor Cary Fukunaga (“True Detective”) coreografou cada segundo com precisão cirúrgica. É estressante, engraçado e tecnicamente impressionante.

O elenco de convidados especiais é absurdo: Catherine O’Hara como uma atriz veterana impossível, Rogen convencendo Charlize Theron a fazer a 8ª sequência de “Fast & Furious”, e uma participação de Scorsese reclamando que seus filmes não passam mais em IMAX.

A sátira é afiada sem ser amarga: A série ama cinema enquanto reconhece que a indústria está quebrada. É melancólica sob o humor — a sensação de que algo importante está morrendo e ninguém sabe como salvar.

Veredito: “The Studio” ganhou o Emmy de Melhor Comédia por motivos claros: é inteligente, hilário e dolorosamente verdadeiro. Obrigatório para qualquer um que já se perguntou por que Hollywood só faz sequências.


3. Task (HBO)

O Thriller Sujo Que Você Sente na Alma

O Hillbilly Heat. O criador de “Mare of Easttown” colocou Mark Ruffalo contra ladrões de periferia (liderados pelo excelente Tom Pelphrey). É um thriller sujo, claustrofóbico e com um drama familiar caótico. A série que te faz sentir o cheiro de mofo e desespero.

Brad Ingelsby voltou para fazer o que faz de melhor: crime drama em comunidades esquecidas da América. “Task” se passa em uma cidade de mineração decadente da Pensilvânia, onde a única indústria que resta é o crime organizado.

Mark Ruffalo está irreconhecível como Tom Boyle, um policial local corrupto tentando proteger a família enquanto afunda cada vez mais na lama moral. Ruffalo abandona qualquer traço de charme Hulk/Mark Ruffalo™ e entrega um homem quebrado, desesperado e perigoso. É a melhor performance da carreira dele.

Tom Pelphrey (que já estava excelente em “Ozark”) interpreta Danny, o líder de uma gangue de ladrões que não são particularmente bons no que fazem, mas são violentos e imprevisíveis. A química tóxica entre Tom e Danny — dois homens do mesmo lugar, que tomaram caminhos diferentes mas chegaram ao mesmo buraco — é o motor da série.

É “Heat” se Michael Mann filmasse em trailers e bares de beira de estrada. A fotografia de Rina Yang é toda tons de cinza, marrom e verde doentio. Você consegue sentir o frio úmido, o mofo, o desespero econômico que permeia cada cena.

O drama familiar é brutal: Tom tem uma esposa (Tatiana Maslany, desperdiçada em Hollywood) lutando contra dependência química, uma filha adolescente que o despreza, e um filho com necessidades especiais que ele não sabe como ajudar. O crime é quase um alívio comparado ao inferno doméstico.

O episódio final é de arrancar o fôlego: Um assalto que dá errado de todas as formas possíveis, resultando em um tiroteio que parece “Sicario” filmado em um estacionamento de Walmart. É visceral, caótico e devastador.

Veredito: “Task” é o melhor thriller do ano. É sujo, humano e impossível de parar de assistir. Mark Ruffalo merece todos os prêmios. Brad Ingelsby consolidou seu lugar como mestre do crime drama americano.


2. Adolescência (Adolescence) (Netflix)

Quatro Horas Que Vão Te Deixar Sem Ar

Essa série é tecnicamente ousada e emocionalmente brutal. Cada um dos quatro episódios é filmado em um plano-sequência contínuo, seguindo a história de um garoto acusado de assassinato. Stephen Graham está insano. É a série que te faz prender a respiração por quatro horas.

“Adolescence” é um experimento radical de narrativa: quatro episódios, quatro planos-sequência ininterruptos, quatro momentos cruciais na vida de Jamie (interpretado por Frankie Corio em performance de estrela nascente), um adolescente de Liverpool acusado de matar o melhor amigo.

Episódio 1: O Interrogatório — 58 minutos de Jamie sendo interrogado pela polícia, negando tudo, enquanto Stephen Graham (como o detetive Ray) desconstrói cada mentira com paciência cirúrgica. É “Primal Fear” em tempo real, e você não pisca.

Episódio 2: A Reconstituição — Jamie é forçado a refazer os passos da noite do crime. A câmera segue ele pelas ruas de Liverpool, cada esquina revelando nova informação, cada silêncio gritando culpa.

Episódio 3: O Julgamento — Inteiramente filmado na sala de audiências. Testemunhos se contradizem, versões colidem. A verdade vai se revelando como quebra-cabeça horrível.

Episódio 4: A Prisão — O dia que Jamie descobre a sentença e confronta o que realmente aconteceu. É devastador.

Stephen Graham está transcendental. Ele não faz um minuto de overacting. Apenas observa, pressiona sutilmente, e você sente o peso de décadas lidando com adolescentes que destruíram suas vidas em segundos de impulsividade.

A técnica é show de virtuosismo: Diretor Jack Thorne (roteirista de “His Dark Materials”) coreografou cada episódio com precisão militar. Não há cortes para esconder erros. Os atores precisam estar perfeitos por uma hora inteira. E estão.

A série explora trauma geracional, masculinidade tóxica em comunidades de classe trabalhadora, e como adolescentes são simultaneamente crianças e capazes de violência adulta. É desconfortável, necessário e inesquecível.

Veredito: “Adolescence” ganhou o Emmy de Melhor Minissérie porque redefiniu o que é possível fazer na TV. É cinema disfarçado de série. É obra de arte disfarçada de crime drama. Obrigatório.

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1. The Pitt (HBO Max)

O Ápice Absoluto do Drama Hospitalar

O ápice do drama hospitalar. “The Pitt” jogou fora todos os clichês do gênero (sem romance, sem música dramática) e focou no tempo real do caos. Cada episódio é uma hora exata na emergência de Pittsburgh. É uma obra-prima de tensão, realismo e exaustão, que te deixa viciado e traumatizado. O Emmy de Melhor Drama foi mais do que merecido.

R. Scott Gemmill (showrunner de “ER”) e John Wells voltaram para fazer o que deveriam ter feito há 15 anos: um drama hospitalar adulto, brutal e sem concessões. “The Pitt” é o sucessor espiritual de “ER” que não sabia que precisávamos.

A premissa é simples e genial: Cada episódio acompanha exatamente uma hora na emergência do Pittsburgh Trauma Medical Hospital. Tempo real. Sem cortes para subplot, sem drama romântico, sem música dramática dizendo como se sentir. Apenas caos controlado de uma emergência americana em colapso.

Noah Wyle retorna à HBO como Dr. Michael “Robby” Rabinavitz, o médico-chefe da emergência que está há 18 horas de plantão quando a série começa. Wyle está exausto, irritado, tecnicamente perfeito salvando vidas e completamente desprovido de paciência para burocracia hospitalar. É uma masterclass de atuação contida.

O realismo é sufocante: Consultores médicos reais supervisionaram cada cena. Os procedimentos são corretos, o jargão médico é preciso, as decisões impossíveis que médicos precisam fazer (quem salvar primeiro quando há três pacientes morrendo?) são retratadas sem moralização.

Tracy Ifeachor interpreta a Dra. Collins, a residente sobrecarregada tentando provar seu valor enquanto lida com casos que estão muito acima do seu nível de treinamento. Patrick Ball é o enfermeiro Dennis, gay, exausto e o único com sanidade mental restante no pronto-socorro.

Não há vilões. O sistema de saúde americano é o antagonista. Falta de leitos, pacientes sem seguro, overdoses da crise de opioides, vítimas de violência armada, imigrantes sem acesso a tratamento — “The Pitt” não desvia o olhar de nada.

O episódio 7 é particularmente brutal: um tiroteio em massa resulta em 14 vítimas chegando simultaneamente, e você assiste o hospital entrar em colapso total. Médicos gritando, sangue por todo lado, decisões de vida ou morte em segundos. É exaustivo assistir. Imagine viver.

Por que ganhou todos os Emmys: “The Pitt” redefiniu o que drama hospitalar pode ser. Sem romantização, sem heróis perfeitos, apenas profissionais tentando sobreviver a um sistema quebrado enquanto salvam vidas. É importante, urgente e tecnicamente impecável.

A série foi renovada para segunda temporada, e honestamente, não sei se meu coração aguenta. Mas vou assistir mesmo assim.

Veredito Final: “The Pitt” é a melhor série de 2025. Ponto. Noah Wyle merece o Emmy de Melhor Ator. R. Scott Gemmill merece o Emmy de Melhor Roteiro. A HBO merece crédito por ter coragem de fazer TV adulta e desconfortável.

Se você vai assistir apenas uma série desta lista, assista essa.


E Aí? Qual Série Definiu SEU 2025?

Essas são as 20 que mandaram bala, quebraram recordes e provavelmente causaram algumas brigas sobre “qual é melhor” em grupos de WhatsApp. O streaming pode estar caro, mas pelo menos 2025 entregou conteúdo que justifica a insanidade de ter 47 assinaturas diferentes.

Qual série você maratonou até às 4 da manhã? Qual te fez ligar pro seu terapeuta? Qual você já esqueceu que assistiu? Conta pra gente nos comentários.

E prepara o sofá, porque 2026 tá chegando com tudo. (E sim, você vai precisar de mais uma assinatura. Desculpa.)

Binge responsável, pessoal. Ou não. A gente não julga.