#05

O Lobo Atrás da Porta (Fernando Coimbra, 2013)
No cinema geralmente temos psicopatas retratados como pessoas extremamente inteligentes e manipuladoras. Estão sempre um passo a frente de todos, com um comportamento quase que inacreditável para a vida real. O Lobo Atrás da Porta é um exemplo de uma personagem doente e capaz de qualquer coisa para ter a sua fatia de atenção, mas que não possui uma inteligência acima da média. Rosa é simples. Tudo que ela quer é ter a cia de Bernardo e tudo bem ela fingir ser amiga da esposa dele, deitar na cama do casal e tentar causar inferno na vida do amante. As mentiras e cinismo de Rosa nos deixam arrepiados.
Indicado para fãs de bons longas de suspense, Coimbra conseguiu a proeza de apresentar um filme sobre traição com uma personagem mais assustadora que Glenn Close em Atração Fatal. O grande motivo para isso é a identificação: Rosa é uma garota normal que podemos cruzar o caminho por acaso a qualquer dia ou momento. Na dúvida sobre trair ou não, recomendo muito essas duas produções (Tullio Dias).
Recomendado para quem gosta de: suspense, psicopatas, crimes.
#04

À Procura de Sugar Man (Searching for Sugar Man, Malik Bendjelloul, 2012)
Se você for um apaixonado por música, a minha sugestão é bem simples: pare tudo que estiver fazendo e esqueça que existem outros títulos na sua lista de “Preciso Assistir”. Experimente entrar no mundo do cantor Rodriguez e na busca implacável de dois homens apaixonados pelo seu som e sedentos por descobrir o paradeiro de um verdadeiro gênio da música. É até meio inacreditável aceitar que o filme não é ficção muito bem bolada (Tullio Dias).
Recomendado para quem gosta de: música e cinema.
#03

Relatos Selvagens (Relatos Salvajes, Damián Szifron, 2014)
Dirigido por Damián Szifron e lançado em 2014 tem como produtor Pedro Almodóvar que dá o toque final no filme, Almodóvar acrescenta de maneira visível, porém sem ofuscar Damián Szifron, seu estilo e estética inconfundíveis. O enredo parte da premissa de pequenas situações cotidianas que levam os personagens ao esgotamento emocional e ao limite do auto controle, o que tem consequências tragicômicas e muito inesperadas. Leve, divertido, intenso e muito original, mostrando de maneira grandiosa o senso de humor argentino (Mariana Blasio).
Recomendado para quem gosta de: diversão, sentir o coração palpitar de tanta loucura, rir, morrer de aflição.
#02

A Chegada (Arrival, Denis Villeneuve, 2016)
O questionamento essencial é: se nós, homo sapiens, reagimos agressivamente àquilo que nos é diferente em nossa espécie, quão violenta seria nossa reação a uma espécie distinta, oriunda de outro planeta, a qual não nos fosse submissa? A brutalidade provocada pelo estranhamento passa determinantemente pelo fato de jamais termos sido capazes de compreender plenamente a comunicação, recurso imprescindível por nossa espécie desenvolvido – e, precisamente, aquilo que nos diferencia de todas as outras.
A Chegada, no entanto, nos aponta um caminho esperançoso, e considerar esta obra de Villeneuve provocadora de otimismo não atribui qualquer demérito à mesma; o longa não gera o “sorriso no rosto” ao final da sessão em decorrência de, como outras produções estadunidenses, conduzir todos os seus conflitos em direção ao cumprimento desta finalidade, mas por marcar uma contracorrente determinada. Diante de um estudo da comunicação que na contemporaneidade reflete uma visão de mundo notadamente amargurada – e inevitavelmente plausível -, o entendimento do roteiro de Eric Heisserer nos desperta a significação original e mais importante da comunicação no momento em que mais parecemos ter nos distanciado desta – um contexto factualmente assustador (Leonardo Lopes).
Recomendado para quem gosta de: quebrar a cabeça, refletir sobre a humanidade, suspense.
#01

Divertida Mente (Inside Out, Pete Docter/Ronnie Del Carmen, 2015) é um longa me conquistou com a mensagem que nos deixa, à medida em que vamos aprendendo mais sobre a mente da protagonista: todos os sentimentos precisam trabalhar juntos para ajudá-la a lidar com a vida, seja em momentos felizes, tristes, de raiva ou o que for. No início, nós temos vontade de ver a Alegria no comando, afinal, quem não quer ser feliz o tempo todo ou pelo menos a maior parte dele? No decorrer da película, vemos que não é bem assim e a vida não é composta de alegrias apenas; a tristeza faz parte e tem um papel essencial a todos nós. O mesmo vale para a Raiva, Nojo e Medo. E todos esses sentimentos precisam um do outro para sobreviver também (Dani Pacheco)
Recomendado para quem gosta de: rir, chorar, refletir sobre a vida. Não é filme de criança não!
CONFIRA, NA PRÓXIMA PÁGINA, AS MENÇÕES HONROSAS!

