Será que vale a pena ver o filme do Domingo Maior de hoje? Se você anda precisando de um filme que pareça uma briga de bar coreografada dentro de um Shinkansen, com piadas rápidas e gente bonita se esfaqueando com educação, Trem-Bala é o seu culto de domingo.
A TV Globo exibe Trem-Bala neste domingo, 08/02/2026, no Domingo Maior, logo após “Super Bowl: Melhores Momentos” (a programação aponta o compacto às 00h15 e o filme na sequência, por volta de 00h50, podendo variar por praça).
📽️ Sobre o que é Trem-Bala?
Imagine um trem-bala cruzando o Japão em alta velocidade e, dentro dele, um “reality show” de assassinos profissionais que não se inscreveram, mas foram escalados pelo destino (ou por um roteirista com energia de TikTok). Cinco matadores descobrem que suas missões estão interligadas — e que todo mundo quer a mesma coisa.
O resultado é um filme que mistura ação, comédia e caos com a sutileza de uma mala cheia de dinheiro passando de mão em mão. É como se Tarantino tivesse tomado energético com o diretor de Deadpool 2 e decidido brincar de “quem trai quem” em vagões apertados.
🎯 Para quem é?
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Para quem curte ação estilizada, violência cartunesca e humor ácido no modo metralhadora.
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Para quem gosta de filmes “de elenco”, em que cada personagem entra como se fosse dono do vagão.
Agora, se você quer um thriller sério, realista e contido, Trem-Bala vai soar como uma festa barulhenta quando você só queria dormir cedo. E tem um detalhe: o filme também gerou debate sobre whitewashing por adaptar um livro japonês com elenco majoritariamente não-japonês.
🎬 Quem está no elenco?
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Brad Pitt (Ladybug): um assassino em crise de ansiedade e azar crônico — tipo “coaching da calma” com soco na cara.
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Joey King (Prince): a escola do mal em forma de sorriso educado.
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Aaron Taylor-Johnson (Tangerine) e Brian Tyree Henry (Lemon): dupla que discute como irmãos e briga como profissionais — e rouba o filme com carisma e timing.
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Andrew Koji (Kimura) e Hiroyuki Sanada (Elder): o lado “honra, dor e vingança” no meio do circo.
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Michael Shannon (White Death): o tipo de vilão que parece ter sido impresso em 3D com rancor.
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Bad Bunny (Wolf) e Sandra Bullock (Maria): participações que entram como tempero — uma pimenta aqui, um sal ali, e pronto: mais caos.
O livro que deu origem a Trem-Bala (e por que a versão do cinema é “mais Hollywood” do que Shinkansen)
Antes de Brad Pitt virar o “azarado profissional” do vagão, Trem-Bala nasceu como romance japonês: Maria Beetle (2010), do escritor Kōtarō Isaka — publicado em inglês como Bullet Train.
O livro já tinha o DNA que o filme adora: vários assassinos presos no mesmo trem, missões interligadas e uma dança de traições que parece jogo de “passa ou repassa”, só que com faca.
A diferença é o tempero: no papel, a história é mais crime/dark comedy com ironia e engrenagem narrativa; no cinema, David Leitch puxa a alavanca do estilo pop, da pancadaria coreografada e do “show de personagens” — uma adaptação que troca parte da sutileza por energia de blockbuster.
E sim: essa origem literária também está no centro da conversa sobre representação/whitewashing, já que o material vem de um romance japonês ambientado no Japão, mas o filme foi escalado com uma pegada bem “globalizada” (leia-se: Hollywood sendo Hollywood).
🔍 Veredicto: Trem-Bala é bom?
Bom do jeito que uma montanha-russa é boa: não é sobre “profundidade”, é sobre ritmo, estilo e o prazer culposo de ver adultos se comportando como se a vida fosse um videogame com trilha pop.
David Leitch dirige como quem sabe exatamente o que está vendendo: energia, cor, porrada e piada. O filme às vezes parece longo demais para a própria premissa (sim, dá aquela sensação de “mais uma reviravolta?”), mas compensa com sequências inventivas e um elenco que não tem vergonha de ser exagerado.
Vale o play? Vale, se você estiver no humor de ver um filme que transforma o Japão num tabuleiro de “assassinos interligados” e faz disso uma comédia de pancadaria bem embalada.
🎬 Assista ao trailer


