No Cinema de Buteco, a gente sabe que Dwayne “The Rock” Johnson leva muito a sério a sua “marca” de herói inabalável e positivo. Mas você sabia que ele quase abandonou a produção de “Rampage: Destruição Total” (2018) por causa de uma única decisão no roteiro?
O motivo? O destino de George, o carismático gorila albino que é o melhor amigo do protagonista Davis Okoye. Se o filme terminou com um final feliz e uma piadinha entre os dois, foi graças a um ultimato real do ator nos bastidores.
“George não pode morrer”
No roteiro original de Rampage, George se sacrificava para salvar o mundo, morrendo como um herói após derrotar o crocodilo e o lobo gigantes. Para Dwayne Johnson, isso era inaceitável.
Ao ler o desfecho, o ator entrou em contato imediato com o diretor Brad Peyton e os produtores. Segundo Johnson em entrevista à Rolling Stone, sua filosofia de cinema é clara:
“A vida já traz m*rda demais — eu não quero isso nos meus filmes. Quando os créditos rolarem, eu quero que o público se sinta ótimo.”
O Ultimato ao Estúdio
A produção tentou convencer Johnson de que a morte do gorila traria um peso emocional necessário e um arco de sacrifício digno. O astro, porém, não cedeu e usou sua carta mais forte: ameaçou sair do filme.
Ele explicou que construiu uma relação de confiança com seu público ao redor do mundo ao longo dos anos. As pessoas vão ao cinema ver um filme do “The Rock” esperando sair de lá inspiradas e felizes. Johnson foi categórico:
“Vocês vão ter que encontrar outro ator. Precisamos dar um jeito, caso contrário, eu não farei o filme.”
O Resultado: O “Fake-out” Final
No fim, o estúdio cedeu, mas encontrou um meio-termo. George sobrevive, mas o filme prega uma peça no público (e em Davis) com uma “falsa morte”, onde o gorila finge ter partido apenas para tirar sarro de seu parceiro humano logo em seguida.
5 Curiosidades sobre “Rampage: Destruição Total”
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Baseado em um Game: O filme é uma adaptação do clássico arcade dos anos 80, onde o objetivo era justamente controlar os monstros e destruir cidades.
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Tecnologia de Captura: George foi interpretado pelo ator Jason Liles através de captura de movimentos, com consultoria de especialistas em comportamento de primatas para garantir realismo.
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Sucesso de Bilheteria: Mesmo não sendo o favorito da crítica, o filme arrecadou mais de US$ 428 milhões mundialmente, provando que a intuição de Johnson sobre o que o público quer ver estava certa.
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Reencontro: O filme marcou a terceira colaboração entre Dwayne Johnson e o diretor Brad Peyton (eles já haviam trabalhado juntos em Viagem 2: A Ilha Misteriosa e Terremoto: A Falha de San Andreas).
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A “Marca” The Rock: Esse episódio de Rampage consolidou o controle criativo que Johnson exerce sobre seus projetos, garantindo que o “otimismo” seja um elemento central em sua filmografia.

