Poucas séries conseguem virar fenômeno de internet antes mesmo de estrear oficialmente em um país. Heated Rivalry conseguiu — e não foi por acaso. O romance queer ambientado no mundo do hóquei profissional saiu do nicho, dominou redes sociais, impulsionou vendas de livros e virou assunto constante em timelines, edits e fanfics. Tudo isso sem ainda ter chegado ao streaming brasileiro.
Criada por Jacob Tierney para o canal Crave, a série está disponível nos Estados Unidos via HBO e já tem estreia confirmada no Brasil em 2026. Enquanto isso, o hype só cresce.
A seguir, os motivos que explicam por que Heated Rivalry virou a série mais comentada do fim de 2025.
Qual é a história de Heated Rivalry?
A trama gira em torno de dois jogadores de hóquei rivais dentro do gelo — e intensamente conectados fora dele.
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Shane Hollander (Hudson Williams**) é o atleta canadense disciplinado, reservado e promissor.
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Ilya Rozanov (Connor Storrie**) é o astro russo provocador, confiante e publicamente heteronormativo.
Em entrevistas e jogos, eles trocam farpas. Em hotéis e bastidores, vivem um relacionamento secreto, carregado de desejo, tensão e conflito emocional.
A série é baseada no livro Heated Rivalry, segundo volume da saga Game Changer, da autora canadense Rachel Reid. Ao todo, a franquia já conta com seis livros — todos centrados em romances no universo do hóquei.
Os números que explicam o fenômeno
Mesmo antes da estreia no Brasil, os dados impressionam:
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📚 O livro Heated Rivalry chegou ao 1º lugar entre os romances de ficção mais vendidos da Amazon no início de dezembro.
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📱 Os protagonistas saltaram de cerca de 10 mil seguidores para mais de 750 mil cada no Instagram em poucas semanas.
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🔥 Rankings do Kindle colocaram a série entre os romances mais lidos do ano, reacendendo vendas de toda a saga Game Changer.
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🎥 Clipes da série acumulam milhões de visualizações em TikTok, X (Twitter) e Instagram Reels — muitos deles criados por fãs.
Por que Heated Rivalry funciona tão bem nas redes?
O sucesso não é só narrativo — é estruturalmente digital.
🏒 Romance queer em território hostil
O hóquei profissional é retratado como um espaço de masculinidade rígida, conservadora e pouco acolhedora. A série explora justamente essa fratura: a diferença entre a performance pública de virilidade e a intimidade privada.
🔥 Narrativa em “pílulas”
A série aposta menos em longos diálogos e mais em:
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tensão sexual
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encontros rápidos
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silêncios carregados
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toques, olhares e conflitos físicos
Isso torna cada cena perfeita para vídeos de 15 segundos, edits musicais e montagens românticas — combustível ideal para viralização.
📱 Estética pensada para fandom
Heated Rivalry entende como funciona o consumo atual: fragmentado, emocional e altamente compartilhável. A série praticamente nasce pronta para virar fandom.
Quem está no elenco?
Além do casal central, o elenco ajuda a ampliar o alcance da série:
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François Arnaud (The Borgias, Yellowjackets)
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Sophie Nélisse (A Menina que Roubava Livros, Yellowjackets)
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Dylan Walsh (Nip/Tuck)
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Christina Chang (The Good Doctor)
É um elenco que mistura atores jovens em ascensão com rostos conhecidos da TV.
E os livros? Vale a pena ler?
Sim — e o hype da série fez toda a saga ressurgir.
Ordem dos livros:
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Game Changer — romance secreto entre jogadores
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Heated Rivalry — rivais transformam ódio em paixão
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Tough Guy — romance entre atleta e músico pansexual
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Common Goal — jogador divorciado e barista ativista
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Role Model — romance com social media manager
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The Long Game — consequências de assumir o namoro
No Brasil, Rivalidade Ardente chega traduzido em 5 de fevereiro, pelo selo Alt, da Globo Livros.
Quando Heated Rivalry estreia no Brasil?
A estreia oficial está confirmada para fevereiro de 2026 na HBO, ainda sem data específica. Até lá, a série segue crescendo como um daqueles raros casos em que o fandom chega antes da distribuição.
E quando finalmente estrear por aqui, uma coisa é certa: Heated Rivalry já não será uma aposta — será um evento.


