ESTREIAS DA SEMANA A NOIVA

Estreias da Semana no Cinema: Frankenstein Feminista + Tarantino SEM CORTES

Quinta-feira, 5 de março, e a semana é pra CINÉFILO RAIZ. Esqueça pipoca fácil — hoje é dia de Maggie Gyllenhaal fazendo experimento punk-gótico-feminista com monstros, e Quentin Tarantino finalmente entregando a versão que ELE SEMPRE QUIS de Kill Bill. Ah, e tem K-pop, animação Disney, terror indie e uma porrada de cinema brasileiro.

É semana DENSA, gente. Bora.


A Noiva!: Maggie Gyllenhaal Faz Frankenstein Feminista E Divide TODO MUNDO

Depois de estrear na direção com A Filha Perdida (2021) — indicado ao Oscar, perfeito, impecável —, Maggie Gyllenhaal tinha um desafio IMPOSSÍVEL: como fazer um segundo filme à altura?

A resposta dela? NÃO TENTAR. Em vez de repetir a fórmula, ela foi pro extremo oposto e fez… Noiva de Frankenstein reimaginada como musical punk-gótico-feminista ambientado na Chicago dos anos 30 com números de dança, violência estilizada, vômito preto, e um manifesto sobre autonomia feminina.

Sim. É EXATAMENTE tão maluco quanto parece.

A Noiva! (The Bride!) é inspirado em A Noiva de Frankenstein (1935) de James Whale, mas Maggie REESCREVE tudo dando protagonismo à Noiva (que no original tinha uns 5 minutos de tela).

A trama:

Chicago, anos 30. O Monstro de Frankenstein — aqui chamado Frank (Christian Bale) — vive solitário e pede ajuda à cientista Dra. Euphronius (Annette Bening) pra criar uma companheira.

Eles ressuscitam Ida (Jessie Buckley), uma jovem mulher ASSASSINADA por criminosos. Ida acorda como A Noiva — mas ela NÃO quer ser apenas “companheira de ninguém”. Ela quer AUTONOMIA.

Ida e Frank se apaixonam, mas a jornada dela é de autodescoberta violenta. Quando ela é atacada, explode em fúria vingativa. Os dois viram tipo Bonnie & Clyde monstruosos numa onda de crimes pela América, perseguidos pelo detetive Jake Wiles (Peter Sarsgaard, marido de Maggie na vida real) e sua secretária Myrna (Penélope Cruz).

No meio disso tem: números musicais (incluindo “Puttin’ on the Ritz” tipo Jovem Frankenstein), homenagens visuais a Metrópolis de Fritz Lang, a Noiva cuspindo vômito preto, mulheres fazendo tatuagens de boca preta em solidariedade feminista, e Jake Gyllenhaal (irmão de Maggie) fazendo um astro de cinema tipo Fred Astaire.

O que funciona:

  • Jessie Buckley tá INSANA (no melhor sentido). A mulher entrega fúria, vulnerabilidade, sensualidade e loucura em doses iguais. Performance digna de Oscar.
  • Christian Bale como Monstro inocente/apaixonado é tocante.
  • Annette Bening rouba cenas como sempre.
  • Fotografia DESLUMBRANTE de Lawrence Sher (o mesmo de Coringa) — estética meio Sin City, meio noir gótico.
  • Trilha de Hildur Guðnadóttir (Coringa, Chernobyl) é TENSA.
  • Figurino de Sandy Powell (a LENDA) — especialmente o vestido laranja queimado da Noiva que virou ÍCONE.

Críticas:

Alguns críticos AMARAM (“redefinição do gênero de horror!”, “audácia punk!”). Outros ODIARAM (“caótico e pretensioso”, “inferior a A Filha Perdida“).

Polêmicas:

  • Teste screenings foram MAL. Maggie cortou cenas de violência sexual e até uma cena de Frankenstein lambendo vômito preto do pescoço da Noiva (SIM, ISSO EXISTIA).
  • Orçamento: US$ 80 milhões (alto pra terror indie).
  • Estreia adiada de outubro 2025 pra março 2026 por causa dos testes ruins.

Box Office:

Projeção de abertura nos EUA: US$ 16-18 milhões (modesto pra orçamento de US$ 80 mi).

Veredicto:

É um filme PRA CINÉFILO QUE CURTE RISCO. Se você ama quando diretores OUSAM (tipo Beau Tem Medo, Midsommar, Neon Demon), vai se divertir mesmo com as falhas. Se você quer narrativa coesa e tom definido… vai sair confuso.

Mas JESSIE BUCKLEY merece seu ingresso. A mulher TÁ POSSUÍDA.

Onde: Warner (IMAX disponível!)
Classificação: 16 anos
Duração: ~140 min


Kill Bill: The Whole Bloody Affair — A Lenda Que Tarantino Escondeu Por 20 Anos FINALMENTE Chega

Cinéfilos, ESSA É A SEMANA.

Depois de VINTE ANOS de espera, lendas urbanas, exibições secretas no cinema do Tarantino em LA, e promessas quebradas… Kill Bill: The Whole Bloody Affair FINALMENTE tá em circuito comercial.

O que é:

Kill Bill SEMPRE foi concebido como UM filme só de 4+ horas. Mas a Miramax forçou Tarantino a dividir em dois (Vol. 1 em 2003, Vol. 2 em 2004) porque ninguém ia aguentar 4 horas de bunda na cadeira.

The Whole Bloody Affair é a VERSÃO ORIGINAL de Tarantino: os dois volumes UNIDOS, SEM cortes, SEM censura, com material inédito, incluindo:

  • 33 minutos de cenas NUNCA vistas antes
  • Sequência de animação INÉDITA: A Noiva vs Yuki (irmã de Gogo Yubari) — feita em parceria com Epic Games/Fortnite em Unreal Engine 5
  • Duração total: 281 minutos (4h41!)
  • Sem introdução do Vol. 2 — tudo flui como filme ÚNICO
  • Intervalo clássico no meio (tipo filmes antigos de roadshow)

Por que demorou tanto?

Tarantino NÃO tinha os direitos. Ele esperou até comprar de volta da Miramax/Weinstein Company pra lançar do JEITO DELE. A primeira exibição pública foi em Cannes 2004. Depois disso, só rolou em sessões secretas no New Beverly Cinema (cinema do Tarantino em LA) desde 2011.

Agora, pela primeira vez, TODO MUNDO pode ver.

O que mudou?

Além do material novo, a experiência de ver como FILME ÚNICO muda TUDO. A jornada da Noiva (Uma Thurman) ganha peso épico. É tipo assistir O Senhor dos Anéis versão estendida depois de ver no cinema — você percebe a VISÃO COMPLETA.

Críticas:

  • Rotten Tomatoes: 100% (!!!) de 32 críticos
  • Metacritic: 95/100 (“aclamação universal”)
  • CinemaScore: A+ (RARO)

Consenso: “Finalmente realiza a grandeza total da visão gonzo de Tarantino. Obra-prima definitiva de vingança.”

Curiosidade:

  • Tarantino inicialmente disse que NUNCA lançaria em streaming/mídia física pra manter exclusividade teatral. Mas voltou atrás — vai ter lançamento 4K UHD deluxe em 2026 e já tá no Apple TV (US$ 19,99).
  • Por isso Tarantino considera Kill Bill como 1 filme só na filmografia dele. Ele diz que fez 9 filmes, e vai fazer só mais 1 antes de aposentar.

Veredicto:

Se você é FÃ de Tarantino, de Kill Bill, ou de CINEMA em geral, é OBRIGATÓRIO. É evento histórico. É a chance de ver uma LENDA finalmente realizada.

Leve pipoca, refrigerante, e prepare a bexiga pro intervalo.

Onde: Paris Filmes
Classificação: 18 anos (SEM censura, violência explícita)
Duração: 281 min (4h41 com intervalo)


E OS OUTROS LANÇAMENTOS:

ENHYPEN [Walk the line summer edition] in cinemas (Trafalgar)

Show do grupo de K-pop sul-coreano ENHYPEN. Pra fãs, é evento imperdível. Pra quem não conhece, é passável.
🔞 Livre

Cara de um, focinho de outro (Disney)

Animação Disney sobre… coelhos que trocam de corpo? Pelo título, só pode ser isso. Pra criançada.
📍 Disney | 🔞 6 anos

De Volta à Bahia (Swen)

Comédia brasileira de aventura com Barbara França e Lucca Picon. Produção nacional que merece chance.
🔞 10 anos

Push – No Limite do Medo (Clube Filmes)

Terror americano dirigido por David Charbonier e Justin Powell (os caras que fizeram The Djinn). Se tem esses dois dirigindo, é terror criativo de baixo orçamento. Vale conferir.
🔞 14 anos

Kokuho – O Preço da Perfeição (Imovision/SATO Company)

Drama japonês de Sang-il Lee com Ryô Yoshizawa. SATO Company raramente erra com cinema asiático. Pra quem curte dramas densos.
🔞 14 anos

Queens of the Dead (Imovision)

Comédia de terror com Katy O’Brian (a vilã de Amor, Mentiras e Sangue). Pelo elenco e gênero, promete ser divertido e camp.
🔞 16 anos


CINEMA BRASILEIRO INDIE:

A Vida Secreta dos Meus Três Homens (Embaúba Filmes)

Drama brasileiro dirigido por Letícia Simões. Título intrigante, circuito limitado.
🔞 14 anos


E aí? O que você vai assistir?

Semana é PRA CINÉFILO. Kill Bill: The Whole Bloody Affair é o EVENTO (literalmente histórico). A Noiva! é pra quem curte cinema arriscado e performances intensas (Jessie Buckley merece).

Se você quer LENDA DO CINEMA: Kill Bill (obrigatório)
Se você curte OUSADIA E RISCO: A Noiva!
Se você é fã de K-pop: ENHYPEN
Se você quer terror criativo: Push

Semana pesada, mas RECOMPENSADORA. Bom cinemão!