Quem diria que um apito poderia matar com tanto estilo em uma das estreias da semana nos cinemas mais aguardadas pelos fãs de terror? O Som da Morte, novo longa dirigido por Corin Hardy (A Freira), pega o velho clichê do “objeto amaldiçoado” e dá uma boa soprada nele — no melhor (e mais sangrento) dos sentidos. Com um elenco jovem carismático, mortes criativas de cair o queixo (ou arrancar a cabeça), e uma vibe Pânico encontra Premonição, este pode ser o filme teen que vai fazer você pensar duas vezes antes de fuçar no armário do colégio.
📽️ Sobre o que é O Som da Morte?
Whistle começa como um típico slasher colegial: grupo de desajustados, uma nova aluna misteriosa (Dafne Keen como Chrys), e um passado trágico. Mas tudo muda quando ela encontra um antigo apito de morte asteca no armário de um aluno morto (literalmente). Ao soprá-lo, ela e seus colegas acabam invocando a própria Morte — ou versões sinistras dela — que passam a caçá-los um a um. Cada morte é diferente, surreal e intensa. Pense em Premonição, mas com entidades físicas e mais estilo.
🎯 Para quem é?
Se você curte:
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Premonição, A Hora do Pesadelo, Pânico ou It: A Coisa,
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Aquela boa e velha fórmula de “adolescentes em apuros” com pitadas de romance e humor,
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E, claro, mortes criativas com efeitos práticos de primeira,
… então Whistle foi feito pra você.
Mas se você precisa de uma trama super original ou não tem paciência para ver adolescentes tomando decisões estúpidas sob pressão mortal, talvez seja melhor guardar o fôlego.
👥 Quem está no elenco?
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Dafne Keen (a eterna Lyra de His Dark Materials) lidera o elenco como Chrys, e segura bem o protagonismo mesmo usando uma peruca discutível.
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Sophie Nélisse (Yellowjackets) brilha como Ellie, seu possível interesse amoroso.
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Sky Yang interpreta Rel, primo leal e crush da garota popular Grace (Ali Skovbye), que foge dos estereótipos.
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Percy Hynes White, Jhaleil Swaby, Michelle Fairley (como a avó mística que só aparece pra explicar tudo) e Nick Frost (em modo “professor excêntrico”) completam o time com estilo.
🔪 E as mortes?
Ah, meu amigo… As mortes são um show à parte. Desde o primeiro assassinato (um jogador de basquete pega fogo no chuveiro da escola — um clássico instantâneo) até uma sequência absurda de acidente de carro… dentro de um quarto (!), Whistle entrega violência criativa com gosto. E tudo com efeitos práticos caprichados, um pézinho no trash, e referências deliciosas a A Hora do Pesadelo.
Destaque para o clima do baile/Harvest Fest, que parece saído direto de um filme do início dos anos 2000, com cores vibrantes, tensão crescente e puro caos.
💀 O visual vale?
Totalmente. A fotografia de Björn Charpentier dá à produção uma vibe retrô, com tons dessaturados e explosões ocasionais de cor que reforçam o clima adolescente e o absurdo da situação. É quase nostálgico — se você sente saudades de morrer de medo na locadora.
🔎 Onde assistir Whistle?
O filme estreou nos cinemas brasileiros em 5 de fevereiro e logo chegará aos streamings.
❗ Veredicto: Whistle é bom?
Sim! Whistle sabe que não está reinventando a roda, mas também não quer. Ele abraça os clichês do horror teen com uma piscadinha esperta e entrega o que promete: personagens cativantes, mortes memoráveis e um ritmo acelerado. O final pode decepcionar um pouco por seguir o caminho mais óbvio, mas o conjunto da obra compensa — e ainda deixa um gancho para uma possível sequência.
Vale a pena? Se você gosta de filmes de terror com personalidade, sangue e senso de humor, sopre esse apito sem medo.
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