Quer saber o que acontece no final de Perdas e Danos?
Dirigido por Louis Malle, o filme acompanha Stephen Fleming (Jeremy Irons), político britânico, e sua fissura por Anna Barton (Juliette Binoche) — que, detalhe ácido, é a namorada do filho dele, Martyn. Não é romance: é obsessão com verniz de elegância.
Sinopse de Perdas e Danos
Stephen conhece Anna, a química explode e eles iniciam um caso secreto. Anna evita rótulos e não promete exclusividade; Stephen, pelo contrário, perde o prumo. Quando Martyn noiva de Anna, o risco vira roleta russa familiar. A sogra de Stephen fareja a sujeira; a mãe de Anna adiciona trauma ao caldo; e Stephen já fala em largar tudo. O castelo de cartas treme.
Final explicado Perdas e Danos: como acaba?
Vamos lá.
-
A descoberta e a queda: Martyn encontra o apê do affair e abre a porta bem na hora. O choque o faz recuar, tropeçar no corrimão e cair mortalmente. Stephen tenta socorrê-lo; Anna vai embora — sem cena, sem explicação.
-
Desmoronamento público: o escândalo estoura. Stephen perde o cargo, o casamento e a família.
-
O epílogo: tempo depois, ele vê Anna no aeroporto com Peter (antigo amante) e um bebê. A última imagem mostra uma foto de Stephen, Anna e Martyn; a narração fecha com “she was no different from anyone else” (“ela não era diferente de ninguém”).
O sentido: Stephen admite que não havia “destino” nem amor transcendente — só desejo bruto. Anna não era musa metafísica; era humana, com passado, traumas e escolhas. O mito desmancha no ar.
Qual o significado de Perdas e Danos
-
Lascívia > amor: o filme é um estudo sobre luxúria, controle e autoengano. Stephen confunde intensidade com verdade.
-
Controle x caos: o político cartesiano tenta organizar o inorganizado — e fracassa. Anna odeia posse; ele quer posse de tudo.
-
Trauma não redime: o luto de Anna (o irmão e a ideia de “amor” que a perseguiu) não purifica suas ações; só explica o funcionamento afetivo dela: apego sem pertencimento.
-
A conta chega: Stephen perde o futuro (filho morto, família quebrada, carreira). Anna segue — como muitos “danificados”: sobrevive e vai adiante, deixando escombros.
Anna amava Stephen?
Os sinais apontam para não. Havia atração e um pacto tácito: “sem amarras”. Ela rejeita exclusividade, mantém laços com Peter e aceita casar com Martyn. Para Anna, Stephen é válvula de escape, não porto.
“She was no different from anyone else”: por que essa frase importa?
Porque destrói a fantasia narcísica de Stephen. Ao vê-la com um bebê, ele percebe que projetou em Anna uma exceção que nunca existiu. Sem o filtro do desejo, ela é “apenas” uma pessoa — e a história deles, apenas um affair devastador.
Quem é “mais danificado”: Stephen ou Anna?
-
Anna: funciona como gatilho ambulante, com frieza diante do colapso (sai do apê enquanto Martyn agoniza). É empatia seletiva, talvez defesa psíquica.
-
Stephen: se havia rachaduras, agora é ruína. Perde tudo e ainda diz que não se arrepende — confissão de que a obsessão mandava nele.
Resposta honesta: ambos — e o filme não dá absolvição a ninguém.
A queda de Martyn foi “culpa” de quem?
É acidente encenado como inevitável moral: o segredo escalou até um ponto em que qualquer contato detonaria tragédia. Legalmente, não é assassinato; eticamente, é cadeia de decisões que empurra o filho para o precipício — literal e simbólico.
Diferenças livro x filme (relâmpago)
O texto de Josephine Hart expande motivações internas; Malle depura e joga a força no gesto e no silêncio. Aqui tratamos só do filme: menos explicação, mais observação clínica.
FAQ estilo busca
-
Perdas e Danos é história de amor? Não. É obsessão travestida de romance.
-
Por que Anna “não reage” após a queda? Aposta dramática em entorpecimento/distanciamento — e no choque como defesa.
-
Stephen se redime no fim? Não. Ele compreende, o que é diferente de se desculpar.
-
O que o filme “condena”? Posse e autoengano — sem transformar ninguém em herói.
e é isso

