Com as indicações ao Oscar 2026, Emma Stone tornou-se a mulher mais jovem da história a alcançar sete indicações à estatueta. Aos 37 anos, Stone superou a marca de Meryl Streep, que detinha o recorde desde 1988, quando obteve sua sétima nomeação aos 38 anos de idade.
Neste ano, Stone concorre em dose dupla por seu trabalho em Bugonia:
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Melhor Atriz (pela atuação protagonista);
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Melhor Filme (por seu papel como produtora do longa).
Em comunicado, a atriz celebrou a parceria de longa data com o diretor Yorgos Lanthimos: “Sou eternamente grata pela nossa parceria criativa e amizade. Nada disso existiria sem ele”. Atualmente, Stone já possui dois Oscars de Melhor Atriz (La La Land e Pobres Criaturas), consolidando-se como a grande força de sua geração.
O Fenómeno Emma Stone: Superando Meryl Streep
Aos 37 anos, Emma Stone alcançou um feito que muitos consideravam impossível tão cedo na carreira: superou a lendária Meryl Streep como a mulher mais jovem a obter sete indicações ao Oscar. Streep detinha este recorde desde 1988, quando, aos 38 anos, foi nomeada por Ironweed. Stone, que já possui duas estatuetas de Melhor Atriz (La La Land e Pobres Criaturas), surge este ano com uma nomeação dupla pelo filme Bugonia: uma como Melhor Atriz e outra como Produtora na categoria de Melhor Filme.
A parceria de Stone com o realizador grego Yorgos Lanthimos tornou-se uma das mais prolíficas do cinema moderno. Em comunicado oficial, a atriz expressou a sua gratidão, destacando que “nada disso existiria” sem a visão de Lanthimos. Embora Meryl Streep ainda mantenha a soberania absoluta no número total de indicações (21 ao todo), a trajetória de Stone sugere que o trono de “maior atriz viva” pode estar prestes a mudar de mãos nas próximas décadas.

O Triunfo Brasileiro: “O Agente Secreto” e o Recorde de 2004
Para o cinema lusófono, o destaque absoluto vai para o luso-brasileiro Kleber Mendonça Filho e o seu aclamado “O Agente Secreto”. O filme não apenas garantiu uma vaga na disputada categoria de Melhor Filme, como também acumulou quatro nomeações no total, igualando o recorde histórico de Cidade de Deus (2004).
As categorias em que o filme concorre são:
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Melhor Filme (a primeira vez que um filme de Kleber Mendonça Filho atinge o escalão máximo);
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Melhor Ator (Wagner Moura);
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Melhor Filme Internacional;
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Melhor Seleção de Elenco (Casting).
A nomeação de Wagner Moura é particularmente simbólica. O ator, que já goza de prestígio internacional desde Narcos, entrega em “O Agente Secreto” o que muitos críticos consideram a atuação da sua vida, interpretando Marcelo, um homem em fuga num Brasil de 1977. Moura entra num grupo restrito de apenas quatro atores que conseguiram nomeações este ano por filmes de língua não-inglesa, um sinal claro da globalização dos critérios da Academia.
Talento Técnico: Adolpho Veloso e a Fotografia Brasileira
Outro motivo de orgulho é a nomeação de Adolpho Veloso para Melhor Fotografia pelo seu trabalho em “Sonhos de Trem”. Veloso tem sido uma presença constante em grandes produções internacionais, e a sua estética visual é apontada como uma das favoritas para levar a estatueta. A presença de Veloso e Moura na mesma edição reforça que o talento brasileiro não está restrito apenas à realização, mas permeia todos os departamentos da produção cinematográfica de elite.
O Financiamento e a Transparência
Com o sucesso, surgiram questões sobre como “O Agente Secreto” foi financiado. O orçamento de 28 milhões de reais (cerca de 5 milhões de euros) foi uma combinação estratégica de fundos públicos e privados. O filme é uma coprodução entre o Brasil, França, Alemanha e Países Baixos.
É fundamental desmistificar informações falsas: o filme não utilizou a Lei Rouanet, uma vez que esta legislação não se aplica a longas-metragens de ficção. O apoio brasileiro veio majoritariamente do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Ancine, e da Lei do Audiovisual. Este modelo de coprodução internacional é, hoje, o caminho mais viável para que filmes de língua portuguesa atinjam o patamar de visibilidade necessário para competir nos Óscares.
Expectativas para a Cerimónia
A 98ª edição dos Óscares, apresentada por Conan O’Brien, realizar-se-á a 15 de março. O confronto entre grandes blockbusters como “Sinners” (líder com 16 indicações) e obras autorais como “O Agente Secreto” e “Bugonia” promete uma noite de equilíbrio.
Para o espectador, fica a lição de que o cinema é feito de ciclos. Emma Stone representa o novo fôlego de Hollywood, enquanto o cinema brasileiro, sob a liderança de figuras como Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura, prova que boas histórias, independentemente do idioma, têm o poder de conquistar o mundo. Se Wagner Moura vencer, será o primeiro ator brasileiro a conquistar tal feito, um marco que poderá mudar para sempre a perceção do mercado internacional sobre a produção em língua portuguesa.

