Joseph Gordon-Levitt declara guerra à inteligência artificial — agora com uma câmera na mão
Joseph Gordon-Levitt não quer saber de robôs escrevendo roteiros, dirigindo filmes ou “atuando” em vez de humanos. E, para provar seu ponto, ele está transformando seu discurso em arte: o ator vai dirigir um thriller sobre IA, ainda sem título, que será estrelado por Rachel McAdams (Spotlight), segundo o The Playlist via Deadline.
O filme foi adquirido pela Netflix, o que, convenhamos, é uma ironia deliciosa — considerando que o próprio algoritmo da plataforma parece ter sido treinado para prever o que você vai assistir antes mesmo de você decidir.
O que se sabe até agora (spoiler: quase nada)
Os detalhes sobre o enredo estão sendo mantidos em sigilo, mas o projeto promete misturar tensão tecnológica e paranoia moral — temas que Joseph Gordon-Levitt vem abordando há anos em entrevistas, ensaios e até nas redes sociais.
O roteiro é assinado por Gordon-Levitt e Kieran Fitzgerald, de Snowden, o que indica que o filme deve seguir o mesmo caminho: thriller político com viés conspiratório.
Além deles, Natasha Lyonne (Poker Face, Fantastic Four) também participa com crédito de história, o que já levanta a expectativa para diálogos rápidos, sarcasmo afiado e uma protagonista com mais camadas que um firewall.
A produção é da T-Street, empresa do diretor Rian Johnson, parceiro de longa data de Gordon-Levitt — juntos, eles trabalharam em Brick, Looper e Star Wars: Os Últimos Jedi. Johnson também produziu Poker Face, série na qual os dois voltaram a colaborar recentemente.
Rachel McAdams volta ao suspense — e promete surpresas
Depois de uma sequência de papéis mais leves (como em Eurovision e Are You There God? It’s Me, Margaret), Rachel McAdams retorna ao gênero que a consagrou.
A atriz deve interpretar a protagonista do thriller, embora os detalhes de sua personagem ainda não tenham sido revelados.
Se o filme seguir o padrão das tramas de Gordon-Levitt, espere uma história que mistura vulnerabilidade e paranoia, com dilemas éticos sobre o que significa ser humano em um mundo dominado por códigos de programação e decisões automatizadas.
O ativista que virou roteirista
Gordon-Levitt vem se posicionando publicamente contra o uso de IA na indústria do entretenimento, especialmente no contexto das greves de roteiristas e atores em 2023.
Ele já declarou que a inteligência artificial ameaça a integridade artística e pode desvalorizar o trabalho criativo humano.
“A IA não entende o que é emoção. Ela apenas replica. E o cinema é tudo menos replicação”, afirmou o ator em uma entrevista recente.
Nada mais simbólico, portanto, do que dirigir um thriller sobre o assunto — e, claro, fazer isso com uma atriz humana de carne, osso e Oscar.
Um elenco de humanos talentosos (por enquanto)
Ainda não há confirmação de quem mais integrará o elenco, mas fontes indicam que Natasha Lyonne pode aparecer em um papel coadjuvante, além de sua contribuição no roteiro.
O filme deve começar a ser gravado no primeiro semestre de 2026, com lançamento previsto na Netflix no fim de 2026.
E, convenhamos, se Gordon-Levitt realmente quiser cutucar o tema da IA até o limite, não duvide se o vilão do filme for uma versão digital dele mesmo.
O veredito
Joseph Gordon-Levitt quer provar que o futuro do cinema ainda pertence a cérebros humanos — e que as melhores histórias sobre máquinas ainda são contadas por quem pode errar, sentir e improvisar.
Com Rachel McAdams à frente e o selo de qualidade de Rian Johnson, esse pode ser o thriller sobre IA que a própria IA não conseguiria prever.

