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Lançamento: Paul Mescal chora. Jessie Buckley chora. Você também vai chorar com Hamnet — o Shakespeare mais devastador que você já viu

Quem diria que o filme mais arrasador do ano viria de um autor que está morto há quatro séculos? Pois é. Hamnet, dirigido por Chloé Zhao e estrelado por Jessie Buckley e Paul Mescal, não é só uma bela cinebiografia disfarçada de poema visual. É um murro no estômago — gentil, é verdade, mas ainda assim um murro — sobre amor, perda e o que sobra quando a tragédia apaga a luz da casa e deixa a gente tentando escrever o que sente… com tinta invisível.


📚 Sobre o que é Hamnet?

Se você ainda não ouviu falar de Hamnet, prepare-se para um drama histórico que mergulha na vida íntima de William Shakespeare e sua esposa Agnes Hathaway, enquanto eles tentam lidar com a perda de seu filho de 11 anos — aquele que inspiraria o nome mais famoso da dramaturgia inglesa: Hamlet.

Com uma fotografia que parece saída de um sonho (ou de um livro de feitiçaria poética), o filme mistura o real com o etéreo, a dor do luto com a beleza da criação artística. Agnes (Buckley), uma mulher conectada à natureza, quase bruxa, quase santa, e William (Mescal), um homem dividido entre o palco e o lar, constroem um retrato íntimo de um casal que tenta sobreviver ao pior tipo de silêncio: o da ausência.


🎯 Para quem é?

Se você é fã de filmes como A Filha Perdida, O Piano ou Retrato de uma Jovem em Chamas, prepare os lenços e uma garrafa de vinho. Hamnet não é um filme rápido, nem fácil — é melancolia pura, mas daquelas que se acomodam no peito como uma lembrança antiga.

Agora, se você não tem paciência pra longos silêncios, metáforas visuais, florestas místicas e diálogos sussurrados com o vento… talvez seja melhor passar longe. Ou não. Vai que você se surpreende e descobre que tem um coração batendo aí dentro?


🎬 Quem está no elenco?

  • Jessie Buckley como Agnes, numa performance que já pode ser colocada ao lado de Viola Davis em Doubt ou Julianne Moore em Longe do Paraíso: devastadora, feroz, sensível.

  • Paul Mescal é William, e olha… se você achava que ele já tinha sofrido o bastante em Aftersun, espere até vê-lo ensaiando Hamlet enquanto desaba no palco. Ele não atua — ele sangra.

  • Emily Watson e Joe Alwyn trazem profundidade como coadjuvantes, mas é mesmo Buckley quem carrega o filme nas costas e no coração.


🔎 Onde assistir Hamnet?

O filme teve estreia limitada nos EUA em novembro de 2025, e está em cartaz nos cinemas do Brasil a partir de 15 de janeiro de 2026. Distribuído pela Focus Features e Universal Pictures, é possível que ele entre no streaming após a temporada de prêmios. Mas, honestamente? Esse é o tipo de obra que vale ver na tela grande.


⚖️ Veredicto: Hamnet é bom? [LEIA A REVIEW AQUI]

Mais do que bom. Hamnet é sublime, mesmo quando parte o nosso coração em mil pedaços. Chloé Zhao faz mágica ao transformar uma tragédia familiar em arte visual, e Maggie O’Farrell, autora do livro, entrega uma narrativa que fala sobre morte, mas sussurra sobre vida.

O momento em que Agnes assiste à estreia de Hamlet, compreendendo enfim que Shakespeare criou o personagem para manter seu filho vivo no palco, é de uma delicadeza que faria até o mais cínico crítico de cinema perder a compostura.

A cena final — Agnes estendendo a mão para o ator que interpreta Hamlet e vendo a plateia fazer o mesmo — é um símbolo do que o cinema tem de mais poderoso: transformar o luto em luz.


🩸 Nota David: 9.2/10
📜 Hamnet é poesia em forma de dor, e dor em forma de cinema. Um dos melhores filmes do ano — e da década.


🎥 Assista ao trailer (quando disponível)